O cebrap.lab, braço fundamental na política de difusão de conhecimento do Cebrap, é um programa de cursos aplicados de métodos, técnicas e ferramentas de pesquisa em ciências sociais. Os cursos são pensados como laboratórios, possibilitando uma entrada prática no tema ou ferramenta em questão, contemplando exercícios práticos e experimentações. Os laboratórios são ministrados por pesquisadores que utilizam empiricamente a ferramenta em questão em suas pesquisas institucionais e/ou pessoais. Além de aspectos operacionais relacionados ao uso das técnicas, cada curso também envolve uma discussão introdutória sobre o método ou ferramenta em questão, abordando seus pontos fortes, condições de aplicabilidade e limitações.

 

2020-2021: Imersões metodológicas em tempos de distanciamento social

Desde agosto de 2020, os laboratórios do cebrap.lab estão sendo oferecidos em modalidade online, em programa chamado “Imersões metodológicas em tempos de distanciamento social”. Os laboratórios, formulados especificamente para o ambiente online, contam com diferentes recursos para além dos encontros entre participantes e professores (vídeos, leituras em casa, etapas de trabalho remoto em grupo). Com duração de uma semana, os laboratórios priorizam uma abordagem empírica e processual para o ensino do método ou ferramenta em questão – partindo de um problema real de pesquisa e se desenvolvendo por meio de um caminho até a chegada a um conjunto de resultados. 

 

Formato e programação

Cada laboratório tem duração de uma semana e ocorre inteiramente online (sem atividades presenciais). Segundas, quartas e sextas feira, há encontros em tempo real com interação entre professor e participantes (pela plataforma Zoom, das 18h30 às 21h30).  Terças e quintas são dias utilizados para realização de atividades individuais ou em grupo (indicadas previamente pelo professor e a serem realizadas em horário mais conveniente para cada participante).

Em 2021, os laboratórios serão oferecidos entre abril e novembro, conforme a programação apresentada abaixo.

 

Investimento e inscrições

O custo de cada laboratório é de R$ 360,00 e há descontos progressivos para a matrícula de um mesmo participante em mais de um laboratório. Importante: para receber o desconto, a inscrição em todos os laboratórios selecionados deve ser feita numa mesma compra (no mesmo momento) e os diferentes laboratórios selecionados devem ser cursados pela mesma pessoa. Para descontos para grupos, favor entrar em contato pelo email.

Valor para participação em 1 laboratório: R$ 360,00 

Valor para participação em 2 laboratórios: R$ 684,00

Valor para participação em 3 laboratórios: R$ 999,00

Valor para participação em 4 laboratórios: R$ 1.296,00

Valor para participação em 5 laboratórios: R$ 1.584,00

Valor para participação em 6 ou mais laboratórios: favor entrar em contato pelo email cebrap.lab@cebrap.org.br

Para se inscrever: acesse o formulário abaixo e, após escolher os laboratórios que deseja cursar, você será direcionado para uma página com valor e opções de pagamento. 

O pagamento precisa ser realizado no momento da inscrição. Você pode optar por depósito bancário ou cartão de crédito (via PagSeguro). Há ainda a opção de parcelamento para pagamento no cartão de crédito (via PagSeguro).

Após realizar o pagamento, volte ao formulário e anexe o comprovante e finalize sua inscrição. Você deverá receber uma cópia da sua matrícula no e-mail cadastrado no formulário. Se tiver dúvidas, favor entrar em contato pelo email cebrap.lab@cebrap.org.br

Programação e calendário 2021

Clique sobre o nome do laboratório para ler a sinopse e sobre o nome do professor para ler a minibio.

5 a 9 de abril – Desenho, condução e análise de grupos focais, com Alexandre Abdal

Sobre o curso

O laboratório sobre desenho, condução e análise de grupos focais tem por objetivo introduzir os estudantes ao universo dos grupos focais, capacitando-os a produzir e a conduzir os seus próprios grupos focais e a sistematizar e analisar a evidência obtida por meio deles. Grupos focais são ferramentas qualitativas e controladas de pesquisa pelo qual o pesquisador obtém rica informação derivada da interação discursiva entre os participantes. Grupos focais são utilizados em diferentes áreas e setores de atividade: da propaganda e marketing, por exemplo, para prospectar reações de consumidores a produtos novos, às ciências sociais, como no caso da investigação dos significados associados às diferentes práticas sociais, econômicas, religiosas, culturais etc., e passando pelas políticas públicas, descortinando, por exemplo, como beneficiários de determinado programa utilizam o benefício recebido e como estariam sem ele. Nesse sentido, o laboratório é voltado a pesquisadores acadêmicos e não acadêmicos, em diferentes setores de atividade e etapas da carreira, desejosos de se apropriar e construir os seus próprios grupos focais. Serão abordados os seguintes temas: (i) métodos quali e os grupos focais; (ii) a produção de um grupo focal; (iii) amostragem e seleção dos participantes; (iv) roteiro e condução de grupos focais; e (v) sistematização e análise da evidência obtida.

Alexandre Abdal

É sociólogo pela FFLCH-USP e professor do curso de Administração Pública da FGV EAESP e pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap e da rede de pesquisa INCT Observatório das Metrópoles: núcleo São Paulo. Atualmente é pós-doutorando do International Posdoctoral Program (IPP) do Cebrap com a pesquisa: “A globalização na berlinda: a crise da economia-mundo europeia e a emergência de dinâmicas globais disruptivas”. Interessa-se pelas grandes áreas dos estudos do desenvolvimento e globalização e dos estudos regionais e urbanos, com reflexão e acúmulo nas temáticas (i) políticas públicas de desenvolvimento, competitividade e inovação; (ii) métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais; (iii) mercado de trabalho e educação superior; e (iv) avaliação de políticas públicas. É autor do livro “São Paulo, Desenvolvimento e Espaço: a formação da Macrometrópole Paulista”, pela editora Papagaio, e um dos editores e organizadores dos livros digitais ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco quantitativo’ e ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco qualitativo’, em parceria com o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP.

12 a 16 de abril – Condução de entrevistas e análise de dados qualitativos no NVivo , com Anna Carolina Venturini
(Vagas Encerradas)

Sobre o curso

Este curso tem como objetivo apresentar aos(às) alunos(as) os principais tópicos relacionados à condução de entrevistas em pesquisas nas ciências sociais, de modo a orientar os(as) alunos(as) na preparação de roteiros, realização das entrevistas e análise dos dados coletados.

O curso irá abordar o papel das entrevistas em diversos desenhos de pesquisa, incluindo métodos mistos, as vantagens e desvantagens do método, questões de desenho de pesquisa, obstáculos e dilemas do método, considerações éticas, como construir protocolos e roteiros de entrevistas, cálculos e estratégias de amostragem, realização de entrevistas sobre temas sensíveis e organização e análise dos dados coletados.

A segunda parte do curso busca fornecer ferramentas para potencializar a análise do material qualitativo coletado a partir de entrevistas. Trabalharemos com o método da codificação, forma de análise que ganha corpo nas Ciências Sociais em meados de 1960 e se dissemina, sobretudo, a partir da construção dos softwares de codificação.

Tendo como base essa discussão, a intenção do curso é familiarizar os alunos com o uso de um software de análise qualitativa chamado NVivo. Veremos como a leitura e a interpretação dos dados qualitativos podem ser aprimoradas com o uso de diferentes técnicas de codificação e cruzamento.

Anna Carolina Venturini

Pós-doutoranda vinculada ao Programa Internacional e Interdisciplinar de Pós-Doutorado (IPP) do Cebrap. Doutora em Ciência Política (2019) pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tendo realizado parte de sua pesquisa de doutoramento como pesquisadora visitante na Universidade de Harvard (EUA). Mestre em Direito do Estado (2014) e Bacharel em Direito (2010) pela Universidade de São Paulo (USP). É pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial (AFRO-Cebrap), do LAUT (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo)e do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) do IESP/UERJ. Pesquisadora com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre ações afirmativas raciais e de gênero, políticas públicas, ensino superior, mercado de trabalho e mudança institucional.

26 a 30 de abril – Análise de Redes com o SocNetV, com Rafael de Souza

Sobre o curso

O curso tem como objetivo apresentar conceitos gerais da análise de redes sociais, suas potencialidades e limitações, permitindo com que os participantes do curso sejam capazes de utilizar a metodologia em suas pesquisas. A análise de rede tem sido utilizada nessas disciplinas como ferramenta de interrogação de fenômenos complexos como a distribuição relacional de poder,cooperação, conflito, capital social, difusão de inovações, dentre outros. O curso tem o objetivo de fornecer as ferramentas teóricas e metodológicas básicas do campo para que os alunos possam adaptar criativamente tais ferramentas em suas respectivas áreas de interesse. O curso está voltado para pesquisadores acadêmicos e não-acadêmicos interessados em compreender melhor essa ferramenta analítica. As aulas irão introduzir aos alunos as bases teóricas, esquemas de notação, conceitos básicos de descrição e representação de redes sociais. Como representar redes sociais? Como é possível visualizar estruturas sociais? Serão enfatizados principalmente os aspectos operacionais da metodologia: desde a formulação dos problemas de pesquisa, coleta dos dados, passando pelo uso de ferramentas computacionais e chegando enfim à realização de medidas e visualização das redes. Essa atividade será desenvolvida com o uso do software SocNetV e outras ferramentas computacionais que auxiliarão o aluno durante o curso.

Rafael de Souza

Atualmente é pós-doutorando pelo Programa Internacional e Interdisciplinar de Pós-Doutorado (IPP) do Cebrap. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Teve passagem pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia. Pesquisador do CEBRAP desde 2015. Ministrou aulas sobre análise de redes sociais e construção de bancos de dados no Laboratório de Pesquisa Social – USP e também da Fundação Escola de Sociologia e Política.  Atua na área de sociologia política e de movimentos sociais, com ênfase na relação entre cultura e política na construção social do ativismo e nas mediações organizacionais promovidas pelas redes em que as identidades políticas se formam. Tem experiência na área de análise de redes sociais, análise de eventos e pesquisa qualitativa.

10 a 14 de maio – Programação em R, com Thiago Meireles

Sobre o curso

O curso apresenta a linguagem de programação R para organização, análise e apresentação de dados. Para isso, foca em habilidades voltadas à solução de problemas diversos, como a manipulação de dados, com ênfase na preparação dos dados para análises, a produção de estatísticas descritivas e a visualização gráfica. Por ser uma linguagem de código aberto e de desenvolvimento comunitário, R se tornou uma das linguagens de programação e análise de dados mais populares em diversos campos científicos e profissionais. A metodologia proposta é a de colocar a mão na massa, maneira mais efetiva de aprender uma linguagem de programação. Com isso, o curso é pautado muito mais por tutoriais, como um laboratório de programação, do que aulas majoritariamente expositivas. Trataremos, de forma individual e coletiva, sobre os usos da linguagem, os conceitos fundamentais e as dúvidas mais comuns ao lidar com a linguagem.

Thiago Meireles

Doutorando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Seu objeto de pesquisa são os efeitos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho e a desigualdade de renda. Outros interesses de pesquisa incluem conflitos distributivos e seus impactos sobre a desigualdade, bem como metodologias para inferência causal. Graduado em Relações internacionais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), é mestre em Ciência Política pela USP.

24 a 28 de maio – Introdução à Análise de Regressão para Ciências Sociais, com Murillo Marschner

Sobre o curso

Este curso tem por objetivo introduzir pesquisadores e pesquisadoras na utilização de modelos de análise de regressão à investigação de fenômenos sociais. Serão abordadas técnicas para análise de dados contínuos (regressão linear) e categóricos (regressão logística), com a exposição de suas propriedades, procedimentos de implementação e a realização de exercícios práticos a partir de bases de dados disponíveis gratuitamente online. 

Murillo Marschner

Murillo Marschner é mestre (UFMG) e doutor (USP) em sociologia. Atualmente professor do Departamento de Sociologia da USP (2019-) e ex-professor do Departamento de Educação da Puc-Rio (2015-2019). Pesquisador associado ao Cebrap desde 2007, tem experiência de pesquisa nas áreas de educação, trabalho, desigualdades sociais e políticas públicas.

7 a 11 de junho – Captura de dados com R, com Thiago Meireles

Sobre o curso

O laboratório apresenta as principais ferramentas de captura de dados na Internet e análise quantitativa de texto utilizando R. Além de ser um software livre voltado para estatística computacional e análise de dados, R é uma linguagem focada na aplicação de funções que, entre outras possibilidades, permite a captura de dados de forma automatizada na internet.  A partir de informações disponíveis em portais de notícias, apresentaremos esse processo de raspagem de dados de páginas web (especialmente de tabelas e de páginas construídas em html) e construção de bases de dados com textos de Internet tratados como informações quantitativas, o que permitirá introduzir algumas das práticas de mineração de texto. Faremos um exercício empírico partindo de uma questão de pesquisa que conduzirá a experimentação, de forma a capacitar os participantes com ferramentas e procedimentos que depois poderão ser usadas para a construção de suas próprias bases de dados. Para participação no curso, espera-se conhecimento prévio da linguagem R ou uma preparação de nivelamento por meio de tutoriais indicados antes do início das aulas.

Thiago Meireles

Doutorando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Seu objeto de pesquisa são os efeitos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho e a desigualdade de renda. Outros interesses de pesquisa incluem conflitos distributivos e seus impactos sobre a desigualdade, bem como metodologias para inferência causal. Graduado em Relações internacionais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), é mestre em Ciência Política pela USP.

21 a 25 de junho – Laboratório de desenho de pesquisa, com Núcleo de Desenvolvimento

Sobre o curso

O objetivo desse laboratório é oferecer aos participantes ferramentas necessárias para desenhar, planejar e acompanhar projetos de pesquisa. Com uma equipe de professores especialistas tanto em pesquisas quantitativas como qualitativas, o laboratório combina exposições metodológicas e atividades práticas focadas nas demandas específicas dos participantes. São bem-vindos participantes em estágio de formulação de pesquisas acadêmicas individuais (para mestrado ou doutorado, por exemplo) ou representantes de organizações/coletivos interessados em construir análises a partir de dados empíricos. A proposta é, de acordo com os interesses de cada participante, auxiliar a identificar e recortar os objetos de pesquisa, constituir perguntas, escolher os métodos e técnicas necessárias para respondê-las e, eventualmente, sugerir outros estudos no campo das ciências sociais que podem ter interlocução com os temas em questão.

Núcleo de Desenvolvimento

O Núcleo de Desenvolvimento agrega pesquisadores interessados em investigar processos de desenvolvimento, seus desdobramentos em desigualdades e políticas públicas relacionadas. Nos últimos anos, têm desenvolvido pesquisas e projetos que tangenciam as áreas específicas da economia/inovação, mercado de trabalho, mobilidade, educação e cultura. Seus pesquisadores têm formações multidisciplinares e vasta experiência no processo de constituição de pesquisas qualitativas e quantitativas desde a coleta até a análise de dados.

2 a 6 de agosto – Introdução e ferramentas para análises quantitativas utilizando SPSS, com Victor Callil e Daniela Costanzo

Sobre o curso

O curso apresenta uma introdução à utilização de dados quantitativos nas Ciências Sociais, refletindo sobre sua aplicabilidade e limites.O objetivo do curso é tornar o aluno apto a trabalhar com bancos de dados, apresentando desde a estrutura do banco de dados até a análise dos dados com o software SPSS. Começamos esse trabalho a partir da apresentação da estrutura de um banco de dados, abordando os tipos de variáveis existentes e as formas de buscar, baixar e abrir um banco de dados da internet. Em seguida, abordaremos as estatísticas descritivas, construção de tabelas e de gráficos. Parte-se então para o cruzamento e criação de variáveis. Ensinaremos ainda a fazer séries históricas, manipular diversos bancos de dados e automatizar alguns processos através da produção de algumas sintaxes. Por fim, discutiremos agrupamentos, correlações e regressões de forma introdutória. Não é preciso ter qualquer conhecimento prévio para fazer este curso, que pretende introduzir os iniciantes na análise de dados quantitativos. Serão utilizadas aulas expositivas e exercícios práticos.

Daniela Costanzo

Doutoranda em Ciência Política pela USP com experiência nas áreas de política urbana, economia e política e desenvolvimento econômico e urbano. É pesquisadora do Cebrap desde 2015, passou por cursos de metodologia no CEM, Cebrap, IPSA-USP e UNESCO. Trabalha com dados quantitativos e qualitativos e Sistemas de Informação Geográfica. É bacharela em Ciências Sociais pela USP e mestra em Ciência Política pela mesma instituição. Fez iniciação científica no Centro de Política e Economia do Setor Público da FGV-SP (CEPESP), foi estagiária do Metrô de São Paulo e atuou como professora do Ensino Médio.

Victor Callil

Mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduado em pesquisa de marketing, mídia e opinião pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP-SP). Possui graduação em Turismo pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2009 onde participa de pesquisas sobre mobilidade urbana e políticas públicas. Trabalha com o tema da mobilidade urbana desde 2011. Participou da elaboração das Ciclorrotas (2011 e 2012) e do mapeamento do Bike Sampa (2012). Compõe a equipe responsável pela elaboração de indicadores e análise de acompanhamento de sistemas de bicicleta compartilhada em 6 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife (2012 – 2017). Realizou pesquisas quantitativas e qualitativas com ciclistas (2012 – 2015) e com gestores públicos (2016). Desenvolve trabalhos técnicos de contagem (2014, 2014, 2017), além de trabalhos acadêmicos na área (2017/18/19/20). Trabalha com manipulação, análise e georreferenciamento de dados em programas estatísticos e GIS.

23 a 27 de agosto – Etnografia, com Priscila Faria Vieira

Sobre o curso

A etnografia é um método de pesquisa com muitas potencialidades. O objetivo desse curso é oferecer uma introdução ao método e explorar suas possibilidades e desafios. Vamos tratar de conceitos e fundamentos básicos, além de dilemas éticos, técnicas de observação, registro e sistematização de dados. Discutiremos também algumas especificidades de diferentes tipos de etnografia, com destaque para uma modalidade que vem ganhando cada vez mais espaço e relevância: etnografia da e na internet. O curso propõe atividades práticas que proporcionarão oportunidade para observação, elaboração de caderno de campo e sistematização de dados, bem como a reflexão sobre as potencialidades e limitações do fazer etnográfico.

Priscila Vieira

Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Pesquisadora e coordenadora de projetos do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap,  também presta consultorias em pesquisa  qualitativa para institutos privados e organizações do terceiro setor. Tem mais de quinze anos de experiência em coordenação, condução e análise de estudos qualitativos – acadêmicos e de mercado-, com destaque para pesquisas etnográficas. Trajetória de estudos sobre políticas públicas, mercado, desigualdades, trabalho, assistência social, pobreza, educação, gênero e envelhecimento. Para o desenvolvimento de seu mestrado e doutorado, usou a etnografia como método privilegiado. É autora do livro “A experiência da procura de trabalho: vivências, significados e interações” (2012), baseado em uma etnografia de situações de procura de trabalho.

13 a 17 de setembro – Amostragem em surveys, com Dorival Mata-Machado

Sobre o curso

Este laboratório procura oferecer ferramentas para que os participantes possam, a partir da identificação de um problema de estudo e da população alvo, desenhar uma amostra estatisticamente representativa, com tamanho adequado para análise e, caso necessário, aplicar uma ponderação e outros ajustes para minimizar o viés de amostragem. Por meio de exercícios empíricos, realizados considerando surveys pessoais, telefônicos e online, o laboratório abordará as seguintes etapas do desenho amostral: (1) definição do tamanho da amostra – com população conhecida ou desconhecida; (2) seleção de variáveis – auto-representativas / representativas e de classificação; (3) métodos de sorteio – aleatório simples, sistemático e estratificado; (4) avaliação e ponderação; (5) inferência estatística em amostragem probabilística e amostragem por quotas (abordagem introdutória, dado que o foco do laboratório está no desenho da amostra). Serão utilizadas exposições, vídeos, textos de aprofundamento e exercícios práticos com uso de plataformas gratuitas (Google Forms e Google Sheets).

Dorival Mata-Machado

Pesquisador com mais de 20 anos de experiência em survey de opinião e marketing. Bacharel em economia, professor de estatística, experto em demografia, analista e consultor com background tanto em pesquisa acadêmica como em pesquisa de opinião pública e mercado. É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do CEBRAP, com foco no desenho, coleta e análise de surveys. Foi Sócio-Diretor do Data Popular, Managing Director da Ipsos Public Affairs, Diretor Executivo da APPC – Consultoria Eleitoral, empresas na qual se especializou no estudo de tendências sociais e econômicas, avaliação de políticas públicas, e outros estudos de temas relevantes junto à sociedade, além de diagnóstico, análise e planejamento estratégico de pesquisa e comunicação em campanhas eleitorais.

27 de setembro a 01 de outubro – Análise de dados qualitativos utilizando Atlas.ti com Monise Fernandes Picanço

Sobre o curso

A proposta do curso é fornecer ferramentas para potencializar a análise do material qualitativo coletado a partir de entrevistas, observação e anotações e/ou materiais documentais. Trabalharemos com o método da codificação, forma de análise que ganha corpo nas Ciências Sociais em meados de 1960 e se dissemina, sobretudo, a partir da construção dos softwares de codificação. Apresentamos duas perspectivas analíticas que utilizam codificação: a Grounded Theory, que propõe uma investigação dos dados qualitativos realizada de maneira exploratória, descritiva e indutiva; e a Análise de Conteúdo, que concebe a análise dos dados qualitativos de maneira dedutiva, considerando que mesmo com um “Small N” é possível prover explicações de cunho causal. Tendo como base essa discussão, a intenção do curso é familiarizar os alunos com o uso de um software de análise qualitativa Atlas.ti. Os alunos são apresentados ao software e vemos como a leitura e a interpretação dos dados qualitativos podem ser aprimoradas com o uso de diferentes técnicas de codificação, fragmentação e cruzamento. Além disso, exploramos como produzir indicadores quantitativos simples sobre o texto para a identificação de regularidades e diferenças.

Monise Fernandes Picanço

Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Coordenadora do cebrap.lab, é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2010 com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre educação, inovação, mercado de trabalho, mobilidade, sociologia dos mercados e políticas públicas. Coordena hoje pesquisas sobre Inovação no setor público no Cebrap em parceria com a prefeitura de São Paulo, além de atuar como orientadora nas iniciativas do Desafio Cebrap desde 2018. É também professora de Metodologia com foco em análise qualitativa, com passagem pelo cebrap.lab, Unicamp [IFCH e FE] Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa da UFMG [MQ-UFMG] e Metodológicas CEM [USP]. Foi professora visitante na Unicamp e pesquisadora associada ao Centro de Estudos da Metrópole entre 2010 e 2017.

4 a 8 de outubro – Análise qualitativa documental usando notícias de jornal, com Rafael de Souza

Sobre o curso

O laboratório oferece um panorama da aplicação de técnicas qualitativas relacionadas à análise de material documental. O objetivo é disponibilizar ao aluno, por meio de um exercício orientado por uma questão empírica de pesquisa, um aporte aos problemas mais gerais enfrentados na análise documental, bem como apresentar ferramentas qualitativas que podem ser utilizadas para interpretação de vários tipos de materiais, como entrevistas, depoimentos, fóruns de discussão, postagens da Internet, e etc. Por meio do uso de diferentes técnicas e procedimentos, os participantes vão aprender a identificar e interpretar diferentes polêmicas e controvérsias públicas registradas pelos jornais, bem como compreender as decisões e dilemas envolvidos na análise de documentos. O curso está dividido em momentos dedicados a conceitos e problemas desse tipo de abordagem, técnicas de coleta e tratamento dos dados e ferramentas computacionais que auxiliem nessas tarefas.

Rafael de Souza

Atualmente é pós-doutorando pelo Programa Internacional e Interdisciplinar de Pós-Doutorado (IPP) do Cebrap. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Teve passagem pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia. Pesquisador do CEBRAP desde 2015. Ministrou aulas sobre análise de redes sociais e construção de bancos de dados no Laboratório de Pesquisa Social – USP e também da Fundação Escola de Sociologia e Política.  Atua na área de sociologia política e de movimentos sociais, com ênfase na relação entre cultura e política na construção social do ativismo e nas mediações organizacionais promovidas pelas redes em que as identidades políticas se formam. Tem experiência na área de análise de redes sociais, análise de eventos e pesquisa qualitativa.

25 a 29 de outubro – Questionários e formulários online: como construir, quando utilizar, com Maria Carolina V Oliveira e Monise Fernandes Picanço

Sobre o curso

Este laboratório visa oferecer ferramentas para que os participantes possam desenvolver questionários e formulários para coleta de dados quantitativos no ambiente online. Ferramentas gratuitas de construção de formulários e questionários, quando bem utilizadas, podem resultar em cadastramentos, levantamentos, enquetes, mapeamentos e surveys online que resultam em informações preciosas, não apenas para pesquisas acadêmicas mas também para fundamentar tomadas de decisão em projetos diversos. Num primeiro momento, abordaremos os questionários online situando tópicos mais centrais das discussões sobre surveys, como amostragem e vieses. Depois, por meio de um exercício empírico, realizado sobre uma questão de pesquisa comum proposta aos participantes, trabalharemos as seguintes etapas do caminho da construção de informações: 1) a construção de um problema de pesquisa que possa ser abordado de maneira quantitativa; 2) formulação de questionários com perguntas mais apropriadas à análise quantitativa e seus princípios básicos. Serão utilizadas exposições, vídeos, textos de aprofundamento e exercícios práticos com uso de plataformas gratuitas (Google Forms).

Maria Carolina Vasconcelos Oliveira

É mestra e doutora em Sociologia pela FFLCH- USP e atualmente desenvolve pesquisa de pós-doutorado no Instituto de Artes da Unesp. Atua em temas relacionados à cultura, artes, políticas culturais e suas intersecções com o tema do desenvolvimento. É coordenadora do cebrap.lab e pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2005, tendo coordenado projetos como Fortalecendo Redes Culturais, realizado em parceria com o Fundo Internacional da Diversidade Cultural da Unesco. Como docente de ensino superior, já integrou quadro de escolas como o Centro Universitário Senac (nos cursos de pós-graduação Gestão Cultural e Mídias Digitais) e a Escola de Sociologia e Política de São Paulo (pós-graduação Globalização e Cultura), além de colaborar como professora em experiências de extensão, especialização ou educação continuada como as Semanas de Gestão e Política Cultural do Observatório Itaú Cultural, o curso de Gestão Cultural do Sesc, entre outros.

Monise Fernandes Picanço

Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Coordenadora do cebrap.lab, é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2010 com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre educação, inovação, mercado de trabalho, mobilidade, sociologia dos mercados e políticas públicas. Coordena hoje pesquisas sobre Inovação no setor público no Cebrap em parceria com a prefeitura de São Paulo, além de atuar como orientadora nas iniciativas do Desafio Cebrap desde 2018. É também professora de Metodologia com foco em análise qualitativa, com passagem pelo cebrap.lab, Unicamp [IFCH e FE] Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa da UFMG [MQ-UFMG] e Metodológicas CEM [USP]. Foi professora visitante na Unicamp e pesquisadora associada ao Centro de Estudos da Metrópole entre 2010 e 2017.

8 a 12 de novembro – Estudos de caso em Políticas Públicas, com Alexandre Abdal

Sobre o curso

Este laboratório visa introduzir os participantes ao universo dos estudos de caso em Políticas Públicas, capacitando-os a planejar e a conduzir os seus próprios estudos de caso nas suas políticas de interesse. Estudos de caso são desenhos de pesquisa voltados para a produção de conhecimento em profundidade do caso estudado a partir da utilização das diferentes técnicas de pesquisa disponíveis, sejam elas quantitativas ou qualitativas. São indicados para situações nas quais o fenômeno de interesse não é imediatamente separável do contexto social mais geral e, por isso, constituem-se como ferramentas poderosas para a análise de políticas públicas e das ações governamentais. O laboratório abordará os seguintes temas: (i) o que são políticas públicas e a teoria dos ciclos de políticas; (ii) o que são estudos de caso e quando optar por eles; (iii) como desenhar e implementar estudos de caso; e (iv) como construir o(s) caso(s) para análise e definir as suas fronteiras.

Alexandre Abdal

É sociólogo pela FFLCH-USP e professor do curso de Administração Pública da FGV EAESP e pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap e da rede de pesquisa INCT Observatório das Metrópoles: núcleo São Paulo. Atualmente é pós-doutorando do International Posdoctoral Program (IPP) do Cebrap com a pesquisa: “A globalização na berlinda: a crise da economia-mundo europeia e a emergência de dinâmicas globais disruptivas”. Interessa-se pelas grandes áreas dos estudos do desenvolvimento e globalização e dos estudos regionais e urbanos, com reflexão e acúmulo nas temáticas (i) políticas públicas de desenvolvimento, competitividade e inovação; (ii) métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais; (iii) mercado de trabalho e educação superior; e (iv) avaliação de políticas públicas. É autor do livro “São Paulo, Desenvolvimento e Espaço: a formação da Macrometrópole Paulista”, pela editora Papagaio, e um dos editores e organizadores dos livros digitais ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco quantitativo’ e ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco qualitativo’, em parceria com o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP.

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