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28/08/2012

Conduzido por Andréa Freitas, Cebrap realiza o seminário interno Reforma Política no Brasil, nesta sexta-feira, dia 31

O seminário "Reforma Política no Brasil: Indagações sobre o impacto no sistema partidário e na representação" será nesta próxima sexta-feira, 31 de agosto, às 12h30, no auditório do Cebrap, e é reservado aos pesquisadores da casa. Consulte-nos previamente caso queira acompanhá-lo.


Doutoranda em Ciência Polítca na Universidade de São Paulo, a pesquisadora Andréa Freitas atua nas áreas de migração partidária e representação política.   

28/08/2012

Busca da qualidade e de produtividade é o norte de empresário brasileiro inovador, aponta pesquisa do Ipea e Cebrap

Levantamento e análise exigiu equipe multidisciplinar formada por 23 pesquisadores. Organizado pelo Ipea e Cebrap, estudo procurou identificar perfil e tendências dos setores mais dinâmicos do empresariado.

Empresário brasileiro inovador busca qualidade e produtividade, apoia-se em conhecimento de ponta e procura formar ambiente tecnológico e organizacional estimulante. Esse é o perfil do empresariado inovador revelado por pesquisa que trabalhou com expressiva massa de informações provenientes da RAIS, Secex, Pesquisa Industrial Anual (PIA) e Pesquisa de Inovação (Pintec). Seus resultados apontam para a necessidade de políticas públicas de apoio a ciência, tecnologia e inovação (C&T&I) no Brasil.

O livro, resultado da pesquisa, foi organizado de forma a permitir ao leitor uma visão abrangente do empresário nacional que inova e estará brevemente disponível para download gratuito no site do Ipea. O trabalho é fruto de parceria do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e mobilizou pesquisadores das duas entidades e de três universidades: Universidade de São Paulo, Universidade Federal de São Carlos e Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“Os resultados da Paedi revelam a existência de um grupo dinâmico no empresariado brasileiro”, aponta Márcio Pochmann, então presidente do Ipea, quando do  lançamento do livro.

 “O comportamento deste segmento tem sido orientado pela busca de padrões de qualidade e produtividade internacional e pela reestruturação da firma de forma a criar um ambiente propício ao surgimento de inovações tanto tecnológicas quanto organizacionais”. Para Pochmann, a Paedi confirma a hipótese da existência de um segmento industrial nacional que se destaca pela sua capacidade de vincular crescimento da firma com a geração de conhecimento e inovações.

“Parcela relevante do empresariado  industrial aceitou o desafio de produzir em meio a um novo ambiente competitivo: reordenou estruturalmente suas empresas, mudou velhos hábitos de gestão, introduziu fortes preocupações com a qualidade a produtividade, incorporou na sua estratégia uma perspectiva exportadora e passou a buscar sistematicamente a inovação tecnológica.”, analisam Glauco Arbix e João de Negri, coautores do estudo. “Com isso, ao contrário de um movimento de desindustrialização, ou de uma especialização regressiva, tivemos uma reestruturação que modernizou um conjunto significativo de empresas, que alcançou um padrão de competitividade inédito em nossa história.”, indicam.

 O objetivo do trabalho foi traçar o perfil e conhecer as motivações, as estratégias e os desafios enfrentados por empresários inovadores, conforme indicam Lenita Maria Turchi e João Alberto de Negri, pesquisadores do Ipea e organizadores, junto com Álvaro Comin, do Cebrap, dos trabalhos.

“O argumento central desenvolvido na Paedi é o da existência de um novo segmento empresarial nacional que vem se consolidando, desde os anos 1990, quando houve a abertura da economia à concorrência externa”, afirmam Lenita Turchi e de Negri. “Estudos anteriores apontaram indicadores de novos padrões de competitividade da indústria brasileira e a existência de segmentos diferenciados na estrutura produtiva nacional. Mais especificamente, as pesquisas sugeriram a existência de um grupo mais dinâmico no empresariado brasileiro, orientado por um comportamento e visão empresariais distintos daqueles engendrados durante o processo de industrialização por substituição de importações”, analisam.

A pesquisa e a publicação contaram com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
 

Quem fez

Os organizadores da pesquisa e do livro são Lenita Maria Turchi, João Alberto de Negri e Álvaro Comin. 

Eis a relação completa de autores dos trabalhos:

Álvaro Comin (Cebrap); Any Bittar (Cebrap); Bruno Cesar Araujo (Ipea); Carlos Alvares da Silva Campos Neto (Ipea); Carlos Torres Freire (Cebrap); Carlos Henrique Horn (UFRGS); Caroline B. Passuello (UFRGS); Danilo Santa Cruz Coelho (Ipea); Demétrio Toledo (Cebrap); Frederico Henriques (Cebrap); Geovani de Oliveira Lopes (Ipea); Eduardo Noronha (UFSCar); Gustavo Costa (Ipea/ IBGE); José Mauro Morais (Ipea); João Alberto de Negri (Ipea); Kellen Fraga da Silva (UFGRS); Lenita Maria Turchi (Ipea); Luis Kubota (Ipea); Maria Caramez Carlotto (Cebrap); Maria Carolina Oliveira (Cebrap); Osvaldo López Ruiz (Cebrap); Silvia Maria Guidolin (UFGRS) e Zil Miranda (Cebrap)

 

Serviço

Título: “Paedi – Pesquisa sobre Atitudes Empresariais para Desenvolvimento e Inovação”

542 páginas,  ISBN: 978-85-7811-146-5

Brevemente disponível para download gratuito no site do Ipea: http://www.Ipea.gov.br/digital/

27/08/2012

Rodrigo Naves, crítico de arte e ex-editor da Revista Novos Estudos, analisa o trabalho plástico de Cássio Michalany

Cássio Michalany explora diferentes cores e formatos em mostra. Exposição será aberta nesta terça-feira, 28, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo

Nas artes visuais não há atualmente admoestação mais grave do que acusar alguém ou algo de “formalista”. O que é uma pena. Não só porque cansa e ofende ver por aí tantas obras enfáticas e inofensivas sobre opressões, desigualdades e misérias, que infantilizam e enchem de culpa os observadores. Mas, sobretudo, porque esse raciocínio leva a crer que os problemas centrais da vida contemporânea se resolveriam pela denúncia das relações opressivas ou injustas. O que realmente nos falta é uma compreensão aguda das dinâmicas sociais de hoje, de modo a podermos vislumbrar uma maneira efetiva de mudarmos as coisas. Ou seja, precisamos menos de denúncias e mais de uma capacidade de articular a realidade dissipada dos nossos dias. E aí não há como prescindir da noção de forma. Forma não é fôrma. Boas intenções podem ser sinônimo de caridade.


Cássio Michalany pinta faixas há mais de 30 anos. Na Disneylândia de “esquerda” em que habitam muitos curadores, críticos e instituições de arte contemporânea, o artista já estaria vivendo entre os camponeses, reeducando-se junto àqueles que guardam o segredo da emancipação do mundo. No entanto, acredito que poucos artistas contemporâneos tocaram em questões tão decisivas quanto Cássio. Por volta de 1992, ele incorporou a suas faixas um procedimento que ainda o ocupa: a permutação entre as áreas de cor. 

Nessas telas, Cássio evitava dar às cores qualquer dimensão expressiva e pessoal. Suas cores são quase anódinas, esmalte sintético comprado em lojas de materiais de construção. E o artista aplica-as sem gestualidade ou fatura. Usa-as como se pintasse uma parede. E a permutação entre elas - digamos, azul, branco e preto - não buscava revelar uma dimensão posicional das faixas de cor, uma situação em que o azul em contato com o preto se mostraria diferentemente da relação estabelecida com o branco.

Àquela época, eu tinha a convicção de que a intuição que movia aquelas séries estava ligada a uma avaliação quase otimista do crescente afrouxamento das relações que mais progrediam na sociedade contemporânea: o setor de serviços, um trabalho (se ainda podemos usar essa palavra em relação a ele) em que as identidades individuais já quase não tinham vínculo com aquilo que homens e mulheres faziam, justamente porque já não faziam propriamente nada e sua sociabilidade tinha uma natureza muito diferente do trabalho nas oficinas, nas fábricas ou no campo. 

A meu ver, as séries permutadas de Cássio Michalany procuravam levar a um grau máximo a disponibilidade desses vínculos contemporâneos, nos quais a ausência de interação em função da produção de algo conduzia ao apego a ilusões comoventes, mas discutíveis: o melhor amigo, a fidelidade à mulher já castigada pelo tempo, férias na praia, o amor ilimitado por um labrador. Nas permutações seria possível experimentar uma identidade frágil que prometia emancipação, embora não se soubesse aonde isso levaria.

Josef Albers, em sua série Homenagem ao Quadrado, iniciada em 1949, fazia uma aposta contrária. Segundo as análises de Paloma Oliveira de Carvalho Santos, uma pesquisadora de sua obra, a renúncia às cores em si, a ênfase na interação entre elas - tão transformadora - apontava para uma noção mais realista dos indivíduos e grupos sociais, já que a sua inserção em contextos diversos poderia por em xeque uma definição redutora de José ou Pedro (amarelo ou laranja), pois sua verdade adviria de um complexo de relações fortes, que para Cássio já não seria observável na sociedade contemporânea. A leveza dessas identidades tão fugazes, apontadas pelo artista brasileiro, poderia abrir caminho para uma disponibilidade liberadora, cujo sentido seria difícil de equacionar.

Nas duas séries mais importantes da exposição que se abre nesta terça-feira, 28, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, o artista parece fazer um novo movimento, sem pôr de lado as listras que o acompanham há tanto tempo. Definitivamente, Cássio não se interessa por mudar seu trabalho à base de chicotadas. Nas duas séries, que se diferenciam apenas pelas dimensões, os quatro quadros são compostos por três chassis aparafusados entre si, cada um com uma cor diferente. No conjunto, são usadas quatro cores que se permutam: azul, bordô, tabaco e verde. Como em cada uma das telas são empregadas apenas três cores, a visão de conjunto das séries introduz um ruído na reversibilidade dos trabalhos anteriores. Há sempre uma cor que fica de fora. E essa ausência, ao menos para mim, tem a força de um raio.

Há um jogo (muitas vezes um golpe) de prestidigitação conhecido como “achadinho”, em que, sobre uma mesa precária, uma pessoa hábil (uma habilidade em geral aprendida na ociosidade das cadeias) faz uma bolinha se mover entre três tampinhas de garrafa. Deixando de lado as mutretas que envolvem o jogo, o que interessa aí é conseguir manter a atenção na tampinha que oculta a bola, para assim ganhar a aposta. Há algo disso nas séries de Cássio. Só que a cor que falta em cada tela não foi ocultada por um passe de mágica. A estrutura dos trabalhos decidiu deixar sempre uma delas de fora.

E então aquela troca de papéis leve e descomprometida de suas permutações adquire um aspecto mais grave. Para que o jogo siga em frente, é preciso deixar sempre um elemento de fora. A plenitude visual da relação entre as quatro áreas de cor se insinua a todo instante. Apenas para nos frustrar em seguida. Essa exclusão pode dizer respeito à incompletude radical das práticas sociais e às possibilidades que elas mantêm no horizonte. Mas podem também não passar de um jogo de cadeiras em que sempre alguém precisará ficar de fora para que a máquina não pare.

 

Rodrigo Naves foi editor da revista Novos Estudos Cebrap de 1987 a 1996 e é sócio do Cebrap

21/08/2012

Cebrap, Sesc SP, intelectuais e pesquisadores celebram Prêmio Kluge concedido a Fernando Henrique Cardoso

Na noite de quinta-feira, dia 16, mais de 200 intelectuais, acadêmicos e admiradores da obra e da trajetória de Fernando Henrique Cardoso reuniram-se, em São Paulo, no Teatro Anchieta, para uma celebração especial. Comemorar o prêmio Kluge recebido pelo ex-professor da Universidade de São Paulo, cofundador do Cebrap e responsável por uma das mais férteis produções na área de sociologia e ciências humanas no Brasil. Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro latino-americano a quem foi concedido o prêmio, após consulta a três mil intelectuais e homens públicos.

“É com imensa alegria que o Cebrap celebra a premiação John Kluge que foi outorgada em julho pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.”, afirmou Paula Montero, professora titular de Antropologia da Universidade de São Paulo e presidente do Cebrap. “Trata-se do maior reconhecimento que um cientista social pode receber.”, destacou.  Montero relembrou a participação do intelectual na constituição do Cebrap: “Ainda que temesse por sua segurança pessoal, Fernando Henrique ao invés de deixar o país naqueles dias difíceis, preferiu ficar e resistir, fazendo o que fosse possível para criar as condições de continuidade de um pensamento livre. Fundado como um think tank e fazendo o que Fernando Henrique chamou de um 'mosteiro na Idade das Trevas', (o Cebrap estava) vocacionado para manter viva a chama da resistência e preservar os espaços de liberdade de pensamento.”

Democracia

“Nos anos 70, a questão central que se colocou foi a questão da democracia, tema que ainda não tinha recebido a devida atenção da literatura (acadêmica) daquele período”, destaca Montero.

Reconhecimento

“O Prêmio Kluge, com o qual Fernando Henrique Cardoso foi agraciado e motivo pelo qual o SESC abriu suas portas numa recepção calorosa, é um dos frutos de uma imensa plantação acalentada com o gosto pela vida e com o árduo trabalho de um intelectual, que tem como atitude pensar o mundo sem dele se afastar.”, afirmou Danilo Santos de Miranda, diretor regional da entidade. E completa: “E o que podemos fazer, num verdadeiro ato de reconhecimento, é distribuir este calor humano para deixar que a colheita se espalhe com a esperança de sempre nos fazer florescer.”

Saber escutar, a chave.

“Não há como fugir de Max Weber e de seus dois ensaios, A Política como Vocação e a Ciência como Vocação”, afirma o professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Cebrap, Paulo Limongi, que recebeu a incumbência de analisar a contribuição de Fernando Henrique às ciências sociais. “Difícil alcançar o reconhecimento em ambas as carreiras”, afirmou. “Tratava-se de fazer uma ciência social comprometida em entender e influenciar as transformações sociais.”, disse Limongi ao expor o contexto no qual se produzia ciência social nos anos 60 e 70. E recordou um ensinamento de tolerância do pai de Fernando Henrique, que dizia: “É preciso conversar com todos, inclusive com o carcereiro. Só ele sabe o que se passa no mundo.” E, afirma Limongi, “a lição paterna foi tão importante para o político quanto para o intelectual”, apontando que “a capacidade de (Fernando Henrique) de ouvir, de compreender diferentes razões, inclusive a dos adversários é sempre notada. É a liga que explica seu sucesso em duas carreiras: a intelectual e a política.”

A ata de um momento histórico

O Cebrap, pelas mãos da professora de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Elza Berquó, deu de presente a Fernando Henrique, fac-símile da ata de fundação da entidade. “Como a fundação do Cebrap dependeu da sua inspiração e da sua liderança, nós achamos que seria o momento de premiá-lo com a nossa ata de fundação. Ela é um registro de um pedaço de nossa história. Parabéns.”, disse,comovida, Berquó, uma das cofundadoras da entidade em 1969 e uma de suas pesquisadoras mais destacadas.

Reconhecimento

“Nunca deixei de reconhecer o significado para nós, naquela época, daquelas pessoas que tinham sido postas para fora da Universidade, do apoio daqueles que não tinham sido afastados, como o professor Cândido Procópio Ferreira de Camargo”, afirmou Fernando Henrique. “Antonio Angarita, Roberto Gusmão tiveram uma solidariedade incrível ao emprestar os seus nomes”, lembrou. “O Cebrap nasceu naquela área cinzenta onde não se sabia se era aceito com legitimidade ou se era subversivo.” Naquela época, para criar uma organização como o Cebrap era preciso procurar respaldo. “E não era fácil.”, indica. E relata: “Aprendi desde cedo a não afastar na vida, de plano, aqueles que são diferentes de nós. Esse sentimento é a essência do jogo democrático.”

Conciliar teoria e prática

“Há essa perplexidade, que sempre existiu entre a vida teórica e a vida prática, mas grandes pensadores das ciências sociais tiverem participação na vida política. Weber era deputado. Alexis de Tocqueville era político.”, aponta. “Os que pensaram o Brasil com mais vigor participaram da vida política. José Bonifácio, que era uma figura excepcional, foi deputado e regente com influência enorme na formação de D. Pedro II.”, indica  Fernando Henrique.

Intelectuais e autoridades

A cerimônia contou com as presenças de diversas autoridades, homens públicos e intelectuais. Entre outros, José Gregori e Clóvis Carvalho, ex-ministros do governo FHC; Andrea Cababi, secretário estadual da Fazenda; José Roberto Sadek, secretário adjunto da Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo; Antonio Carlos Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa. Também presentes diversos cofundadores e pesquisadores pioneiros do Cebrap, como o economista Paul Singer, o professor de Filosofia da USP, José Arthur Giannotti; o crítico literário Roberto Schwarz, sócio do Cebrap e ex-editor de sua revista e diversos pesquisadores atuais da entidade.

Mais sobre a história do Cebrap e da participação de Fernando Henrique Cardoso pode ser encontrado no acervo digital do site  do IFHC (www.ifhc.org.br).

Artigos e outros textos de sua autoria produzidos ao longo dos anos 70 e 80 estão disponíveis na Biblioteca Virtual do Cebrap,  http://www.cebrap.org.br/v2/items/types/researchers:306

20/08/2012

Pesquisadores do Cebrap farão mediação de debate entre especialistas na rede de ensino do Estado de São Paulo

Com expectativa de receber 1.500 professores da rede pública de ensino, primeiro seminário sobre programa de Proteção Escolar pretende melhor capacitar a rede para prevenir conflitos escolares e propiciar integração com comunidade escolar

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Mesas e palestras compõem o primeiro seminário sobre Proteção Escolar realizado pelo governo do Estado de São Paulo, dirigido aos professores da rede e que será realizado de 22 a 24 de agosto, no Complexo do Memorial da América Latina. Dois pesquisadores do Cebrap mediarão duas do total de oito mesas previstas na programação.

Álcool e drogas nas escolas

Maurício Fiore, pesqusador do Cebrap e do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip), irá mediar o debate "Álcool e outras drogas na escola: dimensão do problema e procedimentos", na sexta-feira, dia 24 de agosto, às 9 horas.

O consumo de substâncias psicoativas é um dos problemas mais citados por educadores. Este será o objeto de discussão da mesa, que busca apresentar modelos de prevenção ao uso de álcool e outras drogas no ambiente escolar a partir do dimensionamento mais preciso dos diversos padrões de consumo e, consequentemente, de seus riscos.

Participam dessa mesa os palestrantes:

Dra. Camila Magalhães Silveira, médica psiquiatra, doutora em Ciências pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP.

Dr. Dartiu Xavier,  professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo, consultor do Ministério da Saúde, professor-orientador do grupo Cochrane do Brasil, membro da American Psychiatry Association, da International Association for Analytical Psychology e da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, além de pesquisador-colaborador da University of California (UCLA).

Dr. Marcelo Sodelli, doutor e mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Discriminação na escola

Ronaldo de Almeida, professor adjunto da Unicamp e pesquisador do Cebrap fará a mediação da mesa programada para quinta-feira, dia 23 de agosto, às 14 horas.  O objetivo é debater a tolerância às diferenças, considerado um dos pilares fundamentais da democracia. O respeito à diversidade é elemento indissociável numa rede de ensino plural, que se apoia em valores éticos de cidadania. Essa mesa tratará das principais formas de discriminação no ambiente escolar e as diferentes maneiras de coibi-las.

Participam:

Prof. Isabel Santos, educadora social, com especialização em Pedagogia Social pela Universitá Salesiana di Roma. Desde 1988 atua em organizações não governamentais.  Fundou e coordenou Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente - CEDECA. É empreendedora social da Ashoka. Desde 1997 coordena o Programa de Direitos Humanos do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – IBEAC .

Prof. Lula Ramires, graduado em Filosofia, mestre e doutorando em Educação pela Universidade de São Paulo. É Coordenador-Geral do CORSA – Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor, entidade de defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – LGBT.

As atividades do seminário são restritas a professores da rede pública estadual previamente inscritos.  Mais informações no site do programa.

07/08/2012

Livro que reúne novos dados sobre desigualdade no Brasil real será lançado nesta quarta-feira, dia 8 de agosto

Fruto de pesquisa realizada por uma equipe do Cebrap, o livro “O Brasil Real: a desigualdade para além dos indicadores” será lançado nesta quarta-feira, dia 8 de agosto, às 19h30, na Livraria Expressão Popular, na rua da Abolição, n. 201, centro de São Paulo.

Por iniciativa da agencia britânica Christian Aid, a publicação “O BRASIL REAL - desigualdade para além dos indicadores” reexamina indicadores de pobreza e desenvolvimento no Brasil. Para os autores, o padrão de desenvolvimento adotado pode assegurar crescimento econômico e até ampliação das transferências de renda, mas não se mostra eficiente para enfrentar o persistente abismo da desigualdade.

Desenvolvimento, desigualdade e pobreza são temas recorrentes na agenda pública do Brasil. A pesquisa abre, segundo seus autores, um caminho para compreender o contraste entre os holofotes do crescimento e a real vulnerabilidade de boa parte da população brasileira. Contrariando o consenso estabelecido, os pesquisadores constataram (entre outras descobertas), que os programas de transferência de renda, apesar de representarem um avanço importante, não tocaram na desigualdade estrutural.

Ao invés de analisarem apenas a queda da desigualdade de renda para o conjunto do Brasil, mostraram as diferenças entre áreas urbanas e rurais, grandes regiões e estados, já que distância entre ricos e pobres apresenta diversas configurações espaciais. Enfim, uma pesquisa empírica que não se exime de enfrentar os desafios políticos e sociais do país.

A pesquisa e o livro contaram com o apoio dos seguintes parceiros da Christian Aid no Brasil: Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Centro Ecumênico Evangelização, Capacitação e Assessoria, Comissão Pró-Índio de São Paulo, Instituto de Estudos Socioeconomicos, Koinonia, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Sempre Viva Organização Feminista.

A equipe responsável é multidisciplinar e composta por: Alexandre de Freitas Barbosa, organizador da pesquisa, doutor em economia pela Unicamp e professor de História Econômica e Economia Brasileira do Instituto de Estudos da USP; Gustavo Gomes de Freitas, matemático, economista e professor dos Departamentos de Economia da PUC-SP e da Universidade Mackenzie; Monika Dowbor, doutoranda do Departamento de Ciência Política da USP; Ricardo L. C. Amorim, economista e doutor em desenvolvimento econômico pela Unicamp; Rogério Jerônimo Barbosa, mestre em Sociologia pela USP e pesquisador do Cebrap; Victor Callil, pesquisador do Cebrap e mestrando em Sociologia pela USP.

 

Debate com a participação de Dina Guerra, diretora da Christian Aid na América do Sul, Prof. Alexandre de Freitas Barbosa do Cebrap e Mara Manzoni Luz, representante da Christian Aid no Brasil

Data e hora: 8 de agosto de 2012, a partir das 19:30 horas

Local: Rua Abolição, 201

Editora Expressão Popular – Série Outras Expressões (www.expressaopopular.com.br ) 

ISBN: 978-85-64421-31-8

03/08/2012

Pesquisadores do Cebrap participam da publicação de obras completas de Habermas no Brasil

Rurion Melo, Denílson Luis Werle e Luiz Repa integram equipe de especialistas responsável pela edição e lançamento das obras completas do pensador alemão no país.

Novos caminhos para a Europa, segundo Habermas 


A Editora Unesp é uma das 20 editoras de diferentes países do mundo que está lançando, este ano, Zur Verfassung Europas, de Jürgen Habermas, livro em que o filósofo toma a defesa da União Européia e tenta mostrar um caminho para a solução da atual crise financeira do continente. O livro integra os lançamentos da editora para a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

O tema da obra, publicada em 2011 na Alemanha, levou a Surhkamp, editora original de Habermas, a fazer um esforço especial para que todas as edições estrangeiras saiam em 2012.

A edição brasileira, sob o título Sobre a constituição da Europa, chega às livrarias até o começo de agosto. Com o livro, a Editora Unesp, que em 2005 já havia lançado Filosofia, Racionalidade e Democracia, com textos do pensador alemão, dá início à Coleção Habermas, que agregará o núcleo central de sua obra, da qual detém os direitos de publicação no Brasil.

Cada volume terá apresentação específica, que situará o livro no contexto em que foi escrito. Para editar o trabalho de Habermas, a editora montou uma equipe de consultores especializados, na qual se incluem Antonio Segatto, Rurion MeloDenílson Luis Werle e Luiz Repa.

Entre ospróximos títulos da coleção estão Theorie und Praxis [Teoria e práxis], Strukturwandel der Öffentlichkeit[Mudança estrutural da esfera pública], Texte und Kontexte [Textos e contextos], Glauben und Wissen[Fé e saber] eErkenntnis und Interesse [Conhecimento e interesse].

Zur Verfassung Europas já foi publicada em inglês, espanhol, chinês, russo, português (Portugal), francês, italiano, grego, japonês. E saiu ainda na Holanda, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Romênia, Bulgária, Hungria, Albânia, Bósnia e Suécia.

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