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25/11/2009

Em São Paulo, teatro lotado de intelectuais assiste à estreia do 'filme de FHC'

Não vai chegar às grandes salas de cinema. Não vai provocar lágrimas generalizadas nas plateias. Não tem uma personagem forte como dona Lindu. Mas, pelo menos, lotou um teatro de 600 lugares em São Paulo em sua estreia.

Não vai chegar às grandes salas de cinema. Não vai provocar lágrimas generalizadas nas plateias. Não tem uma personagem forte como dona Lindu. Mas, pelo menos, lotou um teatro de 600 lugares em São Paulo em sua estreia.

Nesta terça-feira à noite, no Sesc Vila Mariana, uma plateia repleta de intelectuais assistiu à exibição do DVD "Retrato de Grupo", dirigido por Henri Arraes Gervaiseau, sobre a geração de intelectuais que pôs de pé o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

Na plateia O governador de São Paulo, José Serra, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assistiram à exibição do DVD "Retrato de Grupo", dirigido por Henri Arraes Gervaiseau, sobre a geração de intelectuais que criou o Cebrap Leia outras matérias do UOL Notícias

O filme foi, obviamente, realizado muito antes da provocação do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que sugeriu à oposição que fizesse um filme sobre a vida de Fernando Henrique Cardoso quando questionado sobre o possível uso eleitoral e político de "Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto.

Idealizado para marcar os 40 anos da instituição que congregou os intelectuais paulistanos e circulando encartado no livro também chamado "Retrato de Grupo", a obra é uma espécie de "filme sobre Fernando Henrique Cardoso", mas não apenas.

Não é uma superprodução e nem está centrado apenas na figura do ex-presidente da República, mas o DVD não deixa de ser o registro de um momento fundamental e talvez dos mais "emotivos", como afirmou o próprio FHC, da sua trajetória e de outros intelectuais de peso (mediados pela atual presidente da instituição, a antropóloga Paula Montero, FHC e o sociólogo Francisco de Oliveira falaram, após a exibição do filme, sobre a experiência do Cebrap, pouco depois de um depoimento do governador José Serra, que integrou a instituição por cinco anos, a partir de 1978).

Com o risco da má comparação e, portanto, da má compreensão, é possível dizer que a criação do Cebrap em 1969 tem para FHC o mesmo significado que a entrada na direção dos sindicatos dos metalúrgicos de São Bernardo poucos anos depois para Lula: abriu-lhe as portas de um caminho político que não se podia prever os levaria à Presidência da República décadas à frente.

Claro que há exagero em dizer que o filme é "sobre FHC". Mais preciso seria dizer, portanto, que é um filme sobre o grupo do qual FHC tornou-se expoente. Tanto assim que a obra se inicia e termina com depoimentos de Chico de Oliveira, hoje no PSOL e duro crítico dos anos FHC e Lula. E conta com depoimentos de vários outros integrantes do Cebrap que marcaram a vida intelectual do país nas últimas décadas.

Ao contrário do que boa parte do auditório esperava, no entanto, houve pouca provocação entre Chico e FHC durante o debate após a exibição. O filme foi, nesse sentido, mais "quente", com Chico pedindo explicitamente aos entrevistadores que, ao editarem o depoimento, não amenizassem suas posições.

Discussão morna Ao contrário do que boa parte do auditório esperava, houve pouca provocação entre Francisco de Oliveira e FHC durante o debate Leia outras matérias do UOL Notícias

Para ele, FHC na Presidência representou uma "virada à direita" na política brasileira, e Lula, uma "regressão". FHC é responsável, afirma, pela implementação do programa neoliberal e privatista, e Lula "bloqueou a contestação", fazendo dos trabalhadores "sócios do êxito desse capitalismo". Lula, diz Chico, permitiu a liderança moral dos trabalhadores no processo político, mas retirou o conflito necessário à mudança.

Além das críticas diretas de Chico a FHC, havia o fato recente de o tucano ter usado algumas elaborações de Chico para descrever o governo Lula - o papel crescente dos sindicalistas, como uma espécie de nova classe social no poder - para criticar o petista. FHC, em texto publicado no jornal "O Estado de S.Paulo", em que fala em "autoritarismo popular" e faz associações com o peronismo argentino.

Prevaleceu no palco do auditório, no entanto, a memória dos tempos mais difíceis do Cebrap, sob o regime militar - ou seja, a experiência que unifica intelectuais hoje tucanos, petistas ou mais radicais que ainda se abrigam, apesar das divergências políticas, na instituição.

História FHC foi, do ponto de vista prático e de organização, a principal figura a pôr de pé o centro em 1969, depois que vários professores da Universidade de São Paulo foram cassados pela ditadura militar.

O grupo, que inclui o filósofo José Arthur Giannotti, a demógrafa e estatística Elza Berquó e o economista Paul Singer, entre tantos outros, imaginou um centro de estudos em que pudessem atuar de forma independente da universidade. O nome, Cebrap, foi escolhido cuidadosamente após muita discussão (esse pessoal, sim, gostava de discutir): era preciso encontrar algo "que não quisesse dizer grande coisa", como lembra em seu depoimento Berquó.

E porque ela havia sido cassada? Berquó dava aulas na Faculdade de Saúde Pública. "Gravavam minhas aulas", lembra ela. Aulas que não poupavam a falta de ação das autoridades do regime diante dos altos índices de mortalidade infantil.

Imagem de arquivo mostra uma reunião do Cebrap em 1989. Na foto, em sentido horário, José Arthur Giannotti, Elza Berquó, Teresa Caldeira, Francisco de Oliveira, Castro Santos e Ruth Cardoso Leia outras matérias do UOL Notícias

O Cebrap, com seus seminários e pesquisas empíricas, encomendadas por governos e instituições internacionais, permitiu que esse grupo afastado da universidade se mantivesse na ativa e fosse, na prática, "forçado" a realizar uma experiência de elaborar usando os conhecimentos das diversas áreas em que eram especialistas. Foi na prática um centro de resistência intelectual ao regime autoritário, quase um "convento", nas palavras de Chico, onde se tinha a ilusão de que se era livre.

A ditadura suspeitava do Cebrap, o imaginava como um "biombo" de alguma organização política. Para FHC, o próprio MDB, partido de oposição consentida que daria mais à frente no PMDB, achava isso, e foi procurar o grupo em 1974 - nos anos de 1974 e 1975, vários membros do Cebrap seriam presos, e, nos casos de Chico de Oliveira e de Vinícius Caldeira Brant, submetidos à tortura.

FHC, num momento de maior empolgação após a exibição do filme, citando encontro lembrado por Chico de Oliveira dos intelectuais do Cebrap com líderes do conservador MDB ("aprendemos ali que nem sempre ser conservador é ser reacionário", diz, e compara: "Mais conservador que Tancredo Neves, nem Nossa Senhora de Guadalupe"), chega a dizer que o Cebrap, ao municiar a oposição com as ideias e as pesquisas que fazia, elaborou a "matriz de todos os partidos brasileiros" ao incluir na agenda política temas da social-democracia.

Com piadas menos preparadas e menos inspirada que as de Chico, FHC arrancou risos não planejados ao dizer que sempre foi muito ligado "à coisa brasileira, por incrível que pareça" ao explicar porque, em 1969, o Cebrap surgiu. Depois, corrige: quis dizer que sempre deu mais aula fora do Brasil do que aqui por conta das circunstâncias adversas.

Uma espécie de sentimento de grupo, em boa parte do auditório, é evidente. Mas, se as tensões políticas não se expressam claramente, elas permanecem. E podem ser resumidas numa fala do crítico literário Roberto Schwarz, que, no filme, explica o que acha dos governos FHC e Lula - cada um a sua maneira, ligado mais ou menos intensamente, dependente do ponto de vista e da análise, à história do Cebrap. Sua posição é a seguinte: são governos de atualização capitalista bons, que não contam com seu apoio. Para ele, o intelectual deve ser "crítico e negativo de maneira mais profunda".

No livro, a edição de sua entrevista é ainda mais contundente: "Não avalio mal o governo Lula, assim como não avalio mal o governo Fernando Henrique. Acho que são governos que têm pé e cabeça, ao contrário dos anteriores, que não tinham direção. São bons governos de atualização capitalista, com iniciativas importantes, que fazem mais ou menos o que está na ordem do dia (...). O que me parece errado é adotar uma visão rósea do curso geral do capitalismo porque o Brasil está com vento a favor ou porque temos amigos no governo. A irracionalidade e a destrutividade do capitalismo estão aí."

FONTE UOL Notícias

25/11/2009

Governador participa de comemoração aos 40 anos do Cebrap

O governador José Serra participou na terça-feira, 24, das comemorações dos 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

O governador José Serra participou na terça-feira, 24, das comemorações dos 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Durante o evento foram lançados o documentário e o livro "Retrato do Grupo" e o livro "Dimensões do Processo Reprodutivo e da Saúde da Criança".

FONTE Portal do Governo do Estado de São Paulo

25/11/2009

Em São Paulo, teatro lotado de intelectuais assiste à estreia do 'filme de FHC'

Não vai chegar às grandes salas de cinema. Não vai provocar lágrimas generalizadas nas plateias. Não tem uma personagem forte como dona Lindu. Mas, pelo menos, lotou um teatro de 600 lugares em São Paulo em sua estreia.

Não vai chegar às grandes salas de cinema. Não vai provocar lágrimas generalizadas nas plateias. Não tem uma personagem forte como dona Lindu. Mas, pelo menos, lotou um teatro de 600 lugares em São Paulo em sua estreia.

Nesta terça-feira à noite, no Sesc Vila Mariana, uma plateia repleta de intelectuais assistiu à exibição do DVD "Retrato de Grupo", dirigido por Henri Arraes Gervaiseau, sobre a geração de intelectuais que pôs de pé o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

Na plateia O governador de São Paulo, José Serra, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assistiram à exibição do DVD "Retrato de Grupo", dirigido por Henri Arraes Gervaiseau, sobre a geração de intelectuais que criou o Cebrap Leia outras matérias do UOL Notícias

O filme foi, obviamente, realizado muito antes da provocação do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que sugeriu à oposição que fizesse um filme sobre a vida de Fernando Henrique Cardoso quando questionado sobre o possível uso eleitoral e político de "Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto.

Idealizado para marcar os 40 anos da instituição que congregou os intelectuais paulistanos e circulando encartado no livro também chamado "Retrato de Grupo", a obra é uma espécie de "filme sobre Fernando Henrique Cardoso", mas não apenas.

Não é uma superprodução e nem está centrado apenas na figura do ex-presidente da República, mas o DVD não deixa de ser o registro de um momento fundamental e talvez dos mais "emotivos", como afirmou o próprio FHC, da sua trajetória e de outros intelectuais de peso (mediados pela atual presidente da instituição, a antropóloga Paula Montero, FHC e o sociólogo Francisco de Oliveira falaram, após a exibição do filme, sobre a experiência do Cebrap, pouco depois de um depoimento do governador José Serra, que integrou a instituição por cinco anos, a partir de 1978).

Com o risco da má comparação e, portanto, da má compreensão, é possível dizer que a criação do Cebrap em 1969 tem para FHC o mesmo significado que a entrada na direção dos sindicatos dos metalúrgicos de São Bernardo poucos anos depois para Lula: abriu-lhe as portas de um caminho político que não se podia prever os levaria à Presidência da República décadas à frente.

Claro que há exagero em dizer que o filme é "sobre FHC". Mais preciso seria dizer, portanto, que é um filme sobre o grupo do qual FHC tornou-se expoente. Tanto assim que a obra se inicia e termina com depoimentos de Chico de Oliveira, hoje no PSOL e duro crítico dos anos FHC e Lula. E conta com depoimentos de vários outros integrantes do Cebrap que marcaram a vida intelectual do país nas últimas décadas.

Ao contrário do que boa parte do auditório esperava, no entanto, houve pouca provocação entre Chico e FHC durante o debate após a exibição. O filme foi, nesse sentido, mais "quente", com Chico pedindo explicitamente aos entrevistadores que, ao editarem o depoimento, não amenizassem suas posições.

Discussão morna Ao contrário do que boa parte do auditório esperava, houve pouca provocação entre Francisco de Oliveira e FHC durante o debate Leia outras matérias do UOL Notícias

Para ele, FHC na Presidência representou uma "virada à direita" na política brasileira, e Lula, uma "regressão". FHC é responsável, afirma, pela implementação do programa neoliberal e privatista, e Lula "bloqueou a contestação", fazendo dos trabalhadores "sócios do êxito desse capitalismo". Lula, diz Chico, permitiu a liderança moral dos trabalhadores no processo político, mas retirou o conflito necessário à mudança.

Além das críticas diretas de Chico a FHC, havia o fato recente de o tucano ter usado algumas elaborações de Chico para descrever o governo Lula - o papel crescente dos sindicalistas, como uma espécie de nova classe social no poder - para criticar o petista. FHC, em texto publicado no jornal "O Estado de S.Paulo", em que fala em "autoritarismo popular" e faz associações com o peronismo argentino.

Prevaleceu no palco do auditório, no entanto, a memória dos tempos mais difíceis do Cebrap, sob o regime militar - ou seja, a experiência que unifica intelectuais hoje tucanos, petistas ou mais radicais que ainda se abrigam, apesar das divergências políticas, na instituição.

História FHC foi, do ponto de vista prático e de organização, a principal figura a pôr de pé o centro em 1969, depois que vários professores da Universidade de São Paulo foram cassados pela ditadura militar.

O grupo, que inclui o filósofo José Arthur Giannotti, a demógrafa e estatística Elza Berquó e o economista Paul Singer, entre tantos outros, imaginou um centro de estudos em que pudessem atuar de forma independente da universidade. O nome, Cebrap, foi escolhido cuidadosamente após muita discussão (esse pessoal, sim, gostava de discutir): era preciso encontrar algo "que não quisesse dizer grande coisa", como lembra em seu depoimento Berquó.

E porque ela havia sido cassada? Berquó dava aulas na Faculdade de Saúde Pública. "Gravavam minhas aulas", lembra ela. Aulas que não poupavam a falta de ação das autoridades do regime diante dos altos índices de mortalidade infantil.

Imagem de arquivo mostra uma reunião do Cebrap em 1989. Na foto, em sentido horário, José Arthur Giannotti, Elza Berquó, Teresa Caldeira, Francisco de Oliveira, Castro Santos e Ruth Cardoso Leia outras matérias do UOL Notícias

O Cebrap, com seus seminários e pesquisas empíricas, encomendadas por governos e instituições internacionais, permitiu que esse grupo afastado da universidade se mantivesse na ativa e fosse, na prática, "forçado" a realizar uma experiência de elaborar usando os conhecimentos das diversas áreas em que eram especialistas. Foi na prática um centro de resistência intelectual ao regime autoritário, quase um "convento", nas palavras de Chico, onde se tinha a ilusão de que se era livre.

A ditadura suspeitava do Cebrap, o imaginava como um "biombo" de alguma organização política. Para FHC, o próprio MDB, partido de oposição consentida que daria mais à frente no PMDB, achava isso, e foi procurar o grupo em 1974 - nos anos de 1974 e 1975, vários membros do Cebrap seriam presos, e, nos casos de Chico de Oliveira e de Vinícius Caldeira Brant, submetidos à tortura.

FHC, num momento de maior empolgação após a exibição do filme, citando encontro lembrado por Chico de Oliveira dos intelectuais do Cebrap com líderes do conservador MDB ("aprendemos ali que nem sempre ser conservador é ser reacionário", diz, e compara: "Mais conservador que Tancredo Neves, nem Nossa Senhora de Guadalupe"), chega a dizer que o Cebrap, ao municiar a oposição com as ideias e as pesquisas que fazia, elaborou a "matriz de todos os partidos brasileiros" ao incluir na agenda política temas da social-democracia.

Com piadas menos preparadas e menos inspirada que as de Chico, FHC arrancou risos não planejados ao dizer que sempre foi muito ligado "à coisa brasileira, por incrível que pareça" ao explicar porque, em 1969, o Cebrap surgiu. Depois, corrige: quis dizer que sempre deu mais aula fora do Brasil do que aqui por conta das circunstâncias adversas.

Uma espécie de sentimento de grupo, em boa parte do auditório, é evidente. Mas, se as tensões políticas não se expressam claramente, elas permanecem. E podem ser resumidas numa fala do crítico literário Roberto Schwarz, que, no filme, explica o que acha dos governos FHC e Lula - cada um a sua maneira, ligado mais ou menos intensamente, dependente do ponto de vista e da análise, à história do Cebrap. Sua posição é a seguinte: são governos de atualização capitalista bons, que não contam com seu apoio. Para ele, o intelectual deve ser "crítico e negativo de maneira mais profunda".

No livro, a edição de sua entrevista é ainda mais contundente: "Não avalio mal o governo Lula, assim como não avalio mal o governo Fernando Henrique. Acho que são governos que têm pé e cabeça, ao contrário dos anteriores, que não tinham direção. São bons governos de atualização capitalista, com iniciativas importantes, que fazem mais ou menos o que está na ordem do dia (...). O que me parece errado é adotar uma visão rósea do curso geral do capitalismo porque o Brasil está com vento a favor ou porque temos amigos no governo. A irracionalidade e a destrutividade do capitalismo estão aí."

FONTE UOL Notícias

24/11/2009

FHC participa de debate no Sesc Vila Mariana

Os 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) são lembrados hoje no Sesc Vila Mariana em evento que marca o lançamento do livro e do DVD Retrato de Grupo.

Os 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) são lembrados hoje no Sesc Vila Mariana em evento que marca o lançamento do livro e do DVD Retrato de Grupo.

O documentário de Henri Gervaiseau, exibido às 19h, relembra a trajetória do órgão por meio de entrevistas com seus fundadores e colaboradores, como Fernando Henrique, José Arthur Giannotti, José Serra, Paul Singer e Roberto Schwarz.

Após o filme, o ex-presidente da República e o sociólogo Francisco de Oliveira participam de um debate sobre a atuação do Cebrap nas últimas quatro décadas.

SERVIÇO Endereço: Sesc Vila Mariana - r. Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo - (11) 5080-3000 Data: terça (24), às 19h Grátis

FONTE R7 Entretenimento

24/11/2009

FHC participa de debate no Sesc Vila Mariana

Os 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) são lembrados hoje no Sesc Vila Mariana em evento que marca o lançamento do livro e do DVD Retrato de Grupo.

Os 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) são lembrados hoje no Sesc Vila Mariana em evento que marca o lançamento do livro e do DVD Retrato de Grupo.

O documentário de Henri Gervaiseau, exibido às 19h, relembra a trajetória do órgão por meio de entrevistas com seus fundadores e colaboradores, como Fernando Henrique, José Arthur Giannotti, José Serra, Paul Singer e Roberto Schwarz.

Após o filme, o ex-presidente da República e o sociólogo Francisco de Oliveira participam de um debate sobre a atuação do Cebrap nas últimas quatro décadas.

SERVIÇO Endereço: Sesc Vila Mariana - r. Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo - (11) 5080-3000 Data: terça (24), às 19h Grátis

FONTE R7 Entretenimento

22/11/2009

Pensar e repensar o Brasil

Criado em plena ditadura, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o Cebrap, há 40 anos estuda os problemas do País. Agora tem livro e filme sobre sua história.

Aos 40 anos, uma instituição pode ser considerada velha ou apenas uma senhora que passou por experiências incomuns e começa a dar sinais de cansaço? Qualquer que seja a resposta, ela é madura o suficiente para virar outra página nessa história que começou na ditadura e foi escrita por ex-presidentes da República, governadores, filósofos, cientistas sociais, demógrafos e críticos de arte. É o que pretende provar o livro Retrato de Grupo (Cosac Naify), que será lançado na terça-feira, às 19h, no Sesc Vila Mariana, com a exibição do documentário homônimo dirigido por Henri Gervaiseau. Tanto o livro como o DVD trazem entrevistas inéditas com os intelectuais que fundaram o Cebrap - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, criado em 3 de maio de 1969 num antigo sobrado da Rua Bahia, em Higienópolis.

Endereço frequentado pelas melhores cabeças que circulam ou circularam pelo País, o Cebrap foi criado por exilados que retornavam ao País como resposta ao Ato Institucional 5, o AI-5, de 1968, que deu ao presidente Costa e Silva o poder de decretar a intervenção federal nos Estados e municípios, cassar mandatos, suspender direitos políticos e, escândalo, fechar o Congresso Nacional. Entre esses exilados, o mais famoso foi certamente o fundador do Cebrap, o sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, primeiro dos entrevistados de Retrato de Grupo, convidados pelos organizadores do volume, Paula Montero, presidente do Cebrap, e Flávio Moura, editor da revista Novos Estudos Cebrap, a fazer um balanço dos 40 anos de história da instituição.

Como, inevitável, há ausências no livro, o Estado convidou o professor do Departamento de Ciência Política da USP, José Álvaro Moisés, para registrar suas impressões na página 5, que traz um resumo das principais opiniões sobre o Cebrap, nascido como um centro de estudos sobre problemas brasileiros sem vínculo com a universidade, mas dependente da boa vontade de uma organização norte-americana. Foi justamente o dinheiro recebido da Fundação Ford a primeira causa dos muitos rachas registrados nessas suas quatro décadas de existência. Ideologicamente desalinhados, alguns de seus integrantes já começaram a brigar nesse momento germinal, por não aceitar dinheiro do "imperialismo". O que aconteceu depois Fernando Henrique Cardoso e os outros entrevistados contam nesta edição.

FONTE Democracia Política e o novo Reformismo

22/11/2009

Pensar e repensar o Brasil

Criado em plena ditadura, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o Cebrap, há 40 anos estuda os problemas do País. Agora tem livro e filme sobre sua história.

Aos 40 anos, uma instituição pode ser considerada velha ou apenas uma senhora que passou por experiências incomuns e começa a dar sinais de cansaço? Qualquer que seja a resposta, ela é madura o suficiente para virar outra página nessa história que começou na ditadura e foi escrita por ex-presidentes da República, governadores, filósofos, cientistas sociais, demógrafos e críticos de arte. É o que pretende provar o livro Retrato de Grupo (Cosac Naify), que será lançado na terça-feira, às 19h, no Sesc Vila Mariana, com a exibição do documentário homônimo dirigido por Henri Gervaiseau. Tanto o livro como o DVD trazem entrevistas inéditas com os intelectuais que fundaram o Cebrap - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, criado em 3 de maio de 1969 num antigo sobrado da Rua Bahia, em Higienópolis.

Endereço frequentado pelas melhores cabeças que circulam ou circularam pelo País, o Cebrap foi criado por exilados que retornavam ao País como resposta ao Ato Institucional 5, o AI-5, de 1968, que deu ao presidente Costa e Silva o poder de decretar a intervenção federal nos Estados e municípios, cassar mandatos, suspender direitos políticos e, escândalo, fechar o Congresso Nacional. Entre esses exilados, o mais famoso foi certamente o fundador do Cebrap, o sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, primeiro dos entrevistados de Retrato de Grupo, convidados pelos organizadores do volume, Paula Montero, presidente do Cebrap, e Flávio Moura, editor da revista Novos Estudos Cebrap, a fazer um balanço dos 40 anos de história da instituição.

Como, inevitável, há ausências no livro, o Estado convidou o professor do Departamento de Ciência Política da USP, José Álvaro Moisés, para registrar suas impressões na página 5, que traz um resumo das principais opiniões sobre o Cebrap, nascido como um centro de estudos sobre problemas brasileiros sem vínculo com a universidade, mas dependente da boa vontade de uma organização norte-americana. Foi justamente o dinheiro recebido da Fundação Ford a primeira causa dos muitos rachas registrados nessas suas quatro décadas de existência. Ideologicamente desalinhados, alguns de seus integrantes já começaram a brigar nesse momento germinal, por não aceitar dinheiro do "imperialismo". O que aconteceu depois Fernando Henrique Cardoso e os outros entrevistados contam nesta edição.

FONTE Democracia Política e o novo Reformismo

21/11/2009

Cebrap: Resistir e aceitar o pluralismo são os seus princípios

"Nascida numa era sinistra, instituição legou essa lição à sociedade brasileira"

Incomum na comunidade acadêmica brasileira, o hábito de celebrar os próprios feitos, a sua continuidade no tempo ou o próprio desenvolvimento de suas instituições não entusiasma muito a maioria dos cientistas sociais brasileiros (ao contrário, por exemplo, de nossos colegas norte-americanos que não perdem as oportunidades de consolidar as suas identidades institucionais e reforçar a autoestima de seus membros).

Contudo, a comemoração dos 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento oferece uma excelente oportunidade para remarmos contra essa corrente.

Fundado em 1969 por Fernando Henrique Cardoso, em resposta à decisão da ditadura militar de aposentar compulsoriamente alguns dos mais importantes cientistas sociais do país, o Cebrap já começou definindo o que seriam duas de suas principais características: por um lado, a disposição de resistir (e transgredir, se necessário), quando a violação de direitos afeta a sociedade e bloqueia o pensamento; por outro, a aceitação do pluralismo e da diversidade de opiniões como elementos centrais da reflexão e do rigor científico, neste caso, voltado a diagnosticar e a responder aos desafios da sociedade.

Tendo trabalhado no Cebrap por um curto período de tempo como assistente de pesquisa do professor Francisco Weffort, no início dos anos 70, em estudos sobre as relações entre o sindicalismo e a política, fiquei para sempre marcado pela experiência dos seminários do chamado "mesão" da Rua Bahia, quando o confronto de diferentes perspectivas intelectuais sinalizava, especialmente para os que iniciavam a sua carreira acadêmica, alguns dos principais cânones da construção do conhecimento científico.

40 anos é um período curto se pensarmos nas transformações por que passam as sociedades complexas, mas na experiência das instituições acadêmicas, e em especial das instituições das ciências sociais, é um tempo razoável para se avaliar os seus rumos.

Nesse sentido, tenho a impressão que os 40 anos do Cebrap podem ser divididos em dois grandes períodos de 20: o primeiro vai da sua fundação, em 1969, até 1989, quando, depois da promulgação da Constituição de 1988, o país realiza as primeiras eleições diretas para a escolha de governo em quase 30 anos - foi a fase de resistência ao autoritarismo; o segundo ocupa a década de 90 e o início deste século, quando novas iniciativas expandiram o escopo da instituição e aprofundaram algumas de suas linhas iniciais de trabalho; é a fase sob a democracia.

Na primeira fase, além dos estudos inovadores sobre a demografia brasileira, coordenados por Cândido Procópio de Ferreira Camargo e Elza Berquó, as duas linhas de pesquisa que mais marcaram a instituição foram, de um lado, os esforços teóricos de Fernando Henrique Cardoso para analisar o modelo político brasileiro.

Cardoso apontou então, inclusive com a sua análise dos "anéis burocráticos", rumos que seriam desenvolvidos anos depois na análise da transição dos regimes autoritários para a democracia por cientistas brasileiros e estrangeiros.

O outro tema central desses anos foram os estudos coordenados por Paulo Singer e Francisco de Oliveira, embora de ângulos diferentes, em torno da articulação entre economia e Estado e, em especial, dos fundamentos do chamado "milagre econômico" dos anos 70.

Essa produção, marcada por seu rigor acadêmico, ofereceu importantes contribuições para a militância política que enfrentava o regime militar, e são desse período os primeiros contatos de Cardoso com o PMDB, em especial, com Ulisses Guimarães, então preocupado em dar mais consistência à oposição ao autoritarismo.

Identifico a segundo fase no período que vai dos anos 90 até hoje. Na década de 90, como outras instituições surgidas anos antes com base em seu modelo institucional, como o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea - Cedec e o Instituto de Estudos Sociais e Políticos - Idesp, o Cebrap enfrentou grandes dificuldades financeiras porque as agencias que financiavam suas atividades, como a Fundação Ford, suspenderam o grosso das contribuições com base no argumento de que, livre do regime militar, o país devia enfrentar por conta própria os desafios de financiar a pesquisa de ponta em ciências humanas.

Então, no anos 90, os esforços de José Arthur Giannotti e Ruth Cardoso se concentraram em um programa inovador de formação de pesquisadores. Em parte como resultado desses esforços, no início desta década, sob a direção de uma nova geração de cientistas sociais, a instituição voltou a marcar os estudos sobre o sistema político brasileiro, a exemplo dos esforços coordenados por Fernando Limongi para caracterizar o chamado presidencialismo de coalizão.

Ao lado de várias outras iniciativas, a criação do Centro de Estudos da Metrópole, sob a coordenação de Eduardo Marques e Vera Schattan Pereira Coelho, em 2001, retomou a tradição de estudos sobre os problemas sociais e políticos de cidades como São Paulo.

Nos anos 70, como parte de sua política de apoio aos grupos da sociedade civil que resistiam à ditadura, o Cebrap havia produzido, em colaboração com D. Paulo Evaristo Arns e a arquidiocese de São Paulo, as pesquisas que deram origem ao livro São Paulo Crescimento e Pobreza, que teve enorme repercussão no país e no exterior.

O Centro de Estudos da Metrópole é herdeiro deste sucesso, mas uma série de outras iniciativas de estudos sobre cultura e política ou das relações entre filosofia e direito têm atualizado a vocação do Cebrap de diagnosticar em profundidade a sociedade brasileira.

Boas celebrações não olham apenas para o passado, mas observam se o que foi feito em anos anteriores serve de exemplo crítico para o que pessoas e instituições estão fazendo no presente.

Nesse sentido, não resisto a lembrar de uma coisa que talvez não tenha sido o principal objetivo do Cebrap quando ele foi fundado, mas que mostrou o quanto seus frutos foram importantes: de seus quadros saíram, não só um Presidente da República, mas vários ministros ou administradores públicos que, em diferentes governos, se apoiaram sobre o conhecimento científico que adquirido no Cebrap para ajudar o país a resolver os seus desafios. É um bom motivo para comemorar.
(O Estado de SP, 21/11)

FONTE Jornal da Ciência

21/11/2009

Cebrap: Resistir e aceitar o pluralismo são os seus princípios

"Nascida numa era sinistra, instituição legou essa lição à sociedade brasileira"

Incomum na comunidade acadêmica brasileira, o hábito de celebrar os próprios feitos, a sua continuidade no tempo ou o próprio desenvolvimento de suas instituições não entusiasma muito a maioria dos cientistas sociais brasileiros (ao contrário, por exemplo, de nossos colegas norte-americanos que não perdem as oportunidades de consolidar as suas identidades institucionais e reforçar a autoestima de seus membros).

Contudo, a comemoração dos 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento oferece uma excelente oportunidade para remarmos contra essa corrente.

Fundado em 1969 por Fernando Henrique Cardoso, em resposta à decisão da ditadura militar de aposentar compulsoriamente alguns dos mais importantes cientistas sociais do país, o Cebrap já começou definindo o que seriam duas de suas principais características: por um lado, a disposição de resistir (e transgredir, se necessário), quando a violação de direitos afeta a sociedade e bloqueia o pensamento; por outro, a aceitação do pluralismo e da diversidade de opiniões como elementos centrais da reflexão e do rigor científico, neste caso, voltado a diagnosticar e a responder aos desafios da sociedade.

Tendo trabalhado no Cebrap por um curto período de tempo como assistente de pesquisa do professor Francisco Weffort, no início dos anos 70, em estudos sobre as relações entre o sindicalismo e a política, fiquei para sempre marcado pela experiência dos seminários do chamado "mesão" da Rua Bahia, quando o confronto de diferentes perspectivas intelectuais sinalizava, especialmente para os que iniciavam a sua carreira acadêmica, alguns dos principais cânones da construção do conhecimento científico.

40 anos é um período curto se pensarmos nas transformações por que passam as sociedades complexas, mas na experiência das instituições acadêmicas, e em especial das instituições das ciências sociais, é um tempo razoável para se avaliar os seus rumos.

Nesse sentido, tenho a impressão que os 40 anos do Cebrap podem ser divididos em dois grandes períodos de 20: o primeiro vai da sua fundação, em 1969, até 1989, quando, depois da promulgação da Constituição de 1988, o país realiza as primeiras eleições diretas para a escolha de governo em quase 30 anos - foi a fase de resistência ao autoritarismo; o segundo ocupa a década de 90 e o início deste século, quando novas iniciativas expandiram o escopo da instituição e aprofundaram algumas de suas linhas iniciais de trabalho; é a fase sob a democracia.

Na primeira fase, além dos estudos inovadores sobre a demografia brasileira, coordenados por Cândido Procópio de Ferreira Camargo e Elza Berquó, as duas linhas de pesquisa que mais marcaram a instituição foram, de um lado, os esforços teóricos de Fernando Henrique Cardoso para analisar o modelo político brasileiro.

Cardoso apontou então, inclusive com a sua análise dos "anéis burocráticos", rumos que seriam desenvolvidos anos depois na análise da transição dos regimes autoritários para a democracia por cientistas brasileiros e estrangeiros.

O outro tema central desses anos foram os estudos coordenados por Paulo Singer e Francisco de Oliveira, embora de ângulos diferentes, em torno da articulação entre economia e Estado e, em especial, dos fundamentos do chamado "milagre econômico" dos anos 70.

Essa produção, marcada por seu rigor acadêmico, ofereceu importantes contribuições para a militância política que enfrentava o regime militar, e são desse período os primeiros contatos de Cardoso com o PMDB, em especial, com Ulisses Guimarães, então preocupado em dar mais consistência à oposição ao autoritarismo.

Identifico a segundo fase no período que vai dos anos 90 até hoje. Na década de 90, como outras instituições surgidas anos antes com base em seu modelo institucional, como o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea - Cedec e o Instituto de Estudos Sociais e Políticos - Idesp, o Cebrap enfrentou grandes dificuldades financeiras porque as agencias que financiavam suas atividades, como a Fundação Ford, suspenderam o grosso das contribuições com base no argumento de que, livre do regime militar, o país devia enfrentar por conta própria os desafios de financiar a pesquisa de ponta em ciências humanas.

Então, no anos 90, os esforços de José Arthur Giannotti e Ruth Cardoso se concentraram em um programa inovador de formação de pesquisadores. Em parte como resultado desses esforços, no início desta década, sob a direção de uma nova geração de cientistas sociais, a instituição voltou a marcar os estudos sobre o sistema político brasileiro, a exemplo dos esforços coordenados por Fernando Limongi para caracterizar o chamado presidencialismo de coalizão.

Ao lado de várias outras iniciativas, a criação do Centro de Estudos da Metrópole, sob a coordenação de Eduardo Marques e Vera Schattan Pereira Coelho, em 2001, retomou a tradição de estudos sobre os problemas sociais e políticos de cidades como São Paulo.

Nos anos 70, como parte de sua política de apoio aos grupos da sociedade civil que resistiam à ditadura, o Cebrap havia produzido, em colaboração com D. Paulo Evaristo Arns e a arquidiocese de São Paulo, as pesquisas que deram origem ao livro São Paulo Crescimento e Pobreza, que teve enorme repercussão no país e no exterior.

O Centro de Estudos da Metrópole é herdeiro deste sucesso, mas uma série de outras iniciativas de estudos sobre cultura e política ou das relações entre filosofia e direito têm atualizado a vocação do Cebrap de diagnosticar em profundidade a sociedade brasileira.

Boas celebrações não olham apenas para o passado, mas observam se o que foi feito em anos anteriores serve de exemplo crítico para o que pessoas e instituições estão fazendo no presente.

Nesse sentido, não resisto a lembrar de uma coisa que talvez não tenha sido o principal objetivo do Cebrap quando ele foi fundado, mas que mostrou o quanto seus frutos foram importantes: de seus quadros saíram, não só um Presidente da República, mas vários ministros ou administradores públicos que, em diferentes governos, se apoiaram sobre o conhecimento científico que adquirido no Cebrap para ajudar o país a resolver os seus desafios. É um bom motivo para comemorar.
(O Estado de SP, 21/11)

FONTE Jornal da Ciência

19/11/2009

Livro e filme celebram os 40 anos do Cebrap

Em 2009, o Cebrap – Centro Brasileiro de Análise e Planejamento – completa 40 anos. Para comemorar, a Cosac Naify, em nova parceria com o SESC SP, lança Retrato de grupo, que recupera a história da instituição que ajudou a formar o Brasil moderno.

Em 2009, o Cebrap – Centro Brasileiro de Análise e Planejamento – completa 40 anos. Para comemorar, a Cosac Naify, em nova parceria com o SESC SP, lança Retrato de grupo, que recupera a história da instituição que ajudou a formar o Brasil moderno.

Dois dos grandes nomes que polarizaram os debates na instituição, Fernando Henrique Cardoso e Francisco de Oliveira, irão se encontrar no lançamento do livro, dia 24 de novembro, no SESC Vila Mariana, em São Paulo, logo após a exibição do documentário de Henri Gervaiseau, DVD que acompanha a edição do livro. [Assista a trechos abaixo]. O bate-papo terá cobertura pelo Twitter da Cosac Naify, a partir das 20h30.

Retrato de grupo, organizado por Paula Montero e Flávio Moura, traz entrevistas exclusivas com os fundadores e principais colaboradores – Fernando Henrique Cardoso, Paul Singer, José Arthur Giannotti e Elza Berquó, entre outros –, que relembram o cenário no qual a instituição foi criada, em meio à instabilidade política gerada sobretudo pelo Ato Institucional nº 5 de 1968.

FONTE Blog da Cosacnaify

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