O que somos

Observatório da Religião e Interseccionalidades é um núcleo de pesquisa e análise de dados que monitora o debate público sobre religião e suas intersecções com raça, etnia, gênero, sexualidade e classe social.

Nossa missão

Produzir dados e transformá-los em matéria-prima para a construção de novas visões e conhecimentos a respeito dos fenômenos sociais associados ao religioso no espaço público.

O que fazemos

  • Monitoramos mídias sociais, imprensa tradicional e portais de notícia, Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado) e Judiciário (Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal)
  • Produzimos clippings de notícias a partir dos principais veículos de comunicação on-line do país
  • Mapeamos e classificamos a literatura acadêmica sobre pluralismo religioso e suas interconexões com outros marcadores sociais
  • Elaboramos balanços periódicos das nossas atividades
  • Publicamos artigos científicos e textos analíticos em diversas mídias

Quem somos

Fazemos parte de um grupo de pesquisadores das ciências humanas originalmente vinculados ao Projeto Temático Fapesp Pluralismo Religioso e Diversidades no Brasil Pós-Constituinte.

Equipe

 

  Paula Montero
  coordenadora-geral

 

 

 

    Aramis Silva
    pesquisador/comunicação

 

 

 

    Dirceu André Girardi
    pesquisador/cientista de dados

 

 

 

    Renata Nagamine
   pesquisadora/comunicação

 

 

 

    Gustavo Aires Tiago
    pesquisador/cientista de dados

Publicações do Observatório
  1. O voto evangélico nas eleições de 2022 – Nexo Políticas Públicas (Novembro 2022)
  2. A lei do altar – Quatro cinco um (Dezembro 2022)
  3. Cristropicalismo: a reimaginação da modernidade no Brasil contemporâneo – Diplomatique (Fevereiro 2023)
  4. Christropicalisme: reinventer la modernité dans le Brésil contemporain – Autres Brésis (Fevereiro 2023)
  5. Ayuhasca, espíritos e extraterrestres: bolsonarismo como evolução espiritual – Nexo Políticas Públicas (Abril 2023)
  6. Família e religião a propósito do caso filó – Diplomatique (Maio 2023)
  7. O casamento homoafetivo, 10 anos depois – Nexo Políticas Públicas (Junho 2023)
  8. O debate da fome sob o escrutínio católico – Nexo Políticas Públicas (Julho 2023)
  9. Como as imaginações católicas informam os ativismos socioambientais – Nexo Políticas Públicas (Agosto 2023)
  10. Quando velhos personagens entram em cena – a esquerda evangélica – Nexo Políticas Públicas (Setembro 2023)

Pesquisas

O aborto nos Estados Unidos em debate no Brasil

Duração: julho de 2023 a dezembro de 2023

Pesquisadores: Olívia Alves Barbosa, Dirceu André Gerardi, Paula Montero, Renata Nagamine, Camila Nicácio e Lilian Sales

Coordenação: Paula Montero

Em junho de 2022, a Suprema Corte dos Estados Unidos, em decisão do caso Dobbs v. Jackson, afastou o precedente Roe v. Wade (1973), segundo o qual a interrupção da gravidez era um corolário do direito da mulher à privacidade. Com base nesse entendimento, a Suprema Corte havia proibido os estados dos Estados Unidos de proibirem o aborto. Com sua decisão mais recente, ela os autorizou a proibirem a prática. Como a imprensa escrita repercutiu essa decisão no Brasil?

A pesquisa é desenvolvida no âmbito do Nonreligion in a Complex Future e tem em vista possibilitar a comparação entre os países que integram o projeto, com sede na Universidade de Ottawa e liderança de Lori Beaman. Interessa-nos entender como a imprensa escrita brasileira repercutiu a decisão analisando qualitativamente dados coletados por meio de técnicas de ciência de dados nos jornais Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo e A Gazeta do Povo, considerando os sete dias seguintes à decisão.

Religião na campanha eleitoral de 2022

Duração: março de 2023 a março de 2024

Pesquisadores: Dirceu André Gerardi, Renata Nagamine e Aramis Luis Silva

Coordenação: Dirceu André Gerardi

Muito se falou sobre religião na campanha eleitoral de 2022 e a imprensa escrita foi parte importante desse debate. O tema apareceu com frequência em reportagens e artigos de opinião nos principais jornais brasileiros. Afinal, o que e como se falou sobre a religião nessas peças? De que modo a religião é interseccionada nelas por gênero, raça, classe e outros marcadores sociais da diferença?

Para responder a essas perguntas, utilizamos técnicas de ciência de dados e raspagem na web (“web scrapping”) para coletar toda a produção sobre religião durante a campanha eleitoral de 2022 nos três principais jornais de circulação nacional no Brasil: Folha de S. Paulo, Estadão e O Globo. Para essa coleta, construímos a variável “religião” a partir de uma lista de palavras elaborada em colaboração com os pesquisadores do projeto temático “Pluralismo religioso e diversidades no Brasil pós-Constituinte”.

A análise dos dados produzidos na pesquisa nos possibilitará perceber e entender a produção de uma convenção do que se entende por religião em instâncias de mediação social no Brasil. Esses dados poderão subsidiar, além disso, trabalhos de pesquisadores de outras instituições e jornalistas interessados em compreender processos relacionados com a religião no espaço público brasileiro. Com o propósito de contribuir para suscitar novas perguntas e análises sobre o tema, tornaremos nosso conjunto de dados públicos ao término da pesquisa.

Um agro-cristianismo em formação no Brasil?

Duração: março de 2024 a março de 2026

Pesquisadores: Dirceu André Gerardi, Renata Nagamine, Aramis Luis Silva e Gustavo Aires Tiago

Coordenação: Renata Nagamine

Como as fronteiras agrícolas e religiosas se desenharam no Brasil pós-Constituinte?

A pesquisa se propõe a preencher uma lacuna significativa no entendimento da relação entre processos religiosos e processos socioeconômicos no Brasil. Para isso, investigaremos possíveis intersecções da expansão da fronteira agrícola, o aumento do número de espaços de culto evangélicos e de pessoas que se declaram evangélicas, de 1980 em diante.

A análise estatística e espacial desses dados visará identificar e dar subsídios para compreender possíveis correlações entre os três fenômenos, trazendo informações sobre seus aspectos socioculturais e socioeconômicos. Empregando ciência de dados, métodos estatísticos e algoritmos espaciais, a pesquisa revelará padrões, relações e tendências que podem não ser evidentes em uma análise conduzida com base em outras técnicas e métodos. Evidenciar esses padrões, por sua vez, pode propiciar uma melhor compreensão de dinâmicas sociais, econômicas e religiosas em regiões de expansão agrícola.