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28/12/2012

Revista Novos Estudos do Cebrap chega às livrarias e está disponível para acesso online

São Paulo do Carandiru ao grafite e à desconcentração produtiva. Homenagem do Cebrap ao prêmio Kluge recebido por Fernando Henrique Cardoso. Entrevista com a professora de Literatura da USP, Iumna Maria Simon. Bienais sem fronteiras? Confira o conteúdo da revista, disponível para leitura em seu site.

“Apesar de diversos esforços da sociedade civil, os processos de responsabilização disciplinar, criminal, civil e internacional iniciados após o massacre foram interrompidos ou permanecem sem conclusão.”, indica as pesquisadoras Luisa Moraes Abreu Ferreira, Maíra Rocha Machado, Marta Rodriguez de Assis Machado no artigo “Massacre do Carandiru: vinte anos sem responsabilização”.

São Paulo em contínua transformação 
 
 
 
 
Redescobrindo Durkheim 
 
Cartas de Émile Durkheim dirigidas a Salomon Reinach provocam novas reflexões. “Nos últimos vinte ou trinta anos foram descobertos textos de diversas naturezas, que contribuíram para trazer ao público acadêmico uma ideia mais precisa sobre quem realmente foi Durkheim, desafiando, assim, a imagem “mitológica” transmitida pelos muitos livros introdutórios, por manuais e mesmo pela tradição oral.”, apontam os pesquisadores Raquel Andrade Weiss, doutora em Filosofia pela USP, e Rafael Faraco Benthien, doutor em História Social pela USP. 
 
FHC e as origens do Cebrap
 
“A visão de que a sociologia é, como se dizia nos tempos antigos, uma ciência moral permitiu, segundo Fernando Henrique, “vincular sua formação acadêmica a seu impulso para promover a mudança e influir na realidade. Como sabemos todos, o Cebrap foi fruto dessa utopia.”, relembra Paula Montero, professora titular de Antropologia da USP, em homenagem realizada para o prêmio Kluge recebido pelo sociólogo
 
Bienais sem fronteiras?
 
 
Tentativa de balanço
 
 
Esses e outros artigos da edição 94 da revista estão disponíveis para consulta no site:www.novosestudos.com.br
 
Serviço:
 
Revista Novos Estudos Cebrap, número 94
ISSN 0101-3300
21/12/2012

Livro "São Paulo - Novos Percursos e Atores" faz análise interdisciplinar da metrópole

Sócios do CEBRAP, Eduardo Marques e Lucio Kowarick, lançam o livro São Paulo - Novos Percursos e Atores (Editora 34). Leia mais sobre o livro em matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, em 11 de dezembro.

BRUNO PAES MANSO - O Estado de S.Paulo

Quando tinha 37 anos, em 1975, o sociólogo e cientista político paulistano Lúcio Kowarick coordenou o lançamento do livro São Paulo - Crescimento e Pobreza, marco para pensar a trajetória que a cidade seguiria nas décadas seguintes. Ainda eram tempos sombrios, apesar da abertura iniciada pela ditadura militar. O livro tinha sido uma encomenda de d. Paulo Evaristo Arns, então cardeal arcebispo de São Paulo, ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Depois do lançamento, o Cebrap sofreu um atentado a bomba.

Explosiva, entretanto, foi a repercussão das ideias do livro, que vendeu mais de 100 mil exemplares com fotos e textos que chamavam a atenção para a situação das periferias que nasciam e cresciam desassistidas pelo Estado. A coletânea de artigos serviria de base para as ações das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Igreja Católica, que passariam a atuar politicamente nas periferias de São Paulo.

Nessa época, o cientista político Eduardo Marques ainda era um menino de 10 anos, aluno do ensino fundamental em uma escola do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Em 1979, quatro anos depois do primeiro livro, Kowarick publicava A Espoliação Urbana, relacionando problemas urbanos, como baixos investimentos em transporte, moradias, escolas e saúde, à dinâmica de acumulação do capital produzida pela cidade. Naqueles tempos de luta, a discussão serviu de base para a efervescência dos movimentos sociais das periferias, desde os religiosos até os sindicais, passando pelas associações de bairro e grupos de mães, que marcariam a primeira metade dos anos 1980 na capital.

"Eu era muito chamado em diferentes bairros da periferia da cidade para conversar com os integrantes dos movimentos sociais que queriam saber mais a respeito do conceito de espoliação urbana", recorda-se Kowarick.

São personagens-chave dessa história setentista de São Paulo os dois principais líderes políticos nacionais, que se tornariam presidentes do Brasil. O então sociólogo Fernando Henrique Cardoso foi um dos fundadores do Cebrap. O metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva surgiria das greves sindicais no ABC em 1978. Os movimentos sociais ainda serviriam de base para o nascimento do Partido dos Trabalhadores.

As três décadas que se seguiram foram de transformação intensa e permanente, detectadas e retratadas nos 40 anos de debates acadêmicos sobre São Paulo. A década de 1980, marcada pela crise no emprego e recessão econômica, registraria uma nova etapa de mudanças. Os movimentos sociais que cobravam o Estado mudam de postura. Com a democratização, parte de seus integrantes ingressam nos governos.

Novas pautas passam a dominar o debate, ligadas aos direitos das mulheres, dos negros e homossexuais. No fim dessa década, com o lançamento do disco dos Racionais MC's, é a vez de o hip-hop chacoalhar as periferias, iniciando uma série de demandas ligadas à valorização da cultura local.

É nesse contexto que o professor Eduardo Marques chega a São Paulo. Formado em Engenharia Hidráulica e História no Rio de Janeiro, com especialização em planejamento urbano, trabalhava com política de saneamento na Baixada Fluminense quando foi chamado, em 1989, para trabalhar na Secretaria de Habitação da recém-eleita Luiza Erundina (PT). Quando deixou a Prefeitura, fez mestrado e doutorado em Ciências Sociais na Universidade de Campinas (Unicamp) até ingressar, em 2002, no Centro de Estudos da Metrópole, criado no Cebrap para manter a tradição da casa de pensar São Paulo.

Marques acompanha a mudança do perfil das moradias na cidade. Os loteamentos clandestinos, que foram a forma como os bairros das periferias cresceram, perderam espaço para invasões e crescimento das favelas.

"São Paulo mudou bastante e hoje o Estado de fato se faz mais presente nas periferias. Mesmo assim, a desigualdade persistiu ou até mesmo piorou dada a baixa qualidade dos serviços prestados", diz Marques.

O aumento da violência também é um elemento-chave para a compreensão de toda a metrópole. Dominam a pauta dos debates desde os assassinatos cometidos pelos policiais, que permanecem em grande número nas três décadas seguintes, até o aumento dos roubos, a expansão do crack, o fortalecimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e a disseminação dos homicídios, cujas taxas aumentam mais de 900% entre 1960 e 2000.

Longe de afetar somente os bairros de periferia, a violência se reflete em toda a estrutura urbana da cidade. Para garantir a sensação de segurança, a cidade se expande pela construção dos shoppings e condomínios fechados, uma espécie de arquitetura do medo que ajuda a segregar, processo que será discutido pela antropóloga Tereza Caldeira no ano 2000 com o livro Cidade de Muros.

Fronteiras. Na quinta-feira, Kowarick e Marques se encontraram no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, na Rua Maranhão, para tentar amarrar o debate dessa longa caminhada histórica vivida pela cidade e por seus milhões de personagens. Lançaram o livro São Paulo - Novos Percursos e Atores (Editora 34). A coletânea traz artigos de professores com vasta produção, como a socióloga Vera da Silva Telles, que escreve em coautoria com Daniel Veloso Hirata sobre o crescimento do mercado informal nos últimos 15 anos e a condição do trabalhador urbano, obrigado a transitar entre a fronteira dos mercados legal e ilegal. Já a antropóloga Tereza Caldeira discute os Racionais MC's e o hip-hop.

Há também espaço para a nova geração de pesquisadores. A antropóloga Paula Miraglia analisa o crescimento e a queda dos homicídios e a presença do PCC. Depois do crescimento acelerado da violência, a partir dos anos 2000, a cidade testemunha a queda em mais de 80% nas taxas de assassinatos, uma nova transformação que ainda hoje surpreende os cientistas sociais.

Outro da nova geração, o antropólogo Gabriel Feltran analisa justamente as mudanças ocorridas ao longo dos 40 anos na cidade e ajuda a pensar a respeito da visão de mundo da nova geração que vive nas periferias, diferente da dos pais migrantes. "A reflexão provocada pelos autores coloca junto diferentes gerações de pesquisadores, que qualificam o debate sobre essa São Paulo cada vez mais central no País e no globo, na qual nada é como antes. Mas é bonito notar que essa nova cidade, que requer também um novo pensar, se recria sobre as fundações sólidas erguidas pelo trabalho das gerações que a precedem e, nesse movimento, também se renovam", diz Feltran.

13/12/2012

Obra de Roberto Schwarz será tema de debate. (PublishNews)

Um seminário discutirá nesta sexta-feira, 14/12, a obra que reúne ensaios e entrevistas do crítico literário Roberto Schwarz, Martinha versus Lucrécia.

A mesa será composta pelo autor e Samuel Titan Jr., professor de Literatura da USP. O debate ocorrerá às 16h, no Cebrap (Rua Morgado de Mateus, 615, Vila Mariana, São Paulo). As inscrições podem ser feitas no evento. Em sua obra, Schwarz retoma ideias e polêmicas vitais da cena política e cultural do Brasil: resignificados das obras de Machado de Assis; releituras do sociólogo Theodor Adorno; as tensões entre os seminários de José Arthur Giannotti e os textos originais de Karl Marx; ensaios clássicos que repensaram a economia do país como o Crítica à Razão Dualista, de Chico de Oliveira; o surgimento da Tropicália e as memórias de Caetano em Verdade Tropical (1997).

11/12/2012

Na China, pesquisadora Vera Schattan Coelho destaca experiência brasileira em construir sistema universal de saúde

Com o patrocínio da Organização Mundial de Saúde (OMS), simpósio internacional teve a participação de 1.700 pessoas, representando 760 instituições e provenientes de mais de 100 países. Proposta do encontro foi colocar a pesquisa científica alinhada com a adoção e a melhoria de sistemas universais de saúde em diversos países do mundo.

“O Brasil experimentou importantes avanços em seu sistema de saúde nos últimos 15 anos e isso pode ser demonstrado por melhores indicadores e acesso mais equitativo a serviços públicos da área”, afirmou a pesquisadora do Cebrap, Vera Schattan Coelho, no Segundo Simpósio Global sobre Pesquisa em Sistemas de Saúde, realizado em Pequim entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro.

Cientistas sociais devotam uma importante parte de seus trabalhos para compreender processos de mudança: quais mudanças ocorreram e porque é tão difícil adotar novas regras, aponta a pesquisadora. O SUS é, neste sentido, um excelente “case”, afirma. “As regras mudaram e sua implementação contribuiu para combater desigualdades arraigadas. Ou, na linguagem dos cientistas sociais, o status quo mudou. O que aconteceu?” pergunta Schattan, que é coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento e Cidadania do Cebrap, núcleo responsável por mais de 20 pesquisas e projetos na área nos últimos oito anos.

“As conquistas brasileiras foram possíveis por conta de várias mudanças nas “regras do jogo”, que permitiram uma reorganização do antigo sistema de saúde (Inamps), agora SUS, o atual sistema universal de atendimento em saúde, estabelecido pela Constituição de 1988”, afirma Schattan.

Segundo sua avaliação, há uma combinação que permite explicar tais mudanças: “uma ampla coalizão para dar suporte ao projeto de consolidação de um sistema universal de saúde e também a definição clara de papéis e regras para sua implementação.”

 “Gostaria de destacar três mecanismos colocados em ação pelo SUS, que, acredito, devem ser considerados por outros países que estão trabalhando para implementar seu sistema universal de saúde. Esses três mecanismos são: (1) cidadãos engajados em definir prioridades e em accountability, (2) a gestão de uma política de descentralização e (3) a construção de um ambiente favorável à inovação.

Também participaram da mesma mesa, o então secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento Social, Romulo Paes de Souza, que é médico epidemiologista e especialista em Avaliação de Políticas Públicas, além dos pesquisadores Gerald Bloom, do IDS, Institute of Development Studies, do Reino Unido; Dezhi YU, G.D., Centro de Desenvolvimento de Pesquisas em Saúde da China e Xiulan ZHANG, da Universidade Normal de Pequim.

O evento contou com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), do Banco Mundial, da Fundação Rockfeller, dos ministérios da saúde de diversos governos, entre os quais do Brasil, e também de inúmeras outras entidades, em especial da China, país anfitrião.

Informações gerais sobre o evento neste link.

Resumo dos papers de Vera Schattan Coelho disponíveis em

Health system development in complex and dynamic contexts: Learning from Brazil and China

e

Not just any path to universal health coverage! Research approaches for equitable, people centred health systems

 

*Foto: 

Engajamento, gestão e ambiente favorável permitem viabilizar mudanças em sistemas de saúde

11/12/2012

Adorno, Marx, Caetano e Machado: seminário discute, dia 14, às 16 horas, “Martinha versus Lucrécia”, livro de ensaios e entrevistas de Roberto Schwarz

Mesa será composta pelo autor e crítico literário, Roberto Schwarz, e por Samuel Titan Jr., professor de Literatura da USP. Inscrições podem ser feitas no evento.

Sócio do Cebrap,  Roberto Schwarz foi professor de Teoria Literária e Literatura Comparada na USP (até 1968) e professor de Teoria Literária na Unicamp (1978-1992). É  membro do conselho editorial da revista Novos Estudos e autor, entre outros, de Um Mestre na Periferia do Capitalismo: Machado de Assis.

No novo livro, Schwarz retoma ideias e polêmicas ao tratar de Caetano Veloso, Machado de Assis, Theodor Adorno, José Arthur Giannotti, Francisco de Oliveira.

Inscrições podem ser feitas no evento.

Veja resenha no site da editora Companhia das Letras (link) e trechos da obra em PDF.

Leia aqui o primeiro editorial da Novos Estudos, em 1981, redigido por Schwarz.  

Serviço:

Mesa: Roberto Schwarz e Samuel Titan Jr.
Quando: sexta-feira, dia 14 de dezembro de 2012
Horário: 16 horas
Onde: auditório do Cebrap. Rua Morgado de Mateus, 615, Vila Mariana.
Inscrições podem ser feitas no ato do evento.

10/12/2012

Antropólogo do Cebrap discute aspectos sociais das drogas em seminário organizado pelo Cremesp

“Efeito da droga é uma construção, jamais podemos generalizar sociologicamente os padrões de consumo, sem levar em conta as clivagens sociais básicas”, aponta Maurício Fiore, pesquisador.

A antropologia da Cannabis sativa foi debatida por Maurício Fiore, antropólogo e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Ele abordou passagens sobre as relações do homem com a cannabis, que datam de 6 a 7 mil anos e foram esculpidas pela humanidade ao longo da história, incluindo seu uso medicinal pelos chineses. “O próprio efeito da droga é uma construção, jamais podemos generalizar sociologicamente os padrões de consumo, sem levar em conta as clivagens sociais básicas. Há muitos agenciamentos, desde o nome, cannabis ou maconha, seu amplo espectro de sensações, que pode variar entre o sono e a excitação, a redução de ansiedade ou efeitos estimulantes, ou ainda o uso terapêutico informal.” 

Publicada dia 7.12.12

Confira íntegra da matéria 

03/12/2012

Reseña histórica de los censos y epistemología demográfica

Artigo de Raúl Prada Alcoreza, no site Bolpress (Bolívia)

Los censos o las enumeraciones completas tienen una larga historia; desde que el Estado vive de los tributos era necesaria la cuantificación de la población, sobre todo de los que pagaban los impuestos. Aunque hablemos de otras formas de Estado, de las formas no modernas del Estado, de formas de Estado consanguíneas, de formas de Estado despóticas; estos Estados estaban íntimamente vinculados a los tributos. Aunque también a la sobre-codificación, a la captura de los flujos y a la expansión de sus dominios, imperios. Estados que contaron tempranamente con una formación burocrática de funcionarios, mediadores y sacerdotes.

 
Estos estados, que se dieron en el llamado oriente, también en meso-América y la región andina, cuantificaron sus recursos y sus poblaciones, así mismo contabilizaron su riqueza. Nos encontramos con una temprana aparición del Estado, de esta fabulosa maquinaria de captura, que sobre-codifica los cuerpos y estría sus territorios. [2] Los incas cuantificaron población y registros mediante un sistema de quipus; nudos de pitas de distintos colores. Estamos ante un sistema de conteo que juega con la distribución de los nudos y los colores. Los mayas y los aztecas también contabilizaron sus riquezas, cuantificaron sus poblaciones y recursos. Son conocidas y estudiadas las cuantificaciones del Imperio Chino antiguo, también los métodos de cuantificación de los egipcios, así como de los hindús. La obsesión por la cuantificación no es una compulsión reciente, moderna, sino que tiene larga data.
 
(...)
 
Otra corriente de interés, entre las muchas que hay, es la desarrollada en el CEBRAP de Brasil. [8] En este caso se despliega una perspectiva económica, con fuerte influencia marxista, buscando la explicación de los comportamientos poblacionales en las características de la formación económica social y en el modo de producción. Quizás es una de las corrientes más sofisticadas, no sólo por el tipo de perspectiva económica incorporada en el análisis, sino porque sus estudios han ido avanzando al estudio de otras condicionantes de las dinámicas demográficas, como las relativas al estudio de las condicionantes culturales y corporales. En Brasil, sobre todo en San Paulo, es importante mencionar la estadística demográfica desplegada por el SEADE [9], que tiene la ventaja de contar con sólidas estadísticas vitales, que apoyan como fuentes a los censos y a los muestreos; lo que no ocurre en la mayoría de las ciudades y países de América latina. Al respecto, en relación al perfil estadístico, de corte, transversal, o de cohorte, histórico, no hay que olvidar que el análisis demográfico se basa prioritariamente en fuentes censales y muestrales, que corresponden a un corte transversal. Lo que lo lleva a construir pirámides de población hipotéticas, pues no puede reconstruir de manera directa las historias de vida; para esto se requeriría fuentes apropiadas, como las estadísticas vitales o recuentos cuantitativos de las historias de vida generacionales.
 
Publicado em 18.11.12.  
 
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