
Coordenação: Monise F. Picanço
Equipe: Gabriela Trindade
Contato: cebrap.lab@cebrap.org.br
Desde 2018, o cebrap.lab, programa de formação aplicada em métodos, técnicas e ferramentas de pesquisa social, vem sendo um braço fundamental na política de difusão de conhecimento do Cebrap. Os cursos são pensados no formato de laboratórios, priorizando uma abordagem prática e processual das ferramentas em questão. Mesmo acontecendo no ambiente online (desde 2020), o programa mantém o diferencial da abordagem “mão na massa”, com foco em questões de pesquisa reais e com abertura para discussões sobre as necessidades específicas dos participantes e seus objetos de pesquisa. Orientados por pesquisadores que utilizam essas ferramentas e métodos empiricamente, os laboratórios buscam relacionar problemas de pesquisa, abordagens teóricas e estratégias de coleta e/ou análise de dados, contemplando ferramentas quantitativas, qualitativas ou mistas.
Como funciona






Políticas de compra:
- Todos os descontos são válidos para compras de até 5x sem juros.
- Importante: temos uma política de reembolso de 50% do valor para os alunos que desistem em até uma semana antes do início do curso.
Política progressiva de descontos (válida para cursos adquiridos numa mesma compra):
- Matrícula em 2 a 4 cursos: 10% de desconto, com o cupom 10LAB
- Matrícula em 5 ou 6 cursos: 20% de desconto, com o cupom 20LAB
- Matrícula em 7 ou mais cursos: 25% de desconto, com cupom 25LAB
Desconto para minorias: O Cebrap oferece desconto de 10% para pessoas trans, negras e indígenas, e/ou em condições de vulnerabilidade social. Se for seu caso, por favor, preencha este formulário.
Conheça nossas Trilhas
Trilha Quali
Abordagens e métodos qualitativos: Uma introdução |
7 a 10 de abril |
Monise Picanço e Jaciane Milanezi |
Entrevistas em profundidade | 5 a 8 de maio | Jaciane Milanezi |
Desenho, condução e análise de grupos focais | 23 a 26 de junho | Alexandre Abdal |
Análise Documental |
4 a 7 de agosto | Beatriz Sanchez |
Etnografia | 11 a 14 de agosto | Jaciane Milanezi |
Mapeamentos socioculturais | 25 a 28 de agosto | Ana Paula do Val |
Dados qualitativos: Estratégias e metodologias de análise | 22 a 25 de setembro | Monise Picanço |
Análise de dados qualitativos utilizando Atlas.ti | 27 a 30 de outubro | Monise Picanço |
Estudos de caso em Políticas Públicas | 1 a 4 de dezembro | Alexandre Abdal |
Conheça mais sobre os cursos
Abordagens e métodos qualitativos: Uma introdução, com Jaciane Milanezi e Monise Fernandes Picanço
Este curso apresenta uma introdução às abordagens qualitativas de pesquisas sociais, e é recomendado para pessoas que pretendem cursar outros laboratórios da trilha qualitativa do cebrap.lab e não tenham experiência prévia nessas abordagens. Aqui, abordaremos os principais diferenciais das abordagens qualitativas, seus pontos fortes e suas limitações, bem como algumas perspectivas teóricas que fazem uso dessas abordagens nas ciências sociais. Serão abordados, de forma introdutória, métodos como observações, entrevistas e grupos focais. Espera-se que, ao final do curso, os participantes tenham um panorama das abordagens qualitativas e saibam escolher quais os métodos mais adequados para responder aos seus problemas específicos de pesquisa.
Entrevistas em profundidade, com Jaciane Milanezi
Entrevistar é uma das técnicas utilizadas por pesquisadores para coletar dados. Contudo, a entrevista é uma interação social verbal, assimétrica e atravessada por silêncios também. O curso objetiva introduzir a audiência ao uso da entrevista em estudos qualitativos a partir das ciências sociais. Primeiro, abordaremos a elaboração de tipos de entrevistas por perguntas teoricamente orientadas. Em seguida, focaremos nas principais fases da entrevista, como o encontro com os entrevistados, testagem do roteiro, condução da interação, sistematização e análise. Por fim, discutiremos alguns desafios rotineiros, tais como posições sociais dos interlocutores, comportamentos inesperados de ambos e temas sensíveis.
Desenho, condução e análise de grupos focais, com Alexandre Abdal
O laboratório sobre desenho, condução e análise de grupos focais tem por objetivo introduzir as estudantes ao universo dos grupos focais, capacitando-as a produzir e a conduzir os seus próprios grupos focais e a sistematizar e analisar a evidência obtida por meio deles. Grupos focais são ferramentas qualitativas e controladas de pesquisa pelo qual a pesquisadora obtém rica informação derivada da interação discursiva entre as participantes. Grupos focais são utilizados em diferentes áreas e setores de atividade: da propaganda e marketing, por exemplo, para prospectar reações de consumidoras a produtos novos, às ciências sociais, como no caso da investigação dos significados associados às diferentes práticas sociais, econômicas, religiosas, culturais etc., e passando pelas políticas públicas, descortinando, por exemplo, como beneficiárias de determinado programa utilizam o benefício recebido e como estariam sem ele. Nesse sentido, o laboratório é voltado a pesquisadoras acadêmicas e não acadêmicas, em diferentes setores de atividade e etapas da carreira, desejosas de se apropriar e construir os seus próprios grupos focais. Serão abordados os seguintes temas: (i) métodos quali e os grupos focais; (ii) a produção de um grupo focal; (iii) amostragem e seleção das participantes; (iv) roteiro e condução de grupos focais; e (v) sistematização e análise da evidência obtida.
Análise Documental, com Beatriz Sanchez
Este laboratório tem como objetivo introduzir as/os/es participantes ao método da análise documental. Ao longo do curso, de caráter qualitativo, analisaremos as possibilidades de coleta e análise de diversas fontes documentais no âmbito das Ciências Sociais, sejam documentos legislativos, arquivos históricos, notícias de jornal, panfletos de movimentos sociais, fotografias, etc. A ideia é que, ao final do laboratório, as/os/es alunas/os/es sejam capazes de (i) conceitualizar o que é a análise documental, (ii) operacionalizá-la e (iii) identificar os principais desafios para a sua realização. Estimularemos a participação das/os/es estudantes durante as oficinas, que poderão exercitar a aplicação do método da análise documental tendo como ponto de partida suas próprias pesquisas.
Etnografia, com Jaciane Milanezi
Longe de ser uma observação distante da vida social, etnografar é imergir num universo de interações, diferente ou não, da vida social de pesquisadores. O curso introduz os interessados e interessadas nessa metodologia de pesquisa. Para isso, as aulas se dividem em três aspectos associados aos principais momentos etnográficos. Inicialmente, abordaremos a delimitação teórica de um universo a ser etnografado, o famoso “campo”, podendo ser inclusive virtual. Em seguida, analisaremos a entrada, o cotidiano de interações e a saída do campo de pesquisa. Por fim, nos dedicaremos à fase posterior de sistematização, análise e escolhas de escrita etnográfica.
Mapeamentos socioculturais, com Ana Paula do Val
Podemos compreender os mapeamentos socioculturais como um conjunto interdisciplinar de epistemologias, métodos e instrumentais de pesquisa, que têm por objetivo gerar um conjunto de informações (quantitativas e/ou qualitativas) levantadas, organizadas e analisadas sobre práticas, territórios, grupos e organizações culturais. O curso busca desenvolver uma compreensão crítica acerca dos mapeamentos e também compartilhar metodologias e ferramentas para intervenção em contextos socioculturais, a partir de debates e exercícios práticos. Além de estimular processos reflexivos sobre memória, pertencimento e reconhecimento da pluralidade de narrativas e culturas presentes em um mesmo território.
Dados qualitativos: Estratégias e metodologias de análise, com Monise Fernandes Picanço
A análise de dados qualitativos é uma etapa importante da pesquisa empírica, que implica em decisões, métodos e estratégias de sistematização, e um conhecimento robusto de possibilidades de abordagem e entradas analíticas. Este curso busca apresentar caminhos e possibilidades metodológicas para o trabalho de sistematização de diferentes dados coletados. Como se desenvolvem categorias de análise? O que é preciso fazer para se identificar e sistematizar os achados empíricos? Quais são os instrumentos e softwares disponíveis que podem me ajudar a analisar? Abordaremos ainda três metodologias de análise que podem ser aplicadas na análise qualitativa: análise de discurso, análise de conteúdo e grounded theory (teoria fundamentada). Serão apresentadas suas principais características, diferenças, pontos fortes e limitações, bem como exemplos práticos de como utilizar essas metodologias. Espera-se que, ao final do curso, os participantes tenham um panorama de perspectivas de análise qualitativa e saibam escolher quais são as metodologias e instrumentos mais adequados para responder aos seus problemas específicos de pesquisa.
Análise de dados qualitativos utilizando Atlas.ti, com Monise Fernandes Picanço
A proposta do curso é fornecer ferramentas para potencializar a análise do material qualitativo coletado a partir de entrevistas, observação e anotações e/ou materiais documentais. Trabalharemos com o método da codificação, forma de análise que ganha corpo nas Ciências Sociais em meados de 1960 e se dissemina, sobretudo, a partir da construção dos softwares de codificação. Apresentamos duas perspectivas analíticas que utilizam codificação: a Grounded Theory, que propõe uma investigação dos dados qualitativos realizada de maneira exploratória, descritiva e indutiva; e a Análise de Conteúdo, que concebe a análise dos dados qualitativos de maneira dedutiva, considerando que mesmo com um “Small N” é possível prover explicações de cunho causal. Tendo como base essa discussão, a intenção do curso é familiarizar os alunos com o uso de um software de análise qualitativa Atlas.ti. Os alunos são apresentados ao software e vemos como a leitura e a interpretação dos dados qualitativos podem ser aprimoradas com o uso de diferentes técnicas de codificação, fragmentação e cruzamento. Além disso, exploramos como produzir indicadores quantitativos simples sobre o texto para a identificação de regularidades e diferenças.
Estudos de caso em Políticas Públicas, com Alexandre Abdal
Este laboratório visa introduzir os participantes ao universo dos estudos de caso em Políticas Públicas, capacitando-os a planejar e a conduzir os seus próprios estudos de caso nas suas políticas de interesse. Estudos de caso são desenhos de pesquisa voltados para a produção de conhecimento em profundidade do caso estudado a partir da utilização das diferentes técnicas de pesquisa disponíveis, sejam elas quantitativas ou qualitativas. São indicados para situações nas quais o fenômeno de interesse não é imediatamente separável do contexto social mais geral e, por isso, constituem-se como ferramentas poderosas para a análise de políticas públicas e das ações governamentais. O laboratório abordará os seguintes temas: (i) o que são políticas públicas e a teoria dos ciclos de políticas; (ii) o que são estudos de caso e quando optar por eles; (iii) como desenhar e implementar estudos de caso; e (iv) como construir o(s) caso(s) para análise e definir as suas fronteiras.
Conheça mais sobre os professores
Alexandre Abdal
É sociólogo pela FFLCH-USP, professor do curso de Administração Pública da FGV EAESP e pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap e da rede de pesquisa INCT Observatório das Metrópoles: núcleo São Paulo. Atualmente é pós-doutorando do International Posdoctoral Program (IPP) do Cebrap com a pesquisa: “A globalização na berlinda: a crise da economia-mundo europeia e a emergência de dinâmicas globais disruptivas”. Interessa-se pelas grandes áreas dos estudos do desenvolvimento e globalização e dos estudos regionais e urbanos, com reflexão e acúmulo nas temáticas (i) políticas públicas de desenvolvimento, competitividade e inovação; (ii) métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais; (iii) mercado de trabalho e educação superior; e (iv) avaliação de políticas públicas. É autor do livro “São Paulo, Desenvolvimento e Espaço: a formação da Macrometrópole Paulista”, pela editora Papagaio, e um dos editores e organizadores dos livros digitais ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco quantitativo’ e ‘Métodos e técnicas de pesquisa em Ciências Sociais: bloco qualitativo’, em parceria com o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP.
Ana Paula do Val
Doutoranda em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC (UFABC). Mestra em Estudos Culturais pela Universidade de São Paulo (EACH-USP). Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), com habilitação em Artes pela Schule Belletristik. Atua há mais de 20 anos no campo cultural e no planejamento regional com projetos, pesquisas e formação envolvendo mapeamentos (socioculturais, ambientais, turísticos, etc.), elaboração de políticas públicas de cultura, gestão, produção cultural, mediação sociocultural e formação de redes. Entre 2018 e 2019, no Cebrap, coordenou o trabalho de campo e metodologia do mapeamento no projeto Fortalecendo Redes Culturais (Strengthening local cultural chains and networks in four Brazilian mid-sized cultural poles), financiado por meio do edital do International Fund for Cultural Diversity (IFCD) da Unesco. Integrou o Grupo de Trabalho de Sistematização de Práticas de Cultura de Base Comunitária na América Latina, do Programa IberculturaViva. É pesquisadora do MALOCA – Grupo de Pesquisas Multidisciplinares em Arquitetura e Urbanismos do SUL (UNILA-PR) e do Observatório da Diversidade Cultural – ODC (UEMG-UFBA), onde também atua como editora de arte e conteúdo da revista Boletim do Observatório da Diversidade Cultural.
Beatriz Sanchez
Professora temporária do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e professora de cursos de curta duração do Insper. Possui pós-doutorado pelo Programa Internacional de Pós-Doutorado (IPP) do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Doutora e mestra em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), é formada em Relações Internacionais pela mesma Universidade. É pesquisadora do Núcleo Democracia e Ação Coletiva (NDAC) do CEBRAP e da Rede de Pesquisas em Feminismos e Política.
Jaciane Milanezi
Socióloga pela UFRJ, pós-doutora pelo IPP/Cebrap, pesquisadora do Afro/Cebrap, pesquisadora visitante no The Geneva Graduate Institute, em Genebra/Suíça. Suas pesquisas se utilizam da entrevista em profundidade e etnografia para analisar a relação entre raça, gênero, migração internacional e desigualdades em saúde. Em específico, sua agenda de pesquisa foca nas repercussões de políticas reprodutivas na vida de mulheres negras nacionais e migrantes internacionais no contexto brasileiro.
Monise Fernandes Picanço
Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Coordenadora do cebrap.lab, é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2010 com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre educação, inovação, mercado de trabalho, mobilidade, sociologia dos mercados e políticas públicas. Coordena hoje pesquisas sobre Inovação no setor público no Cebrap em parceria com a prefeitura de São Paulo, além de atuar como orientadora nas iniciativas do Desafio Cebrap desde 2018. É também professora de Metodologia com foco em análise qualitativa, com passagem pelo cebrap.lab, Unicamp [IFCH e FE] Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa da UFMG [MQ-UFMG] e Metodológicas CEM [USP]. Foi professora visitante na Unicamp e pesquisadora associada ao Centro de Estudos da Metrópole entre 2010 e 2017.
Trilha Quanti
Introdução à análise de dados quantitativos: ferramentas, procedimentos e aplicações |
12 a 15 de maio |
Victor Callil |
Design de questionários e formulários online: fundamentos, construção e utilização | 26 a 29 de maio | Monise Picanço e Victor Callil |
Introdução à linguagem de programação R | 18 a 21 de agosto | Beatriz Milz |
Visualização de dados no R | 8 a 11 de setembro | Beatriz Milz |
Introdução à análise de regressão para pesquisas sociais | 15 a 18 de setembro | Thiago Almeida |
Raspagem de dados com R | 29 de setembro a 2 de outubro | Beatriz Milz |
PNAD Contínua | 6 a 9 de outubro | Thiago Almeida |
Indicadores sociais e territoriais: como construir e utilizar? | 3 a 6 de novembro | Tomás Wissenbach |
Análise quantitativa de texto com R | 10 a 13 de novembro | Beatriz Milz |
Conheça mais sobre os cursos
Introdução à análise de dados quantitativos: ferramentas, procedimentos e aplicações, com Victor Callil
O curso apresenta uma introdução à utilização de dados quantitativos nas Ciências Sociais, refletindo sobre sua aplicabilidade e limites. O objetivo do curso é tornar o aluno apto a trabalhar com bancos de dados, apresentando desde a estrutura do banco de dados até a análise dos dados, para a qual utilizaremos o software SPSS. Começamos esse trabalho a partir da apresentação da estrutura de um banco de dados, abordando os tipos de variáveis existentes e as formas de buscar, baixar e abrir um banco de dados da internet, bem como verificar sua confiabilidade. Em seguida, abordaremos as estatísticas descritivas, a construção de tabelas e de gráficos. Parte-se então para o cruzamento e criação de variáveis. Ensinaremos ainda a fazer séries históricas, manipular diversos bancos de dados e automatizar alguns processos através da produção de sintaxes. Por fim, discutiremos agrupamentos, correlações e regressões de forma introdutória. Não é preciso ter qualquer conhecimento prévio para fazer este curso, que pretende introduzir os iniciantes na análise de dados quantitativos. Serão utilizadas aulas expositivas e exercícios práticos.
Design de questionários e formulários online: fundamentos, construção e utilização, com Victor Callil e Monise Picanço
Este laboratório oferece ferramentas para desenvolver questionários e formulários para coleta de dados quantitativos em pesquisas online. Quando bem utilizadas, as ferramentas gratuitas disponíveis para construção de formulários e questionários podem trazer informações preciosas, seja por meio de cadastramentos, enquetes, mapeamentos, levantamentos ou surveys online, não apenas em pesquisas acadêmicas como também em projetos diversos.
O curso está divido em duas partes: em um primeiro momento, abordaremos tópicos mais centrais das discussões sobre surveys, como amostragem e viés, e seu impacto na construção de questionários online. Em seguida, utilizando como exercício empírico uma questão de pesquisa comum proposta aos participantes, trabalharemos as diferentes etapas no caminho da construção de informações: (1) a construção de um problema de pesquisa que possa ser abordado de maneira quantitativa; e, (2) princípios básicos da formulação, construção e utilização de questionários online com perguntas apropriadas à análise quantitativa.
Conforme proposta do CebrapLab, serão utilizadas exposições, vídeos, textos de aprofundamento e exercícios práticos, com priorização no uso de plataformas gratuitas (Google Forms).
Introdução à linguagem de programação R, com Beatriz Milz
A linguagem de programação R é utilizada para organização, análise e apresentação de dados. O curso apresentará a linguagem R e o ambiente de desenvolvimento (IDE) RStudio. Serão apresentados conceitos usando R base, e então falaremos em como fazer algumas tarefas usando o pacote tidyverse, como: importar uma tabela para o R, exportar uma tabela para o computador, selecionar colunas, filtrar linhas, ordenar uma base de dados, transformar variáveis, obter sumarização por grupos, obter estatísticas descritivas, gerar gráficos simples, entre outros. O curso tem como público-alvo pessoas que tenham interesse em utilizar R para análise de dados. Todas as ferramentas utilizadas são gratuitas.
Visualização de dados no R, com Beatriz Milz
O curso “Visualização de dados” abordará o uso da linguagem de programação R para a geração de gráficos, bem como a criação de mapas simples. Serão apresentados alguns conceitos como: quais são as diferenças entre visualizações exploratórias e explicativas, boas práticas ao criar visualizações de dados, como criar gráficos simples (como gráficos de dispersão/pontos, gráfico de barras, gráfico de linhas, histograma, boxplots), como personalizar os gráficos, exportar os gráficos em formatos adequados para publicações acadêmicas, e como criar mapas simples usando a teoria de gráficos em R.
Todas as ferramentas utilizadas são gratuitas: utilizaremos a linguagem de programação R, e o RStudio, e os pacotes ggplot2, sf, e geobr. O curso tem como público-alvo pessoas que tenham conhecimento básico em R, e queiram interesse em aprender a criar visualizações de dados.
Introdução à análise de regressão para pesquisas sociais, com Thiago Cordeiro Almeida
Este curso tem por objetivo introduzir pesquisadoras/es na utilização de modelos de análise de regressão à investigação de fenômenos sociais. Serão abordadas técnicas para análise de dados contínuos (regressão linear) e categóricos (regressão logística), com a exposição de suas propriedades, procedimentos de implementação usando o software R e a realização de exercícios práticos a partir de bases de dados disponíveis gratuitamente online. Ao fim do curso, os/as participantes estarão familiarizados com os procedimentos necessários para a implementação de modelos de regressão, de forma que possam adaptar para cada problema de pesquisa que trabalhem. Para participar do curso é necessário ter noções básicas dos softwares Excel, R e ter instalado o RStudio em seu computador. É recomendado ter noções de estatística básica (frequências, tabelas cruzadas, médias, medianas, etc.).
Raspagem de dados com R, com Beatriz Milz
O laboratório apresenta as principais ferramentas de raspagem de dados na Internet e manipulação de texto utilizando R. Além de ser um software livre voltado para estatística computacional e análise de dados, R é uma linguagem focada na aplicação de funções que, entre outras possibilidades, permite a captura de dados de forma automatizada na internet. A partir de informações disponíveis em portais de notícias, apresentaremos esse processo de raspagem de dados de páginas web (especialmente de tabelas e de páginas construídas em html) e construção de bases de dados com textos de Internet, permitindo introduzir as ferramentas mais básicas de mineração de texto. Faremos um exercício empírico partindo de uma questão de pesquisa que conduzirá a experimentação, de forma a capacitar os participantes com ferramentas e procedimentos que depois poderão ser usadas para a construção de suas próprias bases de dados. Para participação no curso, espera-se conhecimento prévio da linguagem R ou uma preparação de nivelamento por meio de tutoriais indicados antes do início das aulas.
PNAD Contínua, com Thiago Cordeiro Almeida
Este curso é voltado para pessoas que gostariam de trabalhar com a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE) e não estão habituadas a manipular bancos de dados complexos como este. Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre questões metodológicas da base, bem como suas nuances, limites e possibilidades de uso. O curso ensinará a acessar aquilo que se deseja na base disponibilizada pelo IBGE, levar para um software de manipulação de dados, trabalhar estatísticas básicas e avaliar as estimativas geradas. Ao final do curso, o/a participante estará mais familiarizado/a com a base de dados, bem como outras bases do IBGE com estrutura semelhante. Para participar do curso é necessário ter noções básicas dos softwares Excel, R e ter instalado o RStudio em seu computador. O curso utilizará os dois softwares para trabalhar os dados.
Indicadores sociais e territoriais: como construir e utilizar?, com Tomás Wissenbach
Este laboratório tem como objetivo desenvolver habilidades teóricas e práticas a respeito do uso de indicadores sociais e territoriais no debate público e nos ciclos de políticas públicas. Entre os conceitos estão as definições e conceituação dos indicadores, suas propriedades desejáveis, suas relações com o ciclo das políticas públicas, além das disputas em torno das políticas baseadas em evidências. Nas atividades práticas, essenciais para compreensão do fenômeno, o laboratório vai trabalhar com exemplos práticos de demandas de organizações públicas e da sociedade civil para aplicar os conceitos para a seleção dos indicadores, redução e metodologias de agregação. Espera-se que, ao final do curso, os participantes saiam capazes de propor, criar e avaliar sistemas de indicadores para programas públicos e não governamentais e avaliar sistemas de indicadores e observatórios.
Análise quantitativa de texto com R, com Beatriz Milz
O curso “Análise Quantitativa de Textos com R” abordará conceitos como: o que é análise quantitativa de textos; como estruturar textos capturados de pdfs, html simples e word em uma base de dados; como realizar o pré-processamento destes dados (por exemplo: remoção de caracteres que não são relevantes para a análise, remoção de “stop words”, utilização de expressões regulares para identificar palavras relevantes, entre outros); como realizar contagens de palavras ou n-grams mais frequentes; como visualizar estas contagens (como uma nuvem de palavras ou gráficos de barras); e por fim será abordado de forma introdutória a modelagem de tópicos, um método não supervisionado para criar grupos de documentos (similar ao cluster utilizado com dados numéricos). Serão apresentados também alguns exemplos destes tipos de análises. Todas as ferramentas utilizadas são gratuitas: utilizaremos a linguagem de programação R, o RStudio, e os pacotes stringr, ggplot2, dplyr, tidytext, entre outros. O curso tem como público-alvo pessoas que tenham conhecimento intermediário em R e tenham interesse em analisar textos com métodos quantitativos utilizando R.
Conheça mais sobre os professores
Beatriz Milz
Em estágio pós-doutoral na Universidade Federal do ABC, vinculada ao Laboratório de Planejamento Territorial (Laplan). Possui doutorado em Ciência Ambiental (PROCAM/IEE/USP) pela Universidade de São Paulo, mestre em ciências pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e bacharelado em Gestão Ambiental pela Universidade de São Paulo (USP). Co-organizadora da R-Ladies São Paulo, uma comunidade que tem como objetivo promover a diversidade de gênero na comunidade da linguagem R. Instrutora de tidyverse certificada pela RStudio (atual Posit). Tem experiência em ensino de programação em R desde 2022, com experiência ensinando no cebrap.lab, no Programa de Verão do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME/USP), e em cursos privados.
Monise Fernandes Picanço
Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Coordenadora do cebrap.lab, é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2010 com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre educação, inovação, mercado de trabalho, mobilidade, sociologia dos mercados e políticas públicas. Coordena hoje pesquisas sobre Inovação no setor público no Cebrap em parceria com a prefeitura de São Paulo, além de atuar como orientadora nas iniciativas do Desafio Cebrap desde 2018. É também professora de Metodologia com foco em análise qualitativa, com passagem pelo cebrap.lab, Unicamp [IFCH e FE] Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa da UFMG [MQ-UFMG] e Metodológicas CEM [USP]. Foi professora visitante na Unicamp e pesquisadora associada ao Centro de Estudos da Metrópole entre 2010 e 2017.
Thiago Cordeiro Almeida
Doutorando em Demografia vinculado ao Centre d’Estudis Demogràfics (CED, Espanha) e ao programa European Doctoral School of Demography (EDSD, França). Mestre em Demografia pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional na Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG). Possui graduação em Ciências Sociais (UFMG). Atuou como pesquisador bolsista na diretoria de Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Tem experiência em projetos de consultoria associados a diferentes órgãos nacionais (MEC, MS, MDHC) e internacionais (Instituto Nacional de Estatísticas de Moçambique). Atua também como pesquisador assistente junto ao Núcleo Afro – Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial no CEBRAP. Seus temas de interesse e pesquisa são: demografia da família, fecundidade, avaliação da qualidade dos dados, desigualdades raciais e de gênero, segregação urbana e mercado de trabalho.
Tomás Wissenbach
Geógrafo e mestre em Geografia Humana pela USP e doutor em Administração Pública e Governo pela FGV-SP. É pesquisador e coordenador de projetos no Cebrap e professor do Cebrap.Lab. Atua em pesquisas relacionadas ao monitoramento e avaliação de políticas urbanas e planejamento territorial, orçamento público, indicadores sociais e ambientais e geoinformação aplicada às políticas públicas. Possui 20 anos de experiência em gestão pública, indicadores e planejamento territorial, em diferentes órgãos da administração pública estadual (Seade e Emplasa) e municipal (Secretaria de Planejamento, Secretaria de Desenvolvimento Urbano). Já trabalhou em diversas iniciativas relacionadas à criação de sistemas de indicadores e hoje coordena o Observatório Brasileiro das Desigualdades, iniciativa criada por centenas de organizações da sociedade civil para monitorar e incidir pela redução das desigualdades no país.
Victor Callil
Doutorando em história pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduado em pesquisa de marketing, mídia e opinião pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP-SP). Possui graduação em Turismo pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2009 onde participa de pesquisas sobre mobilidade urbana e políticas públicas. Trabalha com o tema da mobilidade urbana desde 2011. Participou da elaboração das Ciclorrotas (2011 e 2012) e do mapeamento do Bike Sampa (2012). Compõe a equipe responsável pela elaboração de indicadores e análise de acompanhamento de sistemas de bicicleta compartilhada em 6 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife (2012 – 2017). Realizou pesquisas quantitativas e qualitativas com ciclistas (2012 – 2015) e com gestores públicos (2016). Desenvolve trabalhos técnicos de contagem (2014, 2014, 2017), além de trabalhos acadêmicos na área (2017/18/19/20). Trabalha com manipulação, análise e georreferenciamento de dados em programas estatísticos e GIS.
Especiais
Acesso e introdução à análise de dados sociais, demográficos e ocupacionais | 14 a 17 de julho | Jonas Bicev |
Laboratório de desenho de pesquisa | 28 a 31 de julho | Monise Picanço e Victor Callil |
Conheça mais sobre os cursos
Acesso e introdução à análise de dados sociais, demográficos e ocupacionais, com Jonas Tomazi Bicev
Objetivo do curso é familiarizar os estudantes e pesquisadores nas ferramentas de acesso online às bases de dados e manipulação de dados estatísticos. Além de explorar a consulta direta de dados nas plataformas do Ministério do Trabalho e Emprego (BRASIL, MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o curso se concentra nas técnicas de leitura, manipulação e análise dos microdados da RAIS e da Pnad-C em softwares estatísticos como o SPSS, Stata e R. Após uma breve discussão conceitual sobre as diferenças entre indicadores, índices e escalas, o encerramento do curso se dá com a consulta de índices e extração de indicadores de importantes plataformas do Pnud; IPEA e Instituto Cidades Sustentáveis.
Laboratório de desenho de pesquisa, com Monise Fernandes Picanço e Victor Callil
O objetivo desse laboratório é oferecer aos participantes ferramentas necessárias para desenhar, planejar e acompanhar projetos de pesquisa. Com uma equipe de professores especialistas tanto em pesquisas quantitativas como qualitativas, o laboratório combina exposições metodológicas e atividades práticas focadas nas demandas específicas dos participantes. São bem-vindos participantes em estágio de formulação de pesquisas acadêmicas individuais (para mestrado ou doutorado, por exemplo) ou representantes de organizações/coletivos interessados em construir análises a partir de dados empíricos. A proposta é, de acordo com os interesses de cada participante, auxiliar a identificar e recortar os objetos de pesquisa, constituir perguntas, escolher os métodos e técnicas necessárias para respondê-las e, eventualmente, sugerir outros estudos no campo das ciências sociais que podem ter interlocução com os temas em questão.
Conheça mais sobre os professores
Jonas Tomazi Bicev
Mestre e doutor em Sociologia pela FFLCH-USP. É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2019. Possui experiência em pesquisas sobre o mercado de trabalho, consumo e práticas culturais, com passagens por empresas e instituições como o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec 2015; 2020-2021); Data Popular (2014 e 2015) e Fipe (2013). Entre os estudos desenvolvidos, destacam-se a atuação nas pesquisas sobre desemprego e trabalho temporário (2010), frequentadores e usuários das atividades esportivas e culturais do SESC/SP (2016), emprego metalúrgico na indústria automotiva (2019), mapeamento de pessoas trans da cidade de São Paulo (2021), impactos sociais do envelhecimento ativo (2022), atlas da arquitetura e urbanismo do Estado de São Paulo (2023) e observatório da desigualdade (2024). Atualmente realiza pós-doutorado no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) no âmbito do projeto “Carros Globais: uma pesquisa urbana transnacional sobre a economia informal de veículos (Europa, África e América do Sul).
Monise Fernandes Picanço
Mestra e doutora em Sociologia pela USP. Coordenadora do cebrap.lab, é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2010 com experiência em coleta e análise qualitativa e quantitativa em pesquisas sobre educação, inovação, mercado de trabalho, mobilidade, sociologia dos mercados e políticas públicas. Coordena hoje pesquisas sobre Inovação no setor público no Cebrap em parceria com a prefeitura de São Paulo, além de atuar como orientadora nas iniciativas do Desafio Cebrap desde 2018. É também professora de Metodologia com foco em análise qualitativa, com passagem pelo cebrap.lab, Unicamp [IFCH e FE] Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa da UFMG [MQ-UFMG] e Metodológicas CEM [USP]. Foi professora visitante na Unicamp e pesquisadora associada ao Centro de Estudos da Metrópole entre 2010 e 2017.
Victor Callil
Doutorando em história pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduado em pesquisa de marketing, mídia e opinião pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP-SP). Possui graduação em Turismo pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap desde 2009 onde participa de pesquisas sobre mobilidade urbana e políticas públicas. Trabalha com o tema da mobilidade urbana desde 2011. Participou da elaboração das Ciclorrotas (2011 e 2012) e do mapeamento do Bike Sampa (2012). Compõe a equipe responsável pela elaboração de indicadores e análise de acompanhamento de sistemas de bicicleta compartilhada em 6 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife (2012 – 2017). Realizou pesquisas quantitativas e qualitativas com ciclistas (2012 – 2015) e com gestores públicos (2016). Desenvolve trabalhos técnicos de contagem (2014, 2014, 2017), além de trabalhos acadêmicos na área (2017/18/19/20). Trabalha com manipulação, análise e georreferenciamento de dados em programas estatísticos e GIS.