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Últimas Notícias

28/11/2012

Agenda 2012: Pesquisador José Rodrigo Rodriguez apresenta pesquisa “Ethos, Pathos e Logo no STF” na Universidade Nova de Lisboa

O pesquisador José Rodrigo Rodriguez irá apresentar pesquisa "Ethos, pathos e logos no STF" no seminário internacional "REASONING AND ARGUMENTATION IN LEGAL DISCOURSE" que irá ocorrer na Universidade Nova de Lisboa em 13 de dezembro de 2012.

A pesquisa tem como objetivo descrever a argumentação desta corte a partir das categorias de Aristóteles para refletir sobre a utilização de argumentos sobre características pessoais dos juízes (ethos) e argumentos que apelam para as emoções do auditório (pathos) por parte da Suprema Corte brasileira.

A partir de tal reflexão a pesquisa pretende discutir o caráter técnico ou político das decisões do supremo e sua relação com o personalismo e o emocionalismo brasileiro a partir da visão de Sérgio Buarque de Holanda do estado de direito presente no clássico "Raízes do Brasil". 

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No prelo, com lançamento previsto para dezembro, a nova edição da revista Novos Estudos.

Entre outros textos, a publicação de n. 94 trará artigos sobre Durkheim, Salmon Reinach, Raúl Prebish e Freud e entrevista com Iumna Simon. 

Mais informações em breve nesta agenda e no site da revista.

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Confira  outras atividades realizadas pelos pesquisadores no ano de 2012

Debate

No dia 30/5, no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo, aconteceu o debate Crise das instâncias de participação institucionalizadas: os conselhos e o sistema de conferências.

Promovido pela Agenda Pública, pelo Centro Universitário Maria Antônia, USP e Escola de Políticas Públicas, o debate contou com a presença de Adrian Lavalle, Professor Doutor do Departamento de Ciência Política da FFCHL-USP e de Daniel Pitangueira de Avelino, diretor adjunto de participação da Secretaria Geral da Presidência da República.

Prêmio

A Prefeitura de Campinas outorgou à professora Elza Berquó o  Diploma de Mérito Socioambiental.  O prêmio, por intermédio da Coordenadoria Setorial de Planejamento e Educação Ambiental , fez parte da Semana de Meio Ambiente de Campinas, Semeia (http://semeia2012.tk/). 
A cerimônia foi realizada no  dia 5/6, na sede da Prefeitura Municipal de Campinas.

 

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Congresso de Ciência Política da Alacip é um dos mais importantes do continente. 
 

Cerca de 1.800 trabalhos foram apresentados nos três dias do encontro, 12 a 14 de junho, em Quito, Equador.

Participações de  Wagner Romão, Monika Dowbor, Osmany Porto, José Szwako e outros pesquisadores do Núcleo Democracia e Ação Coletiva do Cebrap.

Mais informações no site da Alacip.

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28a. Reunião da Associação Brasileira de Antropologia (ABA)

Melvina Afra Araújo participou da coordenação da mesa "Práticas e percepções da vida social e seus elos religiosos".  Paula Montero, antropóloga e presidente do Cebrap, participou do debate nessa mesma mesa.

Maurício Fiore (Unicamp) apresentou o trabalho "Sujeitos e drogas: escolhas, agenciamentos e eventos"

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22º Congresso Mundial de Ciências Políticas, Ipsa

8 a 12 de julho

Madri, Espanha

Participação de  Adrian Gurza Lavalle

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13 de julho, às 14 horas

Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

Quebrando o tabu

Palestrante(s): Maurício Fiore (Cebrap), Sidarta Ribeiro (UFRN)

Do México aos Estados Unidos, da Guatemala à Colômbia, do Marrocos ao Afeganistão, a guerra às drogas vem mostrando sinais de esgotamento sem avanços significativos. Afinal, o custo social e econômico da descriminalização de entorpecentes é maior do que o ônus da proibição?

 

17 de julho

A pesquisadora do Cebrap e professor de Sociologia da USP, Angela Alonso, apresentou  paper no working group sobre elites sociais no Congresso dos Americanistas, em Viena

 

8º Encontro ABCP - Associação Brasileira de Ciência Política

1 a 4 de agosto

Gramado, RS

Participação de Wagner de Melo Romão e outros pesquisadores

 Dia 9 de agosto

 
Oficina de Sociologia Economica e do Trabalho (OSET)
Conferência de Abertura com o prof. Álvaro Comin (King's College/London e PPGS/USP)
 
Tema
"Ensino superior no Brasil: efeitos da expansão do sistema sobre as
desigualdades educacionais e de oportunidades no mercado de trabalho"
 
Data
5a feira, das 16 às 18 horas
 
Local
Sala 8, Térreo do prédio da Filosofia e Ciências Sociais
 
 

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17 a 19 de agosto

Angela Alonso participa de reunião do comitê (do qual é integrante) da American Sociological Association que dará o premio Best Scholarly Publication by an International Scholar Award de 2011, em Denver, Colorado

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28 de agosto

Angela Alonso participa de colóquio Literatura e Outros Saberes, na USP, com a palestra História e Memória em Joaquim Nabuco

14 às 15h30 - IV Colóquio de Literatura Brasileira.

Chance to Sustain. Lima, Peru

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10 a 15 de setembro

Participação de Adrian Gurza Lavalle

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3 a 5 de outubro de 2012, em Porto Alegre/RS.
 
Debate faz parte do II Congresso Internacional de Saúde Mental e Reabilitação Psicossocial, de 3 a 5 de outubro de 2012, em Porto Alegre/RS.
 
Dia 4 de Outubro de 2012
 
8h30 – Mesa Redonda: Álcool e outras Drogas: múltiplos olhares
 
Presidente de Mesa: Alexandra Ximendes
Antropologia: Maurício Fiore – Cebrap (SP)
Direito: Rubens Casara - LEAP e AJD (RJ)
Neurociências: João R. L. Menezes - ICB, Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ)
 
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Coordenador do Núcleo de Direito e Democracia do Cebrap, José Rodrigo Rodriguez, debate, em Porto Alegre, como decidem as cortes e como pensam os juristas brasileiros


Nos dias 4 e 5 de outubro, o pesquisador do Cebrap, José Rodrigo Rodriguez, debate textos dos livros Dogmática é Conflito (Saraiva, 2012) e Como pensam os juristas? (em elaboração) com alunos e professores do Mestrado em Direito da Uniritter em curso de curta duração.

A discussão se concentra no diagnóstico do pensamento jurídico brasileiro presente nos dois livros. Tal diagnóstico, fundado em diversas pesquisas empíricas desenvolvidas pelo NDD/CEBRAP,  aponta para a pouca importância da argumentação racional em nosso direito e para a centralidade de argumentos de autoridade.

 

Veja abaixo a programação do evento:

Curso “COMO PENSAM OS JURISTAS [BRASILEIROS]?” por José Rodrigo Rodriguez

Encontro 1: Como decidem as cortes? Sobre argumento de autoridade e justificação

Texto base:

Capítulo 2, "Como decidem as cortes? Sobre argumento de autoridade e justificação" do livro “Como pensam os juristas: Uma crítica ao direito brasileiro” (em elaboração).

Encontro 2: Como pensam os juristas? Sobre formalismo e naturalização dos conceitos

Texto base:

Capítulo 3, "Como pensam os juristas? Sobre o formalismo e a naturalização dos conceitos" do livro “Como  pensam os juristas: Uma crítica ao direito brasileiro” (publicado em outra versão na The Law & Development Review com o título “The Persistence of Formalism”) (em elaboração).

 

Encontro 3: Para que serve a Dogmática Jurídica?

Textos base:

a) “Dogmática é conflito”, cap. 1 do livro “Dogmática é conflito” (Saraiva, 2012).

b) Capítulo 6, "Insegurança jurídica? Sobre a naturalização da separação dos poderes (II)" do livro “Como pensam os juristas: Uma crítica ao direito brasileiro” (no prelo na Revista “Analisi et Diritto”) (em elaboração).

 

 

X Semana de Economia PUC-SP: o horizonte do Brasil frente às atuais transformações mundiais
15 a 18 de outubro    

Mesa: América Latina e China: uma nova inserção latino-americana na economia global?

Palestrantes: Alexandre Freitas Barbosa (IEB-USP); Wilson Cano (IE-UNICAMP);  Jose Gerardo Traseoheros (Cônsul México)                                                                          

Mediador: Rubens Sawaya (PUC-SP);      Representante CA Leão XIII

Quando: dia 16 de outubro, às 19h40

Local:  Auditório 239, Rua Monte Alegre, 984, Perdizes. "Prédio novo" da PUC-SP     
       
Organizadores:   Departamento de Economia PUC-SP;    Programa de Estudos Pós-Graduados em Economia Política - PUC-SP;    Programa de Estudos Pós-Graduados em Economia da Mundialização e do Desenvolvimento PUC-SP/SORBONNE;   Centro Acadêmico Leão XIII - FEA/PUC-SP 

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36º Encontro Anual da ANPOCS

Pesquisadores participam do Encontro da Anpocs, de 21 a 25 de outubro, em Águas de Lindóia, SP

Angela Alonso coordena o GT Pensamento Social no Brasil. Participação também de Adrian Gurzan Lavalle e de diversos outros pesquisadores do Cebrap.

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31 de outubro a 3 de novembro
Simpósio Global sobre Pesquisa em Sistemas de Saúde – Pequim 2012
 

Trabalho 1:
Participação cidadã e equidade no acesso ao sistema de saúde: evidências no Brasil
Vera Schattan P. Coelho (CEBRAP-NCD), Alex Shankland (IDS)

Trabalho 2:
O papel da mobilização dos cidadãos na elaboração de um
Sistema Único de Saúde no Brasil que seja universal,
Vera Schattan P. Coelho e Monika Dowbor

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XVIII Encontro Nacional de Estudos Populacionais

19 a 23 de agosto de 2012

Na qualidade de coordenadora e debatedora da Sessão Plenária “Transição da fecundidade e tendências futuras”, a pesquisadora  Elza Berquó participa do XVIII Encontro Nacional de Estudos Populacionais, realizado pela Associação Brasileira de Estudos Populacionais – ABEP. O evento acontece em Águas de Lindóia, de 19 a 23 de novembro de 2012. Confira mais eventos do Cebrap neste ano. 

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Antropologia e política: Pesquisadores do Cebrap lançam duas obras na Livraria Martins Fontes Paulista, na terça-feira, dia 27 de novembro, às 18h30.

 
“O Horizonte da Política”, de 33 autores e organizado por Adrian Gurza Lavalle, e “Selvagens, civilizados, autênticos: a produção das diferenças nas etnografias salesianas”, de Paula Montero, chegam às livrarias.
 
 

Seminário da Casa: "Martinha versus Lucrécia", debate do autor Roberto Schwarz com Samuel Titan Jr., professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo.  

Dia 14 de dezembro, 16 horas. Inscrições podem ser feitas no evento. 

Especialistas e antropólogo do Cebrap debatem uso de drogas no Cremesp

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) realiza, no próximo dia 1º de dezembro (sábado), mais um evento, em sua sede, sobre tema ao mesmo tempo atual, importante e polêmico: Cannabis sativa: Cultura, Saúde e Justiça.

O encontro reunirá especialistas no assunto, como Mauricio Fiore, antropólogo e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip); Maurício Pagotto Marsola, professor efetivo de História da Filosofia Antiga na Universidade Federal de São Paulo; Antônio Waldo Zuardi, professor doutor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto; Adilson Paulo Prudente do Amaral Filho, Procurador da República da Procuradoria da República no Estado de São Paulo; e José Manoel Bertolote, professor colaborador do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria, da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP, entre outros.

 
Sob a coordenação da Câmara Técnica de Psiquiatria (representada pelo vice-presidente do Cremesp, Mauro Aranha, e por Guilherme Peres Messasda) e da Câmara de Políticas Públicas (representada pelo conselheiro Eurípedes Balsanufo Carvalho), o evento contará com as presenças do presidente da Casa, Renato Azevedo Júnior; e de João Maria Correa Filho, presidente do Conselho Estadual sobre Drogas (SP).
 
 
23/11/2012

“Mensagem do Tribunal”: Marcos Nobre debate com Rezek e Grandis decisões recentes do STF. Matéria do Valor Econômico.

Para Marcos Nobre, pesquisador do Cebrap, “O ponto mais relevante é que deixamos de discutir se o Judiciário, como poder independente, funciona. Passamos a discutir como ele funciona. Isso é um avanço gigantesco no Brasil. Há uma consolidação democrática no Brasil. Existe um poder independente, que exerce seu papel e mostra que ninguém está acima da lei. Isso é muito importante para uma democracia.”

Por Cristine Prestes, Juliano Basile e Diego Viana | De São Paulo e de Brasília

Há quem comemore a condenação de 25 "mensaleiros" como o início do fim da impunidade que beneficia os criminosos de colarinho branco, contra os quais há acusações que acumulam poeira nas prateleiras dos cartórios judiciais de tribunais de todo o país, emaranhadas no intrincado sistema processual brasileiro. Mas há também quem enxergue na manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessões que se estenderam por quatro meses para exame de um único caso, um julgamento de exceção, destinado a interromper o projeto político do PT no enfrentamento de desigualdades históricas.

Para estudiosos dos assuntos políticos e jurídicos, só o tempo vai dizer o que o futuro reserva quando o assunto é o combate à corrupção enquistada no Estado e cujos tentáculos vão muito além de um partido político ou de interesses econômicos específicos. Há, no entanto, consenso sobre a consequência imediata do fim do primeiro capítulo da novela jurídica que invadiu as casas dos brasileiros com a transmissão ao vivo, pela TV Justiça, dos debates e embates vividos no plenário do Supremo: o Poder Judiciário finalmente ocupou o espaço institucional que lhe cabe na República, garantido pela Constituição Federal de 1988.

Para debater o Brasil pós-mensalão, o Valor convidou três especialistas: o ex-presidente do Supremo e ex-ministro da Corte Internacional de Haia Francisco Rezek (via teleconferência, de Brasília), o professor de filosofia da Unicamp e coordenador do Núcleo de Direito e Democracia do Cebrap, Marcos Nobre, e o procurador da República Rodrigo de Grandis, que atua no Ministério Público Federal em São Paulo nos casos de lavagem de dinheiro de maior repercussão nacional.

Haverá outro julgamento igual? Rezek não tem dúvidas de que sim. E aposta que a cultura da leniência com o setor privado sofreu um golpe com as penas estabelecidas pelo Supremo, mais graves para banqueiros e publicitários do que para políticos.

De Grandis diz que, para que a jurisprudência possa ser seguida pelos juízes de primeira instância, é preciso que o próprio Supremo retome as balizas deste julgamento em outras decisões. Só assim a jurisprudência estará firmada.

"Igualar corrupção a um atentado à democracia é gravíssimo porque banaliza a Constituição", diz Nobre

Nobre vê uma decantação de longo prazo das teses jurídicas que embalaram este julgamento. Comemora o fato de o país ter deixado de questionar se o Judiciário funciona, para passar a discutir como opera. Mas vê na equiparação entre o crime de corrupção e o atentado às instituições democráticas uma banalização da Constituição.

O desempenho do ministro Joaquim Barbosa - que tomou posse ontem como presidente do Supremo Tribunal Federal -, concordam os três debatedores, balizará, em grande parte, a consolidação da jurisprudência deste julgamento. É neste período também que se definirão as bases em que as relações entre os poderes da República, cujos parâmetros foram revirados nos votos dos ministros, se reacomodarão.


Leia íntegra desta matéria no site do Valor


23/11/2012

Antropologia e política: Pesquisadores do Cebrap lançam duas obras na Livraria Martins Fontes Paulista, na terça-feira, dia 27 de novembro, às 18h30

“O Horizonte da Política”, de 33 autores e organizado por Adrian Gurza Lavalle, e “Selvagens, civilizados, autênticos: a produção das diferenças nas etnografias salesianas”, de Paula Montero, chegam às livrarias.

“O Horizonte da Política”

Existem capacidades, papéis e funções políticas específicas da sociedade civil nas sociedades democráticas? Há um estatuto político da sociedade civil nas democracias? Qual a relação entre participação e desenvolvimento?

Essas são algumas das indagações dos ensaios sobre distintas questões de política nos tempos atuais e que tem por base anos de reflexão e trabalhos realizados pesquisadores e grupos de pesquisa do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e do Centro de Estudos da Metrópole (CEM).

Leia íntegra da sinopse de Horizonte no site da Editora Unesp

Conheça seus 33 autores

 

“Selvagens...” : Da “alteridade” à produção da diferença

 “Paula Montero em Selvagens, civilizados, autênticos nos brinda com um texto, ao mesmo tempo, denso, saboroso e emocionante. Denso pelas razões já expostas acima e por conta da maneira como tece relações entre temas, contextos e teorias. Saboroso porque bem escrito e envolvente. Emocionante pelas aventuras narradas e por colocar em cena o rigor acadêmico, a seriedade da análise, a clareza com que os argumentos são demonstrados e a provocação que sempre marcaram o estilo desta que é mestre no verdadeiro sentido do termo.”, aponta Melvina Afra Mendes de Araújo, professora de ciências sociais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Pesquisa (Cebrap).

Confira íntegra de sua resenha na Revista Fapesp

Leia também: 

“A invenção dos índios no Brasil”: análise de etnografias produzidas por missionários salesianos desmonta a noção do antropólogo como tradutor. Por Carlos Haag e Mariluce Moura, Edição Especial 50 anos de Fapesp. 

No site da Revista da Fapesp.

Serviço:

Quando: terça-feira, dia 27 de novembro

Horário: 18h30

Onde: Livraria Martins Fontes Paulista.  Fone: 2167-9000. Av. Paulista,  509, próximo à Estação Brigadeiro do Metrô.

Serviço de manobrista na  Rua Manoel da Nóbrega 95. Primeira hora gratuita.

21/11/2012

Pesquisadora Miriam Dolhnikoff reconstrói trajetória de José Bonifácio

Pesquisa reconstrói a trajetória de um dos personagens mais importantes da emancipação política do Brasil.

JOSÉ BONIFÁCIO, O PERFIL DO PATRIARCA 

Adelto Gonçalves

Especial para o Jornal Opção

Considerado o personagem mais influente da história do Brasil no começo do século 19, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) foi figura-chave nas tratativas políticas que levaram à separação do Brasil de Portugal em 1822, a ponto de hoje ser mais conhecido como o Patriarca da In­dependência. Filho de uma família oligarca estabelecida na vila de Santos, teve educação esmerada e alcançou em Por­tugal postos que poucas pessoas nascidas no Reino alcançaram, antes de retornar ao Brasil disposto a gozar de uma merecida aposentadoria, plano que teve de adiar depois de engolfado pelos acontecimentos que se sucediam à grande velocidade, primeiro na capitania de São Paulo, e depois na Corte, no Rio de Janeiro.

É essa brilhante trajetória que a professora Miriam Dolh­nikoff reconstrói em “José Bonifácio — O Patriarca Ven­cido”, 12º livro da Coleção Perfis Brasileiros da Companhia das Letras, depois de consulta às principais obras impressas que reúnem não só os discursos e papéis soltos do influente brasileiro como aquelas que mais recentemente serviram para jorrar mais à luz ao contexto histórico em que se deu a independência brasileira. Embora tenha sido membro da Academia das Ciências de Lisboa, José Bo­nifácio escreveu poucos livros, um de poesia, quando no exílio, e obras técnicas.

Leia a íntegra no site do Jornal Opção

14/11/2012

Da “alteridade” à produção da diferença

Selvagens, civilizados, autênticos: a produção das diferenças nas etnografias salesianas (1920-1970) | Paula Montero

Revista Fapesp

 
MELVINA AFRA MENDES DE ARAÚJO | Edição 201 - Novembro de 2012


O problema do deciframento do “outro” – ou da alteridade – constitui-se objeto privilegiado da antropologia. No entanto, se, desde meados do século XIX, esse interesse se expressa na descrição dos “outros” não ocidentais a partir de categorias cunhadas com base na organização social própria das sociedades ocidentais, o advento da descolonização e consequente redução das distâncias morais entre os “nós” e os “outros” nos impulsionam a olhar para a constituição destes de outra forma. E é, sobretudo, este o convite feito por Paula Montero em Selvagens, civilizados, autênticos.

Ao tomar como objeto de análise as etnografias elaboradas por missionários salesianos sobre populações indígenas brasileiras – Bororo, Xavante e indígenas do alto rio Negro –, a autora pretende pensar como a prática missionária traduziu simbolicamente a alteridade em diferença, reduzindo um “outro” ininteligível a um diferente. Para tanto, Paula analisa a escrita missionária e seu modo de descrever os índios, partindo do pressuposto de que a forma como estes são descritos está intimamente relacionada ao modo como a convivência entre índios e missionários se desenrola. Esta suposição, bem como a análise realizada a partir dela, traz importantes consequências para o modo como o fazer antropológico foi e ainda é pensado e praticado.

Em primeiro lugar, esta empresa supõe uma análise que leve em consideração as mudanças nas relações entre índios e missionários decorrentes do desenvolvimento de sua convivência, levando em consideração o modo como se relacionam, as trocas materiais e simbólicas efetuadas, as posições destes agentes frente a questões envolvendo colonos, agentes do Estado etc., bem como as transformações advindas com o passar do tempo. Esse tipo de observação permite decifrar as grades de leitura que tornaram possível a esses missionários formularem determinados tipos de concepção sobre esses índios. Ou seja, trata-se de um investimento num tipo de estudo que envolve a comparação ao longo do tempo e que também atente para as especificidades existentes no interior do contexto de cada missão.

Por outro lado, supõe que a alteridade não é constituída ontologicamente, mas construída a partir do modo como os “outros” são descritos. Ou seja, trata-se de um investimento que coloca em evidência a forma como a própria antropologia foi constituída. Nesse sentido, vale destacar que o modo como a antropologia formulou suas questões relaciona-se intimamente ao tipo de inquietação dos missionários em seus esforços de compreensão e descrição das populações nativas com as quais trabalhavam. Assim, temas como parentesco ou família, religião e magia, cultura ou civilização constituíram-se como categorias formadoras de um quadro de referências que permitiu a uns e a outros “traduzir” os nativos em termos passíveis de serem compreendidos no mundo ocidental.

Este tipo de perspectiva nos convida a sair do registro do contato, que marca boa parte dos estudos voltados a temas relativos às missões entre populações nativas, e a pensar esses quadros descritivos como constituídos a partir de relações entre mediadores. Isso implica, portanto, deixar de lado análises baseadas no encontro de cosmologias, e, por consequência, da existência de “outros” ontologicamente diferentes, e passar a uma análise focada na observação do modo como os agentes constroem simbólica e praticamente os termos e possibilidades de suas relações. Estas possibilidades não são, como quiseram entender certos leitores da teoria da mediação, baseadas em acordos ou consensos construídos pacificamente ou sem a existência de conflitos. As noções de acordo e consenso aqui mobilizadas dizem respeito aos resultados de negociações práticas e simbólicas eivadas de disputas, mas que, de um modo ou de outro, permitiram o início ou a continuidade da convivência.

Por fim, Paula Montero em Selvagens, civilizados, autênticos nos brinda com um texto, ao mesmo tempo, denso, saboroso e emocionante. Denso pelas razões já expostas acima e por conta da maneira como tece relações entre temas, contextos e teorias. Saboroso porque bem escrito e envolvente. Emocionante pelas aventuras narradas e por colocar em cena o rigor acadêmico, a seriedade da análise, a clareza com que os argumentos são demonstrados e a provocação que sempre marcaram o estilo desta que é mestre no verdadeiro sentido do termo.

Melvina Afra Mendes de Araújo é professora de ciências sociais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Pesquisa (Cebrap).

14/11/2012

Depois da “formação”. Artigo de Marcos Nobre na revista Piauí

Cultura e Política da nova modernização.

Tinha um caminho no meio da pedra. Ou pelo menos assim se pensou e agiu durante muito tempo, dos anos 30 à década de 80. As dúvidas ficaram no mais das vezes por conta da poesia. A engenharia que traçou esse caminho pode ser resumida mais ou menos assim: desde 1822, o país tinha conquistado sua independência formal, mas não tinha se constituído efetivamente em nação - em unidade de território, população e soberania que se expressa em uma cultura própria e autêntica. 

Leia íntegra na edição impressa ou, se assinante, no site da revista Piauí, edição de novembro, número 74

14/11/2012

“Joaquim Nabuco na República”, obra organizada por Angela Alonso e David Kenneth Jackson, analisa trajetória do abolicionista e reformista do Império

Publicado pela Editora Hucite e com pré-lançamento já realizado no congresso da Anpocs, livro chega ao público. Disponível nas próximas semanas nas livrarias e sites especializados.

Sinopse elaborada por Maria Alice Rezende de Carvalho, departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio: 

Este livro preenche sentida lacuna no conjunto de estudos sobre a obra de Joaquim Nabuco. Abolicionista e reformador social, sua figura como homem público se associa tão intensamente ao império brasileiro, que seus últimos vinte anos de vida, transcorridos já sob a república, permaneceram bem menos devassados, no seu tempo e depois.

Tendo se despedido da política em 1889, Joaquim Nabuco escreveu, nos dez anos seguintes, os textos que, dito por ele, resultaram de profunda inquirição sobre suas circunstâncias: sua adesão monarquista, expressa nos livros Balmaceda eA intervenção Estrangeira durante a Revolta; sua devoção a seu pai, traduzida no monumental Um Estadista do Império; sua automodelagem, enfim, como membro de seleta linhagem patrícia, que tem em Minha Formação o cume dessa argamassa de self e nação. Tais obras, a que se soma parte importante da correspondência mantida com Machado de Assis, rematam a década de observação histórica, moral e estética vivida por Nabuco até 1900.

A segunda década republicana, porém, encontrará um Joaquim Nabuco preocupado em acatar a grande sugestão dos estadistas imperiais brasileiros: não erguer muros ao futuro. É o momento em que desponta o prestigiado embaixador brasileiro nos Estados Unidos, empenhado em construir uma nova inserção do Brasil não somente no continente americano, mas principalmente no sistema da diplomacia internacional. Longe, portanto, de uma existência em declínio, o que se observa em sua última década de vida é a boa prática das habilidades acumuladas em sua extraordinária trajetória.

Joaquim Nabuco é trazido a este livro por quem o conhece. E isso significa um tratamento dado à sua obra que, sem dispensar a crítica e o rigor acadêmico, respeita a vocação pública dos seus ideais, tentando aproximá-los de um círculo mais largo de leitores.

14/11/2012

Nesta sexta-feira, dia 23, será realizado o Seminário da Casa: “Morals and manners in the Ghetto: Navigating public and hidden transcripts”

Debate, às 12h30, será conduzido por Talja Blokland, professora da Humboldt University. Não é necessária inscrição prévia. Não haverá tradução simultânea.

Seu trabalho discute o uso de contos morais como recursos de interação social de moradores de um conjunto habitacional público, o Gueto (“Ghetto”), com moradores e vizinhos do projeto. A partir de questões como drogas, violência e consumo de álcool em locais públicos, tenta-se examinar a ambivalência moral que se torna aparente entre as transcrições públicas e escondidas.  O paper baseia-se em mais de dois anos de pesquisa etnográfica realizada entre 2000 e 2004. O material para este trabalho foi levantado com uma bolsa da Netherlands Academy of Arts and Sciences  e da Fundação Wenner Grenn.

13/11/2012

Atos marcam 20 anos de massacre do Carandiru

“Mesmo se surgirem novidades que incriminem os dois no episódio, eles não podem mais ser processados porque o tempo máximo para prescrição é de 20 anos”, explica a professora Marta Machado, da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV), e pesquisadora do Cebrap.

Matéria publicada em 3.10.12 

Uma série de atos e manifestações marcou o dia de ontem, data em que o massacre do Carandiru completou 20 anos. 
 
Naquela ocasião, 111 pessoas morreram depois da entrada da Polícia Militar no presídio. Juridicamente, a data também marca a prescrição da pena de autoridades que estavam à frente de cargos executivos no período, como o governador da época, Luiz Antonio Fleury Filho, e o então secretário de Segurança, Pedro Franco de Campos. Nenhum dos dois chegou a ser denunciado nos processos.
 
A reportagem é publicada pelo jornal Gazeta do Povo, 03-10-2012.
 
“Mesmo se surgirem novidades que incriminem os dois no episódio, eles não podem mais ser processados porque o tempo máximo para prescrição é de 20 anos”, explica a professora Marta Machado, da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV).
 
 
Os protestos começaram a ocorrer pela manhã, quando cerca de 60 manifestantes se concentraram na frente da casa do ex-governador Fleury para ler o nome dos mortos, declamar poesias e cantar canções de protestos, em um tipo de movimento conhecido como “esculacho”, também feito a acusados de tortura no Regime Militar. A atividade durou cerca de 30 minutos e ocorreu pacificamente.
 
Sobrevivente
 
À tarde, integrantes de movimentos como a Rede 2 de outubro, Pastoral Carcerária, Levante Popular da Juventude e Mães de Maio partiram para a Praça da Sé e se reuniram com cerca de 70 manifestantes em ato ecumênico para relembrar o episódio. Entre os presentes estava o sobrevivente do massacre Davi Oreste, de 67 anos, que atualmente dá aulas de violão em uma igreja de Osasco. Ele disse ter visto amigos serem assassinados e acredita que sobreviveu por sorte. “Fiquei sempre no meio dos grupos para não ser atingido.”
 
Do outro lado, os “apoiadores” do massacre se manifestaram, sobretudo, pela página do Facebook de “admiradores da Rota”. Mais de 1 mil pessoas curtiram o texto em que afirmavam que a PM fez um “serviço de utilidade pública” ao matar 111.
13/11/2012

Carandiru: pesquisadora do Cebrap participa de debate sobre os 20 anos do massacre, nesta quarta, dia 14

Marta Machado, professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas e pesquisadora do Cebrap, participa do seminário “Carandiru+20: o que resta do massacre”, nesta quarta-feira, 14, em São Paulo. Além de especialistas, um sobrevivente do massacre, fará o seu relato como contribuição aos debates.

Confira a programação completa no site da Defensoria Pública do Estado de São Paulo

Leia mais:

Mãe de preso espera por indenização 20 anos após massacre

Matéria publicada pela Folha de S. Paulo em 30.09.12

Famílias de vítimas do massacre do Carandiru recebem indenização menor, diz estudo

Matéria publicada pelo site iG em 25.04.2012

Atos marcam 20 anos do massacre do Carandiru

Matéria publicada pela Gazeta do Povo, Curitiba, em 3.10.12

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