Coordenação: Monise F. Picanço
Equipe: Gabriela Trindade
Contato: cebrap.lab@cebrap.org.br

Desde 2018, o cebrap.lab, programa de formação aplicada em métodos, técnicas e ferramentas de pesquisa social, vem sendo um braço fundamental na política de difusão de conhecimento do Cebrap. Os cursos são pensados no formato de laboratórios, priorizando uma abordagem prática e processual das ferramentas em questão. Mesmo acontecendo no ambiente online (desde 2020), o programa mantém o diferencial da abordagem “mão na massa”, com foco em questões de pesquisa reais e com abertura para discussões sobre as necessidades específicas dos participantes e seus objetos de pesquisa. Orientados por pesquisadores que utilizam essas ferramentas e métodos empiricamente, os laboratórios buscam relacionar problemas de pesquisa, abordagens teóricas e estratégias de coleta e/ou análise de dados, contemplando ferramentas quantitativas, qualitativas ou mistas.

     Como funciona

Políticas de compra:

  • Todos os descontos são válidos para compras de até 5x sem juros.
  • Importante: temos uma política de reembolso de 50% do valor para os alunos que desistem em até uma semana antes do início do curso.

Política progressiva de descontos (válida para cursos adquiridos numa mesma compra):

  • Matrícula em 2 a 4 cursos: 10% de desconto, com o cupom 10LAB
  • Matrícula em 5 ou 6 cursos: 20% de desconto, com o cupom 20LAB
  • Matrícula em 7 ou mais cursos: 25% de desconto, com cupom 25LAB

Desconto para minorias: O Cebrap oferece desconto de 10% para pessoas trans, negras e indígenas, e/ou em condições de vulnerabilidade social. Se for seu caso, por favor, preencha este formulário.

 

Conheça nossas Trilhas

Trilha Quali

Abordagens e métodos qualitativos: Uma introdução

1 a 5 de abril

Jaciane Milanezi e Monise Picanço
Entrevistas em profundidade 22 a 26 de abril Jaciane Milanezi
Etnografia 10 a 14 de junho Priscila Vieira

Análise de dados qualitativos utilizando Atlas.ti

Vagas esgotadas. Caso tenha interesse em participar, basta preencher a lista de espera aqui

17 a 21 de junho Monise Picanço
Desenho, condução e análise de grupos focais 15 a 19 de julho Alexandre Abdal
Análise Documental 12 a 16 de agosto Beatriz Sanchez
Mapeamentos socioculturais 9 a 13 de setembro Ana Paula do Val
Dados qualitativos: Estratégias e metodologias de análise 7 a 11 de outubro Monise Picanço
Análise de dados qualitativos utilizando Nvivo 4 a 8 de novembro Anna Carolina Venturini
Estudos de caso em Políticas Públicas 2 a 6 de dezembro Alexandre Abdal

Conheça mais sobre os cursos

Abordagens e métodos qualitativos: Uma introdução, com Jaciane Milanezi e Monise Fernandes Picanço

Este curso apresenta uma introdução às abordagens qualitativas de pesquisas sociais, e é recomendado para pessoas que pretendem cursar outros laboratórios da trilha qualitativa do cebrap.lab e não tenham experiência prévia nessas abordagens. Aqui, abordaremos os principais diferenciais das abordagens qualitativas, seus pontos fortes e suas limitações, bem como algumas perspectivas teóricas que fazem uso dessas abordagens nas ciências sociais. Serão abordados, de forma introdutória, métodos como observações, entrevistas e grupos focais. Espera-se que, ao final do curso, os participantes tenham um panorama das abordagens qualitativas e saibam escolher quais os métodos mais adequados para responder aos seus problemas específicos de pesquisa. 

Entrevistas em profundidade, com Jaciane Milanezi

Entrevistar é uma das técnicas utilizadas por pesquisadores para coletar dados. Contudo, a entrevista é uma interação social verbal, assimétrica e atravessada por silêncios também. O curso objetiva introduzir a audiência ao uso da entrevista em estudos qualitativos a partir das ciências sociais. Primeiro, abordaremos a elaboração de tipos de entrevistas por perguntas teoricamente orientadas. Em seguida, focaremos nas principais fases da entrevista, como o encontro com os entrevistados, testagem do roteiro, condução da interação, sistematização e análise. Por fim, discutiremos alguns desafios rotineiros, tais como posições sociais dos interlocutores, comportamentos inesperados de ambos e temas sensíveis.

Etnografia, com Priscila Vieira

A etnografia é um método de pesquisa com muitas potencialidades. O objetivo desse curso é oferecer uma introdução ao método e explorar suas possibilidades e desafios. Vamos tratar de conceitos e fundamentos básicos, além de dilemas éticos, técnicas de observação, registro e sistematização de dados. Discutiremos também algumas especificidades de diferentes tipos de etnografia, com destaque para uma modalidade que vem ganhando cada vez mais espaço e relevância: etnografia da e na internet. O curso propõe atividades práticas que proporcionarão oportunidade para observação, elaboração de caderno de campo e sistematização de dados, bem como a reflexão sobre as potencialidades e limitações do fazer etnográfico.

Análise de dados qualitativos utilizando Atlas.ti, com Monise Fernandes Picanço

A proposta do curso é fornecer ferramentas para potencializar a análise do material qualitativo coletado a partir de entrevistas, observação e anotações e/ou materiais documentais. Trabalharemos com o método da codificação, forma de análise que ganha corpo nas Ciências Sociais em meados de 1960 e se dissemina, sobretudo, a partir da construção dos softwares de codificação. Apresentamos duas perspectivas analíticas que utilizam codificação: a Grounded Theory, que propõe uma investigação dos dados qualitativos realizada de maneira exploratória, descritiva e indutiva; e a Análise de Conteúdo, que concebe a análise dos dados qualitativos de maneira dedutiva, considerando que mesmo com um “Small N” é possível prover explicações de cunho causal. Tendo como base essa discussão, a intenção do curso é familiarizar os alunos com o uso de um software de análise qualitativa Atlas.ti. Os alunos são apresentados ao software e vemos como a leitura e a interpretação dos dados qualitativos podem ser aprimoradas com o uso de diferentes técnicas de codificação, fragmentação e cruzamento. Além disso, exploramos como produzir indicadores quantitativos simples sobre o texto para a identificação de regularidades e diferenças.

Desenho, condução e análise de grupos focais, com Alexandre Abdal

O laboratório sobre desenho, condução e análise de grupos focais tem por objetivo introduzir as estudantes ao universo dos grupos focais, capacitando-as a produzir e a conduzir os seus próprios grupos focais e a sistematizar e analisar a evidência obtida por meio deles. Grupos focais são ferramentas qualitativas e controladas de pesquisa pelo qual a pesquisadora obtém rica informação derivada da interação discursiva entre as participantes. Grupos focais são utilizados em diferentes áreas e setores de atividade: da propaganda e marketing, por exemplo, para prospectar reações de consumidoras a produtos novos, às ciências sociais, como no caso da investigação dos significados associados às diferentes práticas sociais, econômicas, religiosas, culturais etc., e passando pelas políticas públicas, descortinando, por exemplo, como beneficiárias de determinado programa utilizam o benefício recebido e como estariam sem ele. Nesse sentido, o laboratório é voltado a pesquisadoras acadêmicas e não acadêmicas, em diferentes setores de atividade e etapas da carreira, desejosas de se apropriar e construir os seus próprios grupos focais. Serão abordados os seguintes temas: (i) métodos quali e os grupos focais; (ii) a produção de um grupo focal; (iii) amostragem e seleção das participantes; (iv) roteiro e condução de grupos focais; e (v) sistematização e análise da evidência obtida.

Análise Documental, com Beatriz Sanchez

Este laboratório tem como objetivo introduzir as/os/es participantes ao método da análise documental. Ao longo do curso, de caráter qualitativo, analisaremos as possibilidades de coleta e análise de diversas fontes documentais no âmbito das Ciências Sociais, sejam documentos legislativos, arquivos históricos, notícias de jornal, panfletos de movimentos sociais, fotografias, etc. A ideia é que, ao final do laboratório, as/os/es alunas/os/es sejam capazes de (i) conceitualizar o que é a análise documental, (ii) operacionalizá-la e (iii) identificar os principais desafios para a sua realização. Estimularemos a participação das/os/es estudantes durante as oficinas, que poderão exercitar a aplicação do método da análise documental tendo como ponto de partida suas próprias pesquisas.

Mapeamentos socioculturais, com Ana Paula do Val

Podemos compreender os mapeamentos socioculturais como um conjunto interdisciplinar de epistemologias, métodos e instrumentais de pesquisa, que têm por objetivo gerar um conjunto de informações (quantitativas e/ou qualitativas) georreferenciadas, levantadas, organizadas e analisadas sobre práticas de interesse, envolvendo diversos agentes (pessoas, grupos e instituições) e conhecimentos, a partir do território-espaço-memória local. O curso busca desenvolver uma compreensão crítica acerca dos territórios (físicos e virtuais) e seus contextos socioculturais. Além de estimular processos reflexivos sobre memória, pertencimento e reconhecimento da pluralidade de narrativas e culturas presentes em um mesmo território, desenvolve habilidades de mapeamento da realidade sociocultural local, por meio de exercícios práticos para identificação, registro e promoção.

Dados qualitativos: Estratégias e metodologias de análise, com Monise Fernandes Picanço

A análise de dados qualitativos é uma etapa importante da pesquisa empírica, que implica em decisões, métodos e estratégias de sistematização, e um conhecimento robusto de possibilidades de abordagem e entradas analíticas. Este curso busca apresentar caminhos e possibilidades metodológicas para o trabalho de sistematização de diferentes dados coletados. Como se desenvolvem categorias de análise? O que é preciso fazer para se identificar e sistematizar os achados empíricos? Quais são os instrumentos e softwares disponíveis que podem me ajudar a analisar? Abordaremos ainda três metodologias de análise que podem ser aplicadas na análise qualitativa: análise de discurso, análise de conteúdo e grounded theory (teoria fundamentada). Serão apresentadas suas principais características, diferenças, pontos fortes e limitações, bem como exemplos práticos de como utilizar essas metodologias. Espera-se que, ao final do curso, os participantes tenham um panorama de perspectivas de análise qualitativa e saibam escolher quais são as metodologias e instrumentos mais adequados para responder aos seus problemas específicos de pesquisa

Análise de dados qualitativos utilizando Nvivo, com Anna Carolina Venturini

Este curso oferece uma introdução a um dos principais softwares de análise qualitativa: o NVivo. Serão abordadas as principais funcionalidades e ferramentas do software para análise do material qualitativo. Veremos como a leitura e a interpretação de dados qualitativos podem ser aprimoradas com o uso de diferentes técnicas de codificação e cruzamento. As aulas serão acompanhadas de atividades práticas envolvendo diferentes tipos de dados (entrevistas, documentos, imagens, etc.). Ao fim do curso, é esperado que os(as) alunos(as) estejam prontos(as) para utilizar o NVivo para realizar pesquisas qualitativas.

Estudos de caso em Políticas Públicas, com Alexandre Abdal

Este laboratório visa introduzir os participantes ao universo dos estudos de caso em Políticas Públicas, capacitando-os a planejar e a conduzir os seus próprios estudos de caso nas suas políticas de interesse. Estudos de caso são desenhos de pesquisa voltados para a produção de conhecimento em profundidade do caso estudado a partir da utilização das diferentes técnicas de pesquisa disponíveis, sejam elas quantitativas ou qualitativas. São indicados para situações nas quais o fenômeno de interesse não é imediatamente separável do contexto social mais geral e, por isso, constituem-se como ferramentas poderosas para a análise de políticas públicas e das ações governamentais. O laboratório abordará os seguintes temas: (i) o que são políticas públicas e a teoria dos ciclos de políticas; (ii) o que são estudos de caso e quando optar por eles; (iii) como desenhar e implementar estudos de caso; e (iv) como construir o(s) caso(s) para análise e definir as suas fronteiras.

Conheça mais sobre os professores

Alexandre Abdal
É sociólogo pela FFLCH-USP, professor do curso de Administração Pública da FGV EAESP e pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap e da rede de pesquisa INCT Observatório das Metrópoles: núcleo São Paulo. Atualmente é pós-doutorando do International Posdoctoral Program (IPP) do Cebrap com a pesquisa: “A globalização na berlinda: a crise da economia-mundo europeia e a emergência de dinâmicas globais disruptivas”. Interessa-se pelas grandes áreas dos estudos do desenvolvimento e globalização e dos estudos regionais e urbanos, com reflexão e acúmulo nas temáticas (i) políticas públicas de desenvolvimento, competitividade e inovação; (ii) métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais; (iii) mercado de trabalho e educação superior; e (iv) avaliação de políticas públicas. É autor do livro “São Paulo, Desenvolvimento e Espaço: a formação da Macrometrópole Paulista”, pela editora Papagaio, e um dos editores e organizadores dos livros digitais ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco quantitativo’ e ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco qualitativo’, em parceria com o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP.

Ana Paula do Val
Doutoranda em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC (UFABC). Mestra em Estudos Culturais pela Universidade de São Paulo (EACH-USP); Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) em Artes Plásticas pela Schule Belletristik, Alemanha. Atua há mais de 20 anos no campo cultural e no planejamento regional com projetos, pesquisas e formação envolvendo mapeamentos (socioculturais, ambientais, turísticos e etc), elaboração de políticas públicas de cultura, gestão, produção cultural, mediação sociocultural e formação de redes. Destas experiências vale destacar o Mapeamento Cultural, artístico, Ambiental e Turístico da Baixada Santista e Vale do Ribeira no estado de SP (SESC-SP/2016-2020). Entre 2018 e 2019, no Cebrap coordenou o trabalho de campo e metodologia do mapeamento no projeto Fortalecendo Redes Culturais (Strengthening local cultural chains and networks in four Brazilian mid sized cultural poles), financiado por meio do edital do International Fund for Cultural Diversity (IFCD) da Unesco. Desde 2008 vem contribuindo com diversos municípios e estados, no assessoramento à elaboração de mapeamentos culturais, implantação de sistemas municipais de culturas e demais políticas públicas para a formação de gestores públicos municipais e sociedade civil para lidar com a gestão e elaboração de ações e políticas territoriais. Integra o Grupo de Trabalho de Sistematização de Práticas de Cultura de Base Comunitária na América Latina, do Programa IberculturaViva. É pesquisadora do MALOCA – Grupo de Pesquisas Multidisciplinares em Arquitetura e Urbanismos do SUL (UNILA-PR) e do Observatório da Diversidade Cultural – ODC (UEMG-UFBA), onde também atua como editora de arte e conteúdo da revista Boletim do Observatório da Diversidade Cultural.

Anna Carolina Venturini
Pós-doutoranda vinculada ao departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). Coordena o Observatório de Ações Afirmativas na Pós-graduação (obaap). É pesquisadora do Afro – Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial no CEBRAP. Fez graduação e mestrado em direito na USP e doutorado em ciência política no IESP-UERJ. Realizou pós-doutorado no IPP-CEBRAP. Já foi pesquisadora visitante na Universidade de Harvard e na Sciences Po.

Beatriz Sanchez
É professora substituta do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e pós-doutoranda vinculada ao Programa Internacional de Pós-Doutorado (IPP) do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) com pesquisa sobre a institucionalização dos movimentos feministas no poder Legislativo a partir dos estudos de caso sobre a legalização do aborto na Argentina e no Brasil. Doutora e mestra em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), é formada em Relações Internacionais pela mesma Universidade. É pesquisadora do Núcleo Democracia e Ação Coletiva (NDAC) do CEBRAP e da Rede de Pesquisas em Feminismos e Política.

Jaciane Milanezi
Socióloga pela UFRJ, pós-doutoranda no Cebrap, pesquisadora do Afro/Cebrap, pesquisadora visitante no The Graduate Institute, em Genebra/Suíça, e bolsista FAPESP. Suas pesquisas se utilizam da entrevista em profundidade e etnografia para analisar a relação entre raça, gênero, migração internacional e desigualdades em saúde, em específico, as repercussões dessa interface na experiência de mulheres negras no acesso aos cuidados reprodutivos no contexto brasileiro.

Monise Fernandes Picanço
Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Coordenadora do cebrap.lab, é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2010 com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre educação, inovação, mercado de trabalho, mobilidade, sociologia dos mercados e políticas públicas. Coordena hoje pesquisas sobre Inovação no setor público no Cebrap em parceria com a prefeitura de São Paulo, além de atuar como orientadora nas iniciativas do Desafio Cebrap desde 2018. É também professora de Metodologia com foco em análise qualitativa, com passagem pelo cebrap.lab, Unicamp [IFCH e FE] Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa da UFMG [MQ-UFMG] e Metodológicas CEM [USP]. Foi professora visitante na Unicamp e pesquisadora associada ao Centro de Estudos da Metrópole entre 2010 e 2017.

Priscila Vieira
Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Pesquisadora e coordenadora de projetos do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap, também presta consultorias em pesquisa qualitativa para institutos privados e organizações do terceiro setor. Tem mais de quinze anos de experiência em coordenação, condução e análise de estudos qualitativos – acadêmicos e de mercado-, com destaque para pesquisas etnográficas. Trajetória de estudos sobre políticas públicas, mercado, desigualdades, trabalho, assistência social, pobreza, educação, gênero e envelhecimento. Para o desenvolvimento de seu mestrado e doutorado, usou a etnografia como método privilegiado. É autora do livro “A experiência da procura de trabalho: vivências, significados e interações” (2012), baseado em uma etnografia de situações de procura de trabalho.

Trilha Quanti

Introdução à análise de dados quantitativos: ferramentas, procedimentos e aplicações

8 a 12 de abril

Victor Callil 
Design de questionários e formulários online: fundamentos, construção e utilização 6 a 10 de maio Victor Callil e Monise Picanço
Amostragem em Survey 20 a 24 de maio Dorival Mata-Machado
PNAD Contínua 24 a 28 de junho Thiago Almeida
Introdução à linguagem de programação R 19 a 23 de agosto Beatriz Milz
Visualização de dados no R 23 a 27 de setembro Beatriz Milz
Raspagem de dados com R 21 a 25 de outubro Beatriz Milz
Análise quantitativa de texto com R 25 a 29 de novembro Beatriz Milz

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Introdução à análise de dados quantitativos: ferramentas, procedimentos e aplicações, com Victor Callil

O curso apresenta uma introdução à utilização de dados quantitativos nas Ciências Sociais, refletindo sobre sua aplicabilidade e limites. O objetivo do curso é tornar o aluno apto a trabalhar com bancos de dados, apresentando desde a estrutura do banco de dados até a análise dos dados, para a qual utilizaremos o software SPSS. Começamos esse trabalho a partir da apresentação da estrutura de um banco de dados, abordando os tipos de variáveis existentes e as formas de buscar, baixar e abrir um banco de dados da internet, bem como verificar sua confiabilidade. Em seguida, abordaremos as estatísticas descritivas, a construção de tabelas e de gráficos. Parte-se então para o cruzamento e criação de variáveis. Ensinaremos ainda a fazer séries históricas, manipular diversos bancos de dados e automatizar alguns processos através da produção de sintaxes. Por fim, discutiremos agrupamentos, correlações e regressões de forma introdutória. Não é preciso ter qualquer conhecimento prévio para fazer este curso, que pretende introduzir os iniciantes na análise de dados quantitativos. Serão utilizadas aulas expositivas e exercícios práticos.

Design de questionários e formulários online: fundamentos, construção e utilização, com Victor Callil e Monise Picanço

Este laboratório oferece ferramentas para desenvolver questionários e formulários para coleta de dados quantitativos em pesquisas online. Quando bem utilizadas, as ferramentas gratuitas disponíveis para construção de formulários e questionários podem trazer informações preciosas, seja por meio de cadastramentos, enquetes, mapeamentos, levantamentos ou surveys online, não apenas em pesquisas acadêmicas como também em projetos diversos.
O curso está divido em duas partes: em um primeiro momento, abordaremos tópicos mais centrais das discussões sobre surveys, como amostragem e viés, e seu impacto na construção de questionários online. Em seguida, utilizando como exercício empírico uma questão de pesquisa comum proposta aos participantes, trabalharemos as diferentes etapas no caminho da construção de informações: (1) a construção de um problema de pesquisa que possa ser abordado de maneira quantitativa; e, (2) princípios básicos da formulação, construção e utilização de questionários online com perguntas apropriadas à análise quantitativa.

Conforme proposta do cebrap.lab, serão utilizadas exposições, vídeos, textos de aprofundamento e exercícios práticos, com priorização no uso de plataformas gratuitas (Google Forms).

Amostragem em surveys, com Dorival Mata-Machado

Este laboratório procura oferecer ferramentas para que os participantes possam, a partir da identificação de um problema de estudo e da população alvo, desenhar uma amostra estatisticamente representativa, com tamanho adequado para análise e, caso necessário, aplicar uma ponderação e outros ajustes para minimizar o viés de amostragem. Por meio de exercícios empíricos, realizados considerando surveys pessoais, telefônicos e online, o laboratório abordará as seguintes etapas do desenho amostral: (1) definição do tamanho da amostra – com população conhecida ou desconhecida; (2) seleção de variáveis – auto-representativas / representativas e de classificação; (3) métodos de sorteio – aleatório simples, sistemático e estratificado; (4) avaliação e ponderação; (5) inferência estatística em amostragem probabilística e amostragem por quotas (abordagem introdutória, dado que o foco do laboratório está no desenho da amostra). Serão utilizadas exposições, vídeos, textos de aprofundamento e exercícios práticos.

PNAD Contínua, com Thiago Cordeiro Almeida

Este curso é voltado para pessoas que gostariam de trabalhar com a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE) e não estão habituadas a manipular bancos d dados complexos como este. Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre questões metodológicas da base, bem como sobre suas nuances, limites e possibilidades de uso. O curso ensinará a selecionar aquilo que se deseja na base disponibilizada pelo IBGE, levar para um software de manipulação de dados e trabalhar algumas estatísticas básicas (frequências, tabelas cruzadas, médias, medianas, etc.). Espera-se que, ao final do curso, o participante se sinta mais familiarizado com a base de dados, bem como outras bases com estruturas semelhantes (também sob responsabilidade do IBGE). Para participar do curso é necessário ter noções básicas de Excel, R e ter instalado em sua máquina o RStudio. O curso utilizará os dois softwares para trabalhar os dados.

Introdução à linguagem de programação R, com Beatriz Milz

A linguagem de programação R é utilizada para organização, análise e apresentação de dados. O curso apresentará a linguagem R e o ambiente de desenvolvimento (IDE) RStudio. Serão apresentados conceitos usando R base, e então falaremos em como fazer algumas tarefas usando o pacote tidyverse, como: importar uma tabela para o R, exportar uma tabela para o computador, selecionar colunas, filtrar linhas, ordenar uma base de dados, transformar variáveis, obter sumarização por grupos, obter estatísticas descritivas, entre outros. O curso tem como público alvo pessoas que tenham interesse em utilizar R para análise de dados. Todas as ferramentas utilizadas são gratuitas.

Visualização de dados no R, com Beatriz Milz

O curso “Visualização de dados” abordará o uso da linguagem de programação R para a geração de gráficos, bem como a criação de mapas simples. Serão apresentados alguns conceitos como: quais são as diferenças entre visualizações exploratórias e explicativas, boas práticas ao criar visualizações de dados, como criar gráficos simples (como gráficos de dispersão/pontos, gráfico de barras, gráfico de linhas, histograma, boxplots), como personalizar os gráficos, exportar os gráficos em formatos adequados para publicações acadêmicas, e como criar mapas simples usando a teoria de gráficos em R.

Todas as ferramentas utilizadas são gratuitas: utilizaremos a linguagem de programação R, e o RStudio, e os pacotes ggplot2, sf, e geobr. O curso tem como público alvo pessoas que tenham interesse em aprender a criar visualizações de dados utilizando R, e que tenham familiaridade fazendo as seguintes tarefas em R: importar bases de dados, filtrar linhas, selecionar colunas, agrupar a base, criar sumarizações, criar novas colunas (pacotes readr e dplyr do tidyverse).

Raspagem de dados com R, com Beatriz Milz

O curso “Raspagem de dados com R” abordará uma introdução ao uso da linguagem de programação R para obter dados da internet através de uma técnica chamada raspagem de dados (web scraping). O curso abordará conceitos relevantes, como: o que é raspagem de dados?; política de uso; tipos de problemas de raspagem (APIs (disponíveis e “escondidas”), raspagem de HTML (estático e dinâmico), etc), entre outros. O curso apresentará exemplos de raspagem de dados em todas as aulas, raspando sites que são interessantes no contexto brasileiro!

Todas as ferramentas utilizadas são gratuitas: utilizaremos a linguagem de programação R, o RStudio, e os pacotes tidyverse, httr, rvest, xml2, purrr, entre outros. O curso tem como público alvo pessoas que tenham interesse em obter dados através da técnica de raspagem de dados na internet utilizando R, e que tenham familiaridade fazendo as seguintes tarefas em R: importar bases de dados, filtrar linhas, selecionar colunas, agrupar a base, criar sumarizações, criar novas colunas (pacotes readr e dplyr do tidyverse).

Análise quantitativa de texto com R, com Beatriz Milz

O curso “Análise Quantitativa de Textos com R” abordará conceitos como: o que é análise quantitativa de textos; como estruturar textos capturados de pdfs, html simples e word em uma base de dados; como realizar o pré-processamento destes dados (por exemplo: remoção de caracteres que não são relevantes para a análise, remoção de “stop words”, utilização de expressões regulares para identificar palavras relevantes, entre outros); como realizar contagens de palavras ou n-grams mais frequentes; como visualizar estas contagens (como uma nuvem de palavras ou gráficos de barras); e por fim será abordado de forma introdutória a modelagem de tópicos, um método não supervisionado para criar grupos de documentos (similar ao cluster utilizado com dados numéricos). Serão apresentados também alguns exemplos destes tipos de análises.

Todas as ferramentas utilizadas são gratuitas: utilizaremos a linguagem de programação R, o RStudio, e os pacotes stringr, ggplot2, dplyr, tidytext, entre outros. O curso tem como público-alvo pessoas que tenham interesse em analisar textos com métodos quantitativos utilizando R, e que tenham familiaridade fazendo as seguintes tarefas em R: importar bases de dados, filtrar linhas, selecionar colunas, agrupar a base, criar sumarizações, criar novas colunas, criar gráficos simples com ggplot2 (pacotes readr, dplyr e ggplot2 do tidyverse).

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Beatriz Sanchez
É professora substituta do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e pós-doutoranda vinculada ao Programa Internacional de Pós-Doutorado (IPP) do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) com pesquisa sobre a institucionalização dos movimentos feministas no poder Legislativo a partir dos estudos de caso sobre a legalização do aborto na Argentina e no Brasil. Doutora e mestra em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), é formada em Relações Internacionais pela mesma Universidade. É pesquisadora do Núcleo Democracia e Ação Coletiva (NDAC) do CEBRAP e da Rede de Pesquisas em Feminismos e Política.

Dorival Mata-Machado
Pesquisador com mais de 25 anos de experiência em survey de opinião e marketing. Bacharel em economia, professor de estatística, experto em demografia, analista e consultor com background tanto em pesquisa acadêmica como em pesquisa de opinião pública e mercado. Pesquisador com foco no desenho de questionários, coleta de dados e análise de surveys, foi Sócio-Diretor do Data Popular, Managing Director da Ipsos Public Affairs, Diretor Executivo da APPC – Consultoria Eleitoral, empresas na qual se especializou no estudo de tendências sociais e econômicas, avaliação de políticas públicas, e outros estudos de temas relevantes junto à sociedade, além de diagnóstico, análise e planejamento estratégico de pesquisa e comunicação em campanhas eleitorais.

Monise Fernandes Picanço
Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Coordenadora do cebrap.lab, é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2010 com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre educação, inovação, mercado de trabalho, mobilidade, sociologia dos mercados e políticas públicas. Coordena hoje pesquisas sobre Inovação no setor público no Cebrap em parceria com a prefeitura de São Paulo, além de atuar como orientadora nas iniciativas do Desafio Cebrap desde 2018. É também professora de Metodologia com foco em análise qualitativa, com passagem pelo cebrap.lab, Unicamp [IFCH e FE] Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa da UFMG [MQ-UFMG] e Metodológicas CEM [USP]. Foi professora visitante na Unicamp e pesquisadora associada ao Centro de Estudos da Metrópole entre 2010 e 2017.

Thiago Cordeiro Almeida
Thiago Cordeiro Almeida é mestre em Demografia pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional na Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG). Possui graduação em Ciências Sociais (UFMG). Seus temas de interesse e pesquisa são: demografia da família, desigualdades raciais, segregação urbana e mercado de trabalho. Atualmente, é pesquisador bolsista no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pesquisador assistente junto ao Afro-Cebrap.

Victor Callil
Doutorando em história pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduado em pesquisa de marketing, mídia e opinião pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP-SP). Possui graduação em Turismo pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2009 onde participa de pesquisas sobre mobilidade urbana e políticas públicas. Trabalha com o tema da mobilidade urbana desde 2011. Participou da elaboração das Ciclorrotas (2011 e 2012) e do mapeamento do Bike Sampa (2012). Compõe a equipe responsável pela elaboração de indicadores e análise de acompanhamento de sistemas de bicicleta compartilhada em 6 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife (2012 – 2017). Realizou pesquisas quantitativas e qualitativas com ciclistas (2012 – 2015) e com gestores públicos (2016). Desenvolve trabalhos técnicos de contagem (2014, 2014, 2017), além de trabalhos acadêmicos na área (2017/18/19/20). Trabalha com manipulação, análise e georreferenciamento de dados em programas estatísticos e GIS.

Especiais

Laboratório de desenho de pesquisa   8 a 12 de julho Monise Fernandes Picanço, Tomás Wissenbach e Victor Callil
Análise de redes utilizando SocNetV   16 a 20 de setembro Rafael de Souza

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Laboratório de desenho de pesquisa, com Monise Fernandes Picanço, Tomás Wissenbach e Victor Callil

O objetivo desse laboratório é oferecer aos participantes ferramentas necessárias para desenhar, planejar e acompanhar projetos de pesquisa. Com uma equipe de professores especialistas tanto em pesquisas quantitativas como qualitativas, o laboratório combina exposições metodológicas e atividades práticas focadas nas demandas específicas dos participantes. São bem-vindos participantes em estágio de formulação de pesquisas acadêmicas individuais (para mestrado ou doutorado, por exemplo) ou representantes de organizações/coletivos interessados em construir análises a partir de dados empíricos. A proposta é, de acordo com os interesses de cada participante, auxiliar a identificar e recortar os objetos de pesquisa, constituir perguntas, escolher os métodos e técnicas necessárias para respondê-las e, eventualmente, sugerir outros estudos no campo das ciências sociais que podem ter interlocução com os temas em questão.

Análise de redes utilizando SocNetV, com Rafael de Souza

O curso tem como objetivo apresentar conceitos gerais da análise de redes, suas potencialidades e limitações, permitindo que os participantes do curso sejam capazes de utilizar a metodologia em suas pesquisas e áreas de atuação. A análise de rede tem sido utilizada em várias disciplinas como ferramenta de interrogação de fenômenos complexos como a distribuição relacional de poder, cooperação, conflito, capital social e a difusão de inovações. Redes podem ser descritas como conjuntos de interações entre unidades analíticas diversas. Trata-se sobretudo do estudo das conexões (amizade, cooperação, aconselhamento, similaridade, competição, etc.) entre diversos atores sociais. O curso fornece as ferramentas teóricas e metodológicas básicas do campo para que os interessados possam adaptar criativamente tais ferramentas em suas respectivas áreas de atuação. Voltado para pesquisadores acadêmicos e não- acadêmicos, as aulas irão introduzir aos alunos às bases teóricas, esquemas de notação, conceitos e métricas básicas utilizadas na descrição e representação de redes. Como representar redes sociais? Como é possível visualizar estruturas sociais? Serão enfatizados principalmente os aspectos operacionais da metodologia: desde a formulação dos problemas de pesquisa, coleta dos dados, passando pelo uso de ferramentas computacionais e chegando enfim à realização de medidas e visualização das redes. Essa atividade será desenvolvida com o uso do software SocNetV e outras ferramentas computacionais que auxiliarão o aluno durante o curso.

Conheça mais sobre os professores

Monise Fernandes Picanço
Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Coordenadora do cebrap.lab, é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2010 com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre educação, inovação, mercado de trabalho, mobilidade, sociologia dos mercados e políticas públicas. Coordena hoje pesquisas sobre Inovação no setor público no Cebrap em parceria com a prefeitura de São Paulo, além de atuar como orientadora nas iniciativas do Desafio Cebrap desde 2018. É também professora de Metodologia com foco em análise qualitativa, com passagem pelo cebrap.lab, Unicamp [IFCH e FE] Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa da UFMG [MQ-UFMG] e Metodológicas CEM [USP]. Foi professora visitante na Unicamp e pesquisadora associada ao Centro de Estudos da Metrópole entre 2010 e 2017.

Victor Callil
Doutorando em história pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduado em pesquisa de marketing, mídia e opinião pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP-SP). Possui graduação em Turismo pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2009 onde participa de pesquisas sobre mobilidade urbana e políticas públicas. Trabalha com o tema da mobilidade urbana desde 2011. Participou da elaboração das Ciclorrotas (2011 e 2012) e do mapeamento do Bike Sampa (2012). Compõe a equipe responsável pela elaboração de indicadores e análise de acompanhamento de sistemas de bicicleta compartilhada em 6 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife (2012 – 2017). Realizou pesquisas quantitativas e qualitativas com ciclistas (2012 – 2015) e com gestores públicos (2016). Desenvolve trabalhos técnicos de contagem (2014, 2014, 2017), além de trabalhos acadêmicos na área (2017/18/19/20). Trabalha com manipulação, análise e georreferenciamento de dados em programas estatísticos e GIS.

Tomás Wissenbach
Geógrafo e mestre em Geografia Humana pela USP e doutor em Administração Pública e Governo pela FGV-SP. Atualmente é pesquisador do Cebrap Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), onde coordena pesquisas relacionadas ao monitoramento e avaliação de políticas públicas e planejamento territorial. Atua como consultor sênior em processos de mapeamento e registro de políticas públicas e análise de conteúdo para sistematização de projetos. Coordena a parceria Cebrap Onu-Habitat de construção de observatório de políticas públicas e sistematização de Programas Estratégicos. Entre 2013 e 2016, como diretor do Departamento de Informações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, coordenou a implementação do GeoSampa – Sistema de Informações Geográficas da Cidade de São Paulo. Entre 2015 e 2017 presidiu o conselho administrativo da São Paulo Urbanismo, empresa pública municipal de projetos urbanos. Possui 15 anos de experiência em gestão e planejamento de políticas públicas, indicadores e planejamento territorial, em diferentes órgãos da administração pública estadual (Seade e Emplasa) e municipal (Secretaria de Planejamento, Secretaria de Desenvolvimento Urbano).

Rafael de Souza
Atualmente é pós-doutorando pelo Programa Internacional e Interdisciplinar de Pós- Doutorado (IPP) do Cebrap. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Teve passagem pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia. Pesquisador do CEBRAP desde 2015. Ministrou aulas sobre análise de redes sociais e construção de bancos de dados no Laboratório de Pesquisa Social – USP e também da Fundação Escola de Sociologia e Política. Atua na área de sociologia política e de movimentos sociais, com ênfase na relação entre cultura e política na construção social do ativismo e nas mediações organizacionais promovidas pelas redes em que as identidades políticas se formam. Tem experiência na área de análise de redes sociais, análise de eventos e pesquisa qualitativa.