Coordenação: Monise F. Picanço e Maria Carolina Vasconcelos

Contato: cebrap.lab@cebrap.org.br

cebrap.lab

Desde 2018, o cebrap.lab, programa de formação aplicada em métodos, técnicas e ferramentas de pesquisa em ciências sociais, vem sendo um braço fundamental na política de difusão de conhecimento do Cebrap.

Os cursos são pensados no formato de laboratórios, priorizando uma abordagem prática e processual das ferramentas em questão. Orientados por pesquisadores que utilizam essas ferramentas e métodos empiricamente, os laboratórios buscam relacionar problemas de pesquisa, abordagens teóricas e estratégias de coleta e/ou análise de dados, contemplando ferramentas quantitativas, qualitativas ou mistas.

Com duração de uma semana, os laboratórios vêm acontecendo principalmente na modalidade online desde 2020, mas mantendo o diferencial de uma abordagem “mão na massa”, com foco em questões de pesquisa reais e com abertura para discussões sobre as necessidades específicas dos participantes e seus objetos de pesquisa.

Mais de 400 participantes já passaram pelo cebrap.lab, entre pesquisadores acadêmicos, profissionais do setor público ou do terceiro setor, estudantes de pós-graduação, integrantes de movimentos sociais, entre outros perfis que se utilizam de ferramentas de pesquisa em sua atuação profissional.

 

Próximos cursos

 

Etnografia 12 a 16 de setembro Priscila Faria Vieira
[especial dados e bases] Pesquisa de Origem e Destino 19 a 23 de setembro Victor Callil e Daniela Costanzo
Estudo de caso em políticas públicas 21 a 25 de novembro Alexandre Abdal

 

     Como funciona

Conheça todos os cursos do cebrap.lab 

Amostragem em surveys, com Dorival Mata-Machado

Sobre o curso

Este laboratório procura oferecer ferramentas para que os participantes possam, a partir da identificação de um problema de estudo e da população alvo, desenhar uma amostra estatisticamente representativa, com tamanho adequado para análise e, caso necessário, aplicar uma ponderação e outros ajustes para minimizar o viés de amostragem. Por meio de exercícios empíricos, realizados considerando surveys pessoais, telefônicos e online, o laboratório abordará as seguintes etapas do desenho amostral: (1) definição do tamanho da amostra – com população conhecida ou desconhecida; (2) seleção de variáveis – auto-representativas / representativas e de classificação; (3) métodos de sorteio – aleatório simples, sistemático e estratificado; (4) avaliação e ponderação; (5) inferência estatística em amostragem probabilística e amostragem por quotas (abordagem introdutória, dado que o foco do laboratório está no desenho da amostra). Serão utilizadas exposições, vídeos, textos de aprofundamento e exercícios práticos.

Dorival Mata-Machado

Pesquisador com mais de 20 anos de experiência em survey de opinião e marketing. Bacharel em economia, professor de estatística, experto em demografia, analista e consultor com background tanto em pesquisa acadêmica como em pesquisa de opinião pública e mercado. É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do CEBRAP, com foco no desenho, coleta e análise de surveys. Foi Sócio-Diretor do Data Popular, Managing Director da Ipsos Public Affairs, Diretor Executivo da APPC – Consultoria Eleitoral, empresas na qual se especializou no estudo de tendências sociais e econômicas, avaliação de políticas públicas, e outros estudos de temas relevantes junto à sociedade, além de diagnóstico, análise e planejamento estratégico de pesquisa e comunicação em campanhas eleitorais.

Análise de Dados Legislativos, com Danilo Medeiros

Sobre o curso

O interesse por dados legislativos vem crescendo devido ao reconhecimento de que a atividade nas assembleias pelo mundo afeta a produção de políticas públicas, mas também ao avanço tecnológico que permitiu que qualquer usuário munido de computador a acesso à internet consiga pelo menos informações básicas do que acontece na casa legislativa de seu interesse. A proposta do curso é, então, fornecer ferramentas e treinamento para coletar informações legislativas, organizar um banco de dados sistemático, extrair estatísticas descritivas, criar índices e analisar dados legislativos para responder perguntas de pesquisa ou avaliar a atuação parlamentar. Para tanto, lançaremos mão do tradicional Banco de Dados Legislativos do CEBRAP como estudo de caso. Os 30 anos de existência do Banco serão aproveitados para tratarmos das diversas formas de construir, manter e atualizar uma base de dados em constante evolução. Além disso, exploraremos potenciais combinações dos dados legislativos com dados de outras fontes e origens, o que permitirá análises mais abrangentes, complexas e multifacetadas. Por fim, o curso se pautará pela perspectiva de que o desenho de um banco de dados deve levar em consideração os objetivos iniciais e motivações do seu construtor.

Danilo Medeiros

Danilo Medeiros é Doutor em Ciência Política pela Universidade da Virgínia, Mestre em Ciência Política e Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é Pesquisador de Pós-Doutorado do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) e Pesquisador Colaborador do Centro de Estudos de Opinião Pública (CESOP) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Desde 2020 é professor convidado na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV). Tem experiência nas áreas de política comparada, política brasileira e métodos de pesquisa. Atua no CEBRAP desde 2007.

Análise de dados qualitativos utilizando Atlas.ti, com Monise Fernandes Picanço

Sobre o curso

A proposta do curso é fornecer ferramentas para potencializar a análise do material qualitativo coletado a partir de entrevistas, observação e anotações e/ou materiais documentais. Trabalharemos com o método da codificação, forma de análise que ganha corpo nas Ciências Sociais em meados de 1960 e se dissemina, sobretudo, a partir da construção dos softwares de codificação. Apresentamos duas perspectivas analíticas que utilizam codificação: a Grounded Theory, que propõe uma investigação dos dados qualitativos realizada de maneira exploratória, descritiva e indutiva; e a Análise de Conteúdo, que concebe a análise dos dados qualitativos de maneira dedutiva, considerando que mesmo com um “Small N” é possível prover explicações de cunho causal. Tendo como base essa discussão, a intenção do curso é familiarizar os alunos com o uso de um software de análise qualitativa Atlas.ti. Os alunos são apresentados ao software e vemos como a leitura e a interpretação dos dados qualitativos podem ser aprimoradas com o uso de diferentes técnicas de codificação, fragmentação e cruzamento. Além disso, exploramos como produzir indicadores quantitativos simples sobre o texto para a identificação de regularidades e diferenças.

Monise Fernandes Picanço

Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Coordenadora do cebrap.lab, é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2010 com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre educação, inovação, mercado de trabalho, mobilidade, sociologia dos mercados e políticas públicas. Coordena hoje pesquisas sobre Inovação no setor público no Cebrap em parceria com a prefeitura de São Paulo, além de atuar como orientadora nas iniciativas do Desafio Cebrap desde 2018. É também professora de Metodologia com foco em análise qualitativa, com passagem pelo cebrap.lab, Unicamp [IFCH e FE] Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa da UFMG [MQ-UFMG] e Metodológicas CEM [USP]. Foi professora visitante na Unicamp e pesquisadora associada ao Centro de Estudos da Metrópole entre 2010 e 2017.

Análise documental, com Ana Carolina Andrada

Sobre o curso

Fóruns de discussão na internet, atas de reunião, notícias de jornal, panfletos, etc. Documentos, impressos ou virtuais, que não foram produzidos pelo próprio pesquisador, podem ser fontes inescapáveis para responder determinada questão de pesquisa. O objetivo deste laboratório é oferecer aos participantes um panorama sobre o uso de material documental em pesquisas nas ciências sociais. Que tipo de documentos temos à nossa disposição? Quais os limites e potencialidades de cada um deles? Que ferramentas, inclusive computacionais, podemos utilizar para nos auxiliar no processo de sistematização e interpretação desse material? A partir de exercícios práticos, vamos discutir formas de selecionar, tratar e interpretar documentos e refletir acerca das decisões e dilemas envolvidos nesse processo.

Ana Carolina Andrada

Socióloga com experiência nas áreas de educação, mercado de trabalho, políticas públicas e cultura. Atua como pesquisadora do Cebrap desde 2010 e foi pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) entre 2007 e 2017, participando do planejamento, condução e análise de pesquisas de abordagem quantitativa e qualitativa. Graduada em Ciências Sociais (USP) e Jornalismo (Faculdade Casper Líbero), é mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Atualmente é doutoranda em Sociologia na Universidade de São Paulo, desenvolvendo um projeto de pesquisa sobre o pareamento entre estudantes e vagas de ensino superior.

Análise de redes sociais utilizando SocNetV, com Rafael de Souza

Sobre o curso

O curso tem como objetivo apresentar conceitos gerais da análise de redes sociais, suas potencialidades e limitações, permitindo  que os participantes do curso sejam capazes de utilizar a metodologia em suas pesquisas e áreas de atuação. A análise de rede tem sido utilizada em várias disciplinas como ferramenta de interrogação de fenômenos complexos como a distribuição relacional de poder, cooperação, conflito, capital social e a difusão de inovações. Redes podem ser descritas como conjuntos de interações entre unidades analíticas diversas. Trata-se sobretudo do estudo das conexões (amizade, cooperação, aconselhamento,similaridade, competição, etc ) entre diversos atores sociais.  O curso fornece as ferramentas teóricas e metodológicas básicas do campo para que os interessados possam adaptar criativamente tais ferramentas em suas respectivas áreas de atuação.Voltado para pesquisadores acadêmicos e não-acadêmicos, as aulas irão introduzir aos alunos às bases teóricas, esquemas de notação, conceitos e métricas básicas utilizadas na descrição e representação de redes. Como representar redes sociais? Como é possível visualizar estruturas sociais? Serão enfatizados principalmente os aspectos operacionais da metodologia: desde a formulação dos problemas de pesquisa, coleta dos dados, passando pelo uso de ferramentas computacionais e chegando enfim à realização de medidas e visualização das redes. Essa atividade será desenvolvida com o uso do software SocNetV e outras ferramentas computacionais que auxiliarão o aluno durante o curso.

Rafael de Souza

Atualmente é pós-doutorando pelo Programa Internacional e Interdisciplinar de Pós-Doutorado (IPP) do Cebrap. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Teve passagem pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia. Pesquisador do CEBRAP desde 2015. Ministrou aulas sobre análise de redes sociais e construção de bancos de dados no Laboratório de Pesquisa Social – USP e também da Fundação Escola de Sociologia e Política.  Atua na área de sociologia política e de movimentos sociais, com ênfase na relação entre cultura e política na construção social do ativismo e nas mediações organizacionais promovidas pelas redes em que as identidades políticas se formam. Tem experiência na área de análise de redes sociais, análise de eventos e pesquisa qualitativa.

Captura de dados na Internet com R, com Thiago Meireles

Sobre o curso

O laboratório apresenta as principais ferramentas de captura de dados na Internet e análise quantitativa de texto utilizando R. Além de ser um software livre voltado para estatística computacional e análise de dados, R é uma linguagem focada na aplicação de funções que, entre outras possibilidades, permite a captura de dados de forma automatizada na internet.  A partir de informações disponíveis em portais de notícias, apresentaremos esse processo de raspagem de dados de páginas web (especialmente de tabelas e de páginas construídas em html) e construção de bases de dados com textos de Internet tratados como informações quantitativas, o que permitirá introduzir algumas das práticas de mineração de texto. Faremos um exercício empírico partindo de uma questão de pesquisa que conduzirá a experimentação, de forma a capacitar os participantes com ferramentas e procedimentos que depois poderão ser usadas para a construção de suas próprias bases de dados. Para participação no curso, espera-se conhecimento prévio da linguagem R ou uma preparação de nivelamento por meio de tutoriais indicados antes do início das aulas.

Thiago Meireles

Doutorando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Seu objeto de pesquisa são os efeitos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho e a desigualdade de renda. Outros interesses de pesquisa incluem conflitos distributivos e seus impactos sobre a desigualdade, bem como metodologias para inferência causal. Graduado em Relações internacionais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), é mestre em Ciência Política pela USP.

Condução de entrevistas e análise de dados qualitativos no NVivo, com Anna Carolina Venturini

Sobre o curso

Este curso tem como objetivo apresentar aos(às) alunos(as) os principais tópicos relacionados à condução de entrevistas em pesquisas nas ciências sociais, de modo a orientar os(as) alunos(as) na preparação de roteiros, realização das entrevistas e análise dos dados coletados.

O curso irá abordar o papel das entrevistas em diversos desenhos de pesquisa, incluindo métodos mistos, as vantagens e desvantagens do método, questões de desenho de pesquisa, obstáculos e dilemas do método, considerações éticas, como construir protocolos e roteiros de entrevistas, cálculos e estratégias de amostragem, realização de entrevistas sobre temas sensíveis e organização e análise dos dados coletados.

A segunda parte do curso busca fornecer ferramentas para potencializar a análise do material qualitativo coletado a partir de entrevistas. Trabalharemos com o método da codificação, forma de análise que ganha corpo nas Ciências Sociais em meados de 1960 e se dissemina, sobretudo, a partir da construção dos softwares de codificação.

Tendo como base essa discussão, a intenção do curso é familiarizar os alunos com o uso de um software de análise qualitativa chamado NVivo. Serão abordadas as principais funcionalidades e ferramentas do software para análise do material qualitativo. Veremos como a leitura e a interpretação de dados qualitativos podem ser aprimoradas com o uso de diferentes técnicas de codificação e cruzamento.

Anna Carolina Venturini

Pós-doutoranda vinculada ao Programa Internacional e Interdisciplinar de Pós-Doutorado (IPP) do Cebrap. Doutora em Ciência Política (2019) pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tendo realizado parte de sua pesquisa de doutoramento como pesquisadora visitante na Universidade de Harvard (EUA). Mestre em Direito do Estado (2014) e Bacharel em Direito (2010) pela Universidade de São Paulo (USP). É pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial (AFRO-Cebrap), do LAUT (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo) e do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) do IESP/UERJ. Pesquisadora com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre ações afirmativas raciais e de gênero, políticas públicas, ensino superior, mercado de trabalho e mudança institucional.

Desenho, condução e análise de grupos focais, com Alexandre Abdal

Sobre o curso

O laboratório sobre desenho, condução e análise de grupos focais tem por objetivo introduzir as estudantes ao universo dos grupos focais, capacitando-as a produzir e a conduzir os seus próprios grupos focais e a sistematizar e analisar a evidência obtida por meio deles. Grupos focais são ferramentas qualitativas e controladas de pesquisa pelo qual a pesquisadora obtém rica informação derivada da interação discursiva entre as participantes. Grupos focais são utilizados em diferentes áreas e setores de atividade: da propaganda e marketing, por exemplo, para prospectar reações de consumidoras a produtos novos, às ciências sociais, como no caso da investigação dos significados associados às diferentes práticas sociais, econômicas, religiosas, culturais etc., e passando pelas políticas públicas, descortinando, por exemplo, como beneficiárias de determinado programa utilizam o benefício recebido e como estariam sem ele. Nesse sentido, o laboratório é voltado a pesquisadoras acadêmicas e não acadêmicas, em diferentes setores de atividade e etapas da carreira, desejosas de se apropriar e construir os seus próprios grupos focais. Serão abordados os seguintes temas: (i) métodos quali e os grupos focais; (ii) a produção de um grupo focal; (iii) amostragem e seleção das participantes; (iv) roteiro e condução de grupos focais; e (v) sistematização e análise da evidência obtida.

Alexandre Abdal

É sociólogo pela FFLCH-USP, professor do curso de Administração Pública da FGV EAESP e pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap e da rede de pesquisa INCT Observatório das Metrópoles: núcleo São Paulo. Atualmente é pós-doutorando do International Posdoctoral Program (IPP) do Cebrap com a pesquisa: “A globalização na berlinda: a crise da economia-mundo europeia e a emergência de dinâmicas globais disruptivas”. Interessa-se pelas grandes áreas dos estudos do desenvolvimento e globalização e dos estudos regionais e urbanos, com reflexão e acúmulo nas temáticas (i) políticas públicas de desenvolvimento, competitividade e inovação; (ii) métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais; (iii) mercado de trabalho e educação superior; e (iv) avaliação de políticas públicas. É autor do livro “São Paulo, Desenvolvimento e Espaço: a formação da Macrometrópole Paulista”, pela editora Papagaio, e um dos editores e organizadores dos livros digitais ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco quantitativo’ e ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco qualitativo’, em parceria com o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP.

Estudos de caso em Políticas Públicas, com Alexandre Abdal

Sobre o curso

Este laboratório visa introduzir os participantes ao universo dos estudos de caso em Políticas Públicas, capacitando-os a planejar e a conduzir os seus próprios estudos de caso nas suas políticas de interesse. Estudos de caso são desenhos de pesquisa voltados para a produção de conhecimento em profundidade do caso estudado a partir da utilização das diferentes técnicas de pesquisa disponíveis, sejam elas quantitativas ou qualitativas. São indicados para situações nas quais o fenômeno de interesse não é imediatamente separável do contexto social mais geral e, por isso, constituem-se como ferramentas poderosas para a análise de políticas públicas e das ações governamentais. O laboratório abordará os seguintes temas: (i) o que são políticas públicas e a teoria dos ciclos de políticas; (ii) o que são estudos de caso e quando optar por eles; (iii) como desenhar e implementar estudos de caso; e (iv) como construir o(s) caso(s) para análise e definir as suas fronteiras.

Alexandre Abdal

É sociólogo pela FFLCH-USP e professor do curso de Administração Pública da FGV EAESP e pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap e da rede de pesquisa INCT Observatório das Metrópoles: núcleo São Paulo. Atualmente é pós-doutorando do International Posdoctoral Program (IPP) do Cebrap com a pesquisa: “A globalização na berlinda: a crise da economia-mundo europeia e a emergência de dinâmicas globais disruptivas”. Interessa-se pelas grandes áreas dos estudos do desenvolvimento e globalização e dos estudos regionais e urbanos, com reflexão e acúmulo nas temáticas (i) políticas públicas de desenvolvimento, competitividade e inovação; (ii) métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais; (iii) mercado de trabalho e educação superior; e (iv) avaliação de políticas públicas. É autor do livro “São Paulo, Desenvolvimento e Espaço: a formação da Macrometrópole Paulista”, pela editora Papagaio, e um dos editores e organizadores dos livros digitais ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco quantitativo’ e ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco qualitativo’, em parceria com o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP.

Etnografia, com Priscila Faria Vieira

Sobre o curso

A etnografia é um método de pesquisa com muitas potencialidades. O objetivo desse curso é oferecer uma introdução ao método e explorar suas possibilidades e desafios. Vamos tratar de conceitos e fundamentos básicos, além de dilemas éticos, técnicas de observação, registro e sistematização de dados. Discutiremos também algumas especificidades de diferentes tipos de etnografia, com destaque para uma modalidade que vem ganhando cada vez mais espaço e relevância: etnografia da e na internet. O curso propõe atividades práticas que proporcionarão oportunidade para observação, elaboração de caderno de campo e sistematização de dados, bem como a reflexão sobre as potencialidades e limitações do fazer etnográfico.

Priscila Vieira

Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Pesquisadora e coordenadora de projetos do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap,  também presta consultorias em pesquisa  qualitativa para institutos privados e organizações do terceiro setor. Tem mais de quinze anos de experiência em coordenação, condução e análise de estudos qualitativos – acadêmicos e de mercado-, com destaque para pesquisas etnográficas. Trajetória de estudos sobre políticas públicas, mercado, desigualdades, trabalho, assistência social, pobreza, educação, gênero e envelhecimento. Para o desenvolvimento de seu mestrado e doutorado, usou a etnografia como método privilegiado. É autora do livro “A experiência da procura de trabalho: vivências, significados e interações” (2012), baseado em uma etnografia de situações de procura de trabalho.

Introdução à análise de regressão para ciências sociais, com Murillo Marschner

Sobre o curso

Este curso tem por objetivo introduzir pesquisadores e pesquisadoras na utilização de modelos de análise de regressão à investigação de fenômenos sociais. Serão abordadas técnicas para análise de dados contínuos (regressão linear) e categóricos (regressão logística), com a exposição de suas propriedades, procedimentos de implementação e a realização de exercícios práticos a partir de bases de dados disponíveis gratuitamente online.

Murillo Marschner

Murillo Marschner é mestre (UFMG) e doutor (USP) em sociologia. Atualmente professor do Departamento de Sociologia da USP (2019-) e ex-professor do Departamento de Educação da Puc-Rio (2015-2019). Pesquisador associado ao Cebrap desde 2007, tem experiência de pesquisa nas áreas de educação, trabalho, desigualdades sociais e políticas públicas.

Introdução ao R, com Beatriz Milz

Sobre o curso

A linguagem de programação R é utilizada para organização, análise e apresentação de dados.  O curso apresentará a linguagem R e o ambiente de desenvolvimento (IDE) RStudio. Serão apresentados conceitos usando R base, e então falaremos em como fazer algumas tarefas usando o pacote tidyverse, como: importar uma tabela para o R, exportar uma tabela para o computador, selecionar colunas, filtrar linhas, ordenar uma base de dados, transformar variáveis, obter sumarização por grupos, obter estatísticas descritivas, gerar gráficos simples, entre outros. O curso tem como público alvo pessoas que tenham interesse em utilizar R para análise de dados. Todas as ferramentas utilizadas são gratuitas.

Beatriz Milz

Beatriz Milz é doutoranda em Ciência Ambiental (PROCAM/IEE/USP) na Universidade de São Paulo. Co-organizadora da R-Ladies São Paulo, uma comunidade que tem como objetivo promover a diversidade de gênero na comunidade da linguagem R. Instrutora de tidyverse certificada pela RStudio.

Introdução e ferramentas para análises quantitativas utilizando SPSS, com Victor Callil e Daniela Costanzo

Sobre o curso

O curso apresenta uma introdução à utilização de dados quantitativos nas Ciências Sociais, refletindo sobre sua aplicabilidade e limites.O objetivo do curso é tornar o aluno apto a trabalhar com bancos de dados, apresentando desde a estrutura do banco de dados até a análise dos dados com o software SPSS. Começamos esse trabalho a partir da apresentação da estrutura de um banco de dados, abordando os tipos de variáveis existentes e as formas de buscar, baixar e abrir um banco de dados da internet. Em seguida, abordaremos as estatísticas descritivas, construção de tabelas e de gráficos. Parte-se então para o cruzamento e criação de variáveis. Ensinaremos ainda a fazer séries históricas, manipular diversos bancos de dados e automatizar alguns processos através da produção de algumas sintaxes. Por fim, discutiremos agrupamentos, correlações e regressões de forma introdutória. Não é preciso ter qualquer conhecimento prévio para fazer este curso, que pretende introduzir os iniciantes na análise de dados quantitativos. Serão utilizadas aulas expositivas e exercícios práticos.

Daniela Costanzo

Doutoranda em Ciência Política pela USP com experiência nas áreas de política urbana, economia e política e desenvolvimento econômico e urbano. É pesquisadora do Cebrap desde 2015, passou por cursos de metodologia no CEM, Cebrap, IPSA-USP e UNESCO. Trabalha com dados quantitativos e qualitativos e Sistemas de Informação Geográfica. É bacharela em Ciências Sociais pela USP e mestra em Ciência Política pela mesma instituição. Fez iniciação científica no Centro de Política e Economia do Setor Público da FGV-SP (CEPESP), foi estagiária do Metrô de São Paulo e atuou como professora do Ensino Médio.

Victor Callil

Mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduado em pesquisa de marketing, mídia e opinião pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP-SP). Possui graduação em Turismo pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2009 onde participa de pesquisas sobre mobilidade urbana e políticas públicas. Trabalha com o tema da mobilidade urbana desde 2011. Participou da elaboração das Ciclorrotas (2011 e 2012) e do mapeamento do Bike Sampa (2012). Compõe a equipe responsável pela elaboração de indicadores e análise de acompanhamento de sistemas de bicicleta compartilhada em 6 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife (2012 – 2017). Realizou pesquisas quantitativas e qualitativas com ciclistas (2012 – 2015) e com gestores públicos (2016). Desenvolve trabalhos técnicos de contagem (2014, 2014, 2017), além de trabalhos acadêmicos na área (2017/18/19/20). Trabalha com manipulação, análise e georreferenciamento de dados em programas estatísticos e GIS.

Laboratório de desenho de pesquisa, com Núcleo de Desenvolvimento

Sobre o curso

O objetivo desse laboratório é oferecer aos participantes ferramentas necessárias para desenhar, planejar e acompanhar projetos de pesquisa. Com uma equipe de professores especialistas tanto em pesquisas quantitativas como qualitativas, o laboratório combina exposições metodológicas e atividades práticas focadas nas demandas específicas dos participantes. São bem-vindos participantes em estágio de formulação de pesquisas acadêmicas individuais (para mestrado ou doutorado, por exemplo) ou representantes de organizações/coletivos interessados em construir análises a partir de dados empíricos. A proposta é, de acordo com os interesses de cada participante, auxiliar a identificar e recortar os objetos de pesquisa, constituir perguntas, escolher os métodos e técnicas necessárias para respondê-las e, eventualmente, sugerir outros estudos no campo das ciências sociais que podem ter interlocução com os temas em questão.

Núcleo de Desenvolvimento

O Núcleo de Desenvolvimento agrega pesquisadores interessados em investigar processos de desenvolvimento, seus desdobramentos em desigualdades e políticas públicas relacionadas. Nos últimos anos, têm desenvolvido pesquisas e projetos que tangenciam as áreas específicas da economia/inovação, mercado de trabalho, mobilidade, educação e cultura. Seus pesquisadores têm formações multidisciplinares e vasta experiência no processo de constituição de pesquisas qualitativas e quantitativas desde a coleta até a análise de dados.

Pesquisa de Origem e Destino, com Victor Callil e Daniela Costanzo

Sobre o curso

A Pesquisa Origem e Destino de São Paulo de 1967 foi a primeira pesquisa realizada nesses moldes no Brasil. Ela tem como objetivo mapear e quantificar todas as viagens realizadas pelos habitantes da cidade de São Paulo e seu entorno para subsidiar o planejamento do transporte de massas na região metropolitana.

Ao longo dos anos, este tipo de pesquisa passou a ser feito em outras cidades e regiões do país, mas apenas em São Paulo, aplicada pela Companhia do Metropolitano, ela se manteve sistemática, sendo realizada a cada dez anos desde 1967.

Além de dados sobre mobilidade urbana, a pesquisa pode subsidiar diversos estudos em outros temas, visto que é uma pesquisa domiciliar que coleta características sócio-econômica dos habitantes da região metropolitana.

Em um primeiro momento, o curso apresenta a pesquisa e como ela é feita, discutindo metodologia de coleta de dados, desenho das zonas de coleta, questionário e outras questões metodológicas relativas à pesquisa. Em segundo lugar, vamos aprender a operacionalizar o banco de dados da pesquisa, explorando peso, fator de expansão de viagens, famílias e pessoas, como fazer algumas perguntas ao banco de dados e obter as respostas adequadas e o que pode ser analisado com essa pesquisa. Para isso, utilizaremos o software SPSS e é necessário que as pessoas inscritas no curso tenham conhecimentos básicos sobre sua utilização (comandos como frequência, médias, tabelas de referência cruzada, correlações, etc.). Por fim, abordaremos as informações georreferenciadas da pesquisa, utilizando o software QGis 3.16 para fazer análises espaciais básicas com o banco de dados.

Apesar da pesquisa OD ser realizada na Região Metropolitana de São Paulo, as habilidades desenvolvidas durante o curso podem ser usadas para analisar outras pesquisas de mobilidade no Brasil e no mundo, pois todas tendem a seguir o mesmo modelo.

Daniela Costanzo

Doutoranda em Ciência Política pela USP com experiência nas áreas de política urbana, economia e política e desenvolvimento econômico e urbano. É pesquisadora do Cebrap desde 2015, passou por cursos de metodologia no CEM, Cebrap, IPSA-USP e UNESCO. Trabalha com dados quantitativos e qualitativos e Sistemas de Informação Geográfica. É bacharela em Ciências Sociais pela USP e mestra em Ciência Política pela mesma instituição. Fez iniciação científica no Centro de Política e Economia do Setor Público da FGV-SP (CEPESP), foi estagiária do Metrô de São Paulo e atuou como professora do Ensino Médio.

Victor Callil

Mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduado em pesquisa de marketing, mídia e opinião pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP-SP). Possui graduação em Turismo pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2009 onde participa de pesquisas sobre mobilidade urbana e políticas públicas. Trabalha com o tema da mobilidade urbana desde 2011. Participou da elaboração das Ciclorrotas (2011 e 2012) e do mapeamento do Bike Sampa (2012). Compõe a equipe responsável pela elaboração de indicadores e análise de acompanhamento de sistemas de bicicleta compartilhada em 6 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife (2012 – 2017). Realizou pesquisas quantitativas e qualitativas com ciclistas (2012 – 2015) e com gestores públicos (2016). Desenvolve trabalhos técnicos de contagem (2014, 2014, 2017), além de trabalhos acadêmicos na área (2017/18/19/20). Trabalha com manipulação, análise e georreferenciamento de dados em programas estatísticos e GIS.