English Version Cebrap - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento

Últimas Notícias

30/09/2015

Marta Machado lança livro “Carandiru (não) é coisa do passado”

A pesquisadora e diretora administrativa adjunta do Cebrap, Marta Machado, lança nesta quinta-feira, 1/10, a partir das 20h, na FGV Direito SP, o livro “Carandiru (não) é coisa do passado: um balanço sobre os processos, as instituições e as narrativas 23 anos após o Massacre”. A obra, que foi organizada por Marta Machado e Maíra Rocha Machado, reúne textos de diversos autores que se propuseram a refletir sobre o episódio do Massacre e suas permanências a partir de diferentes pontos de vista e nos mais variados campos do conhecimento.

Durante o evento será realizada uma mesa redonda com os autores.
O livro pode ser baixado aqui.

21/09/2015

Cebrap lança pesquisa de contagem de ciclistas no município de São Paulo

Nos últimos cinco anos, o ciclismo urbano ganhou mais espaço em São Paulo. Ciclorrotas, ciclovias, sistemas de compartilhamento de bicicletas, comércio especializado e forte atuação da sociedade civil vêm colocando a bicicleta no cotidiano dos paulistanos. No entanto, ainda falta informação sistemática sobre o tema para que o debate público possa ser mais qualificado. O Cebrap tem essa tradição de produção de conhecimento para colaborar com o debate público. A pesquisa de contagem de ciclistas é mais uma iniciativa nessa direção. A equipe de pesquisa do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap selecionou alguns pontos da cidade com e sem infraestrutura cicloviária para entender como se dá o fluxo das viagens ali realizadas.

Segundo a pesquisa de aferição Origem e Destino do Metrô de 2012, 39,5% dos deslocamentos diários da cidade de São Paulo são feitos por transporte público/coletivo, outros 29,8% feitos por automóvel particular ou moto. Dos deslocamentos realizados diariamente por meios não motorizados, 30,1% são feitos a pé e 0,6% dos deslocamentos são feitos de bicicleta. A prefeitura da cidade tem como meta, até 2029, fazer com que a participação da bicicleta nas viagens cotidianas da cidade seja de 3% e que a rede cicloviária seja composta por 1.000 km de estruturas exclusivas para bicicletas (PlanMob 2015 – texto base).

As contagens do Cebrap tem como objetivo a geração de dados e análises que possam ser utilizados não apenas por pesquisadores da instituição, mas também por pesquisadores de outras instituições, profissionais da mídia e pessoas da sociedade civil que tenham interesse pelo tema.

Confira a íntegra da pesquisa no documento em anexo no final da página.

18/09/2015

Editor da revista Novos Estudos Cebrap destaca principais pontos da edição 101 da publicação

Em um vídeo publicado no canal do Youtube do Cebrap, o editor executivo da revista Novos Estudos Cebrap, Ricardo Taperman, destacou os principais artigos da edição 101 da publicação. Confira o vídeo aqui.

A edição 101 da revista Novos Estudos Cebrap já está disponível no site da publicação. Veja aqui.


17/09/2015

Ricardo Taperman lança livro sobre as transformações do rap no Brasil

O editor executivo da revista Novos Estudos Cebrap, Ricardo Taperman, lança neste sábado, 19/9, a partir das 14h, no Espaço Cult (Rua Aspicuelta, 99 – Vila Madalena), o livro Se Liga no Som, que mostra as transformações do rap no Brasil. Todos estão convidados.

14/09/2015

Opinião Cebrap: "A Guatemala é aqui?"

*Por Angela Alonso*


Estreou neste último feriado a Pixuleca, ou Pinóquia, ou Dilmentira ou... O batizado ainda não aconteceu, de modo que os pais do inflável ainda tem tempo para refletir sobre o nome definitivo, embora a opção pelo nariz à moda da criatura de Gepeto indique uma preferência. A nomeação do símbolo é uma das questões menos sérias com as quais tem que se haver a oposição de rua ao governo. Começada como uma onda de grupos recém formados de baixa organização e parca experiência política, a mobilização antigoverno cresceu e, como soe acontecer nestes casos, foi ganhando ossatura e complexidade.

São visíveis, até aqui, três grandes associações de mobilizados: uma mais liberal, outra um pouco mais à direita e uma terceira francamente conservadora: o Vem pra Rua, o Movimento Brasil Livre  e o Reacionários On-Line. Contudo, rapidamente o vírus oposicionista se espalhou e se multiplicaram grupos similares na rua e na internet.

Daí a iniciativa de fazer convergir o disperso em uma organização guarda-chuva, visando coordenar as ações, de modo a que as iniciativas não concorram entre si. Neste caso, o nome não causou o alvoroço que causa o alcunha do boneco: optou-se por um termo que reforça a orientação liberal da movimentação como um todo e que faz remissão - calculada ou irrefletida - à Aliança Democrática de 1984, junção do PMDB com a Frente Liberal de José Sarney. A diferença é que estes últimos armaram coalizão para romper com a ditadura, enquanto a Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos parece trilhar o caminho no sentido oposto.

Também é outra a trilha sonora. Naquele tempo, as canções a embalar as manifestações eram as de Chico Buarque, e agora a voz da vez é a de Fabio Junior. A queda de nível não é gratuita e aponta para mudança também no perfil educacional dos mobilizados, seu desconhecimento da história política, do funcionamento das instituições e dos bons modos, que o decadente Fabio Júnior vocalizou com clareza meridiana em recente show-discurso.

A violência desta oposição e sua capacidade de arregimentar, demonstradas desde março de 2015, estontearam o governo. Um membro do PT pôs os pés pelas mãos, ao propor repetir o chamado de Collor em 1992 pelo verde-amarelismo. Isto é, disputar os símbolos nacionais no terreno do adversário. Lembrando que Collor perdeu tal aposta, outros petistas tiraram a conversa de cena. Em seu lugar, erigiram a redoma com que a presidente se protegeu para sobreviver ao Dia da Pátria. Os manifestantes aproveitaram a oportunidade simbólica para pichar na lataria: "muro da vergonha".

A cerca não é metáfora. Dilma esta encastelada e lhe faltam as tranças de Rapunzel para fugir.

Do lado de seus opositores de rua, contudo, a situação é menos tranquila do que parece. Crescimento gera euforia, mas também problemas para os manifestantes. Com o inchaço de adeptos vem a diversidade. Pipocam grupos de vários gêneros, inclinações, bandeiras.

Complexidade que incrementa os custos de coordenação. Quanto maior, mais difusa e mais espalhada a mobilização, menor o controle de cada um dos grupos participantes sobre ela. Quem a lidera? Há candidatos, desde a socialite convertida em ativista até os militaristas do Revoltados On-line. Pode-se supor que estes não serão levados muito a sério por muita gente, mas um quadro do PSDB não o seria? Basta assistir a conclamação do candidato a deputado pelo partido no Distrito Federal, em 2014, Matheus Satler, no youtube, para constatar que seu discurso ecoa muito bem nos grupos "extremistas". O moço, entre a ira e o delírio, sugeriu nada menos que o suicídio da presidente ou, em caso de negativa, "arrancar sua cabeça".

Chamam a atenção duas facetas deste discurso, que se propagam como fogo em palha: a complacência com o uso da força como forma de resolução de conflitos políticos e o recurso ao jargão religioso. Muitos dos vídeos da oposição de rua terminam com palavras de ordem que louvam Deus, a Pátria e a Família. Tem menos ênfase "a propriedade", mas que comparece na defesa dos "taxpayers" contra o "excesso de estado" e num declarado "antisocialismo", seja lá o que isso signifique.

Se for neste diapasão, apostando na intolerância e na eliminação do adversário, a movimentação pode ter um dos dois desfechos de ontem. Um deles consistiria em desinflar-se, como o boneco antiLula, que não resistiu a vento forte. A outra possibilidade seria dizimar moral e quiçá fisicamente até aqueles que a poderiam representar no sistema político. Este segundo passo nada teria de engraçado, mas poria o Brasil na trilha da Guatemala, que ameaça eleger uma piada.

*Angela Alonso é presidente do Cebrap e professora de sociologia da USP .

Opinião Cebrap é um canal do site do Cebrap que veicula mensalmente artigos desenvolvidos pelos pesquisadores da casa. Os artigos aqui publicados não expressam necessariamente a visão da instituição. As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

10/09/2015

Quarto vídeo da série Diálogos Cebrap-Folha é veiculado pela TV Folha

Quem não conseguiu acompanhar ao vivo o quarto encontro da série de eventos intitulado de Diálogos Cebrap-Folha, pode conferir a íntegra do bate-papo no vídeo que está sendo veiculado pela TV Folha. Nessa quarta mesa de debate, Paulo Malvasi (Cebrap) e Berenice Gianella (Fundação Casa) falaram sobre o tema “25 anos do ECA: Redução da maioridade penal".

Para conferir, clique aqui.

09/09/2015

Pesquisadores do Núcleo Democracia e Ação Coletiva do Cebrap coordenam workshop no I CONACSO

Pesquisadores do Núcleo Democracia e Ação Coletiva do Cebrap, Adrian Gurza Lavalle,  Euzeneia Carlos e Monika Dowbor, coordenam o workshop “Participação, Movimentos Sociais, Organizações Civis e Políticas Públicas: inovações na análise da institucionalização” a ser realizado no I CONACSO - Congresso Nacional de Ciências Sociais, na Ufes, em Vitória, no dia 23 de setembro.

Veja o que será debatido no workshop

Estudos inovadores sobre movimentos sociais, organizações da sociedade civil e instituições participativas, no contexto de institucionalização da participação no país, têm desafiado as categorias canônicas seja das teorias dos movimentos sociais seja das teorias da sociedade civil ou das políticas públicas. Por um lado, as análises da institucionalização da ação coletiva são limitadas à explicação, não raro em registro negativo, das mudanças nos repertórios de ação e de organização dos movimentos sociais ao longo do tempo. Por outro, as teorias da sociedade civil e sua ênfase na autonomia dos atores civis perante o Estado também são insuficientes para a avaliação dos efeitos desses atores nas políticas públicas e na atuação dos governos. Este workshop enseja impulsionar inovações analíticas pertinentes para avançar na compreensão das mudanças --ocorridas sob o signo da institucionalização-- nas relações entre o Estado e os movimentos sociais e atores civis no Brasil pós-transição, quer no plano das reconfigurações da ação coletiva, das novas formas de intermediação política e de interação socioestatal, quer no terreno dos efeitos institucionais para as políticas e os governos. 

Confira abaixo a programação completa do congresso:

02/09/2015

Íntegra em vídeos dos Seminários Cebrap do 1° Semestre de 2015 está disponível

Quem não conseguiu acompanhar os encontros dos Seminários Cebrap do 1º Semestre de 2015 ou apenas deseja revê-lo pode assistir a íntegra de cada ciclo no canal do Cebrap no YouTube. Clique aqui e confira.

As gravações dos Seminários Cebrap fazem parte do projeto da nova Biblioteca Virtual do Cebrap, cujo novo site foi lançado recentemente. Ao longo de 2014 e 2015 serão mais de 10 seminários gravados para serem veiculados na internet. O projeto, que conta com a parceria da Univesp TV, tem o apoio do Itaú-Unibanco.

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