Núcleos de Pesquisa

O foco do Cebrap é a análise e intervenção na realidade brasileira, com um estilo de trabalho próprio, que enfatiza a comparação, combina especialização e interdisciplinaridade, em diálogo constante entre as diferentes perspectivas teóricas e metodológicas de seus antropólogos, cientistas políticos, demógrafos, economistas, filósofos, historiadores, juristas e sociólogos.

O Cebrap está hoje organizado em 17 núcleos de pesquisa.

  • Centro de Estudos da Metrópole (CEM)
    Coordenação: Marta Arretche
    O Centro de Estudos da Metrópole (CEM/Cepid) é uma instituição de pesquisa avançada em ciências sociais, criada em 2000 busca ser um centro de nível internacional que investiga temáticas relacionadas a desigualdades e à formulação de políticas públicas nas metrópoles contemporâneas. Sediado na USP e no CEBRAP, o CEM é constituído por um grupo multidisciplinar, que inclui pesquisadores demógrafos, cientistas políticos, sociólogos, geógrafos, economistas e antropólogos – cuja agenda de pesquisa está voltada basicamente ao estudo de dimensões relacionadas ao acesso dos cidadãos ao bem-estar. Dessa forma, as pesquisas desenvolvidas estão voltadas aos mecanismos por meio dos quais os cidadãos podem sair da situação de pobreza, a saber: a ação do Estado; mercado de trabalho e as redes de relacionamento e associativas. Os pesquisadores do Centro aplicam distintas metodologias em suas investigações. Alguns adotam técnicas quantitativas (estudos de grande “n” com tratamento estatístico. Outros empregam técnicas qualitativas (com “n” pequeno e estudos de caso), além daqueles que realizam trabalho etnográfico. O modelo de pesquisa adotado segue o das ciências sociais, ou seja, um professor orientador (coordenador de pesquisa) e seus orientandos, objetivando a formação de novos pesquisadores. As equipes de pesquisa são formadas por investigadores em diferentes estágios da carreira. As linhas mais recentes de pesquisa estão voltadas ao estudo de fatores que afetam a trajetória recente das desigualdades no Brasil, esperando obter contribuições teóricas que possam ser úteis para o conhecimento científico e para formuladores de políticas públicas. Pesquisas de longo prazo em escala nacional, com abordagem multidisciplinar, e colaboração com equipes de investigação nacionais e internacionais são as estratégias fundamentais desta proposta. O Centro é financiado pela FAPESP por meio de um novo modelo de organização da investigação científica implementado nos Cepids (Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão). Em sua trajetória, o Centro também contou com o apoio do CNPq tendo sido um INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia) até 2014.
  • Núcleo de Cidadania, Saúde e Desenvolvimento
    Coordenação: Vera Schattan
    O Núcleo de Cidadania, Saúde e Desenvolvimento do Cebrap dedica-se sobretudo à pesquisa e discussão de políticas públicas de saúde e dos sistemas de saúde, com um enfoque particular às questões de equidade e participação social. Criado em 2006, o Núcleo discute a relação entre cidadania e desenvolvimento por meio de pesquisas comparativas, seminários, workshops e consultorias buscando fortalecer o diálogo entre círculos acadêmicos, gestores públicos e entidades da sociedade civil no Brasil e internacionalmente. Para além do foco em saúde, o Núcleo sedia também pesquisas que abordem processos de democratização e desenvolvimento em curso no Brasil e em outros países – com ênfase na discussão sobre accountability e participação social - em outras políticas públicas e temáticas tais como desenvolvimento regional e governo aberto. As principais áreas de pesquisa do Núcleo são: 1) Políticas e sistemas de saúde; a) Participação e accountabilty em políticas de saúde b) Equidade e desigualdades em saúde c) Contratualização e regionalização 2 ) Democracia, Desenvolvimento e Políticas Públicas a) Cidadania, Participação, Deliberação e Mobilização Social b) Governo aberto
  • Núcleo de Cultura Digital
    Coordenação: Pedro Puntoni
    A popularização da internet, em meados dos anos 90 do século passado, e das tecnologias de informação modeladas em dispositivos digitais (que se constroem a partir de algorítimos baseados em valores discretos) tem produzido uma nova forma de sociedade. O impacto deste novo ambiente tecnológico é global e tem imerso, de alguma maneira, quase todos os outros sistemas de conhecimento. Os campos do conhecimento e da ação social, de alguma maneira, tem sido alterados e/ou permeados por dispositivos digitais e por tecnologias. Algumas análises mais radicais, baseadas nas descobertas da moderna Ciência da Mente (E. Kandel),  tem apontado que o próprio modo de funcionamento do cérebro pode estar mudando (N. Carr). As Humanidades Digitais (Digital Humanities) tem procurado consolidar um campo de reflexão e de produção de conhecimento sobre os possíveis usos dos novos intrumentos de gestão da informação para a pesquisa, seus impactos nas metodologias e conceitos, assim como pensar a própria formação deste novo ambiente intelectual. O Núcleo de Cultura Digital do Cebrap reúne pesquisadores e colaboradores interessados em refletir sobre este espaço da cultura e suas implicações na produção dos conhecimentos na humanidades. Nosso objetivo é também interferir de forma prática na cultura digital, propondo novos instrumentos e ferramentas para a democratização do acesso ao conhecimento e para a valorização da cultura brasileira.
  • Núcleo de Democracia e Ação Coletiva
    Coordenação: Adrian Gurza Lavalle
    É inegável a relevância da sociedade civil no debate contemporâneo sobre democracia e políticas públicas. O Núcleo de Pesquisa Democracia e Ação Coletiva vem desenvolvendo uma série de pesquisas que buscam analisar temas relacionados à sociedade civil, políticas públicas e instituições políticas. Especificamente, é possível apontar as seguintes linhas de trabalho: Novas Formas de Representação Política, Espaços Participativos, Controle Social e Accountability, Interfaces entre Instituições Políticas e Atores Sociais, Redes de Organizações Civis, Redes de Interação entre Estado e Sociedade, Construção Política das Organizações Civis, Cidadania, Direitos Sociais e Espaço Público. Apesar da diversidade de agendas, estas rumam para um mesmo sentido: o de compreender os novos caminhos pelos quais se desenvolvem as democracias contemporâneas a partir da lógica de operação de atores coletivos.
  • Núcleo de Desenvolvimento
    Coordenação: Carlos Torres Freire
    O Núcleo Desenvolvimento agrega pesquisadores interessados em Investigar processos de desenvolvimento econômico, seus desdobramentos nas desigualdades e as políticas públicas relacionadas ao tema no Brasil. Nesse sentido, realiza pesquisas sobre desenvolvimento regional e urbano; ciência, tecnologia e inovação; e mercado de trabalho. No campo das desigualdades, as investigações versam sobre sua produção e reprodução em diferentes esferas bem como procuram acompanhar o debate acerca da  construção de políticas universais e focais para seu enfrentamento. Atualmente, os principais focos de estudo são: as desigualdades raciais e de gênero no sistema educacional e no mercado de trabalho; e as desigualdades regionais na estrutura produtiva brasileira e na infraestrutura de C&T&I no país.   
  • Núcleo de Direito e Democracia
    Coordenação: José Rodrigo Rodriguez
    Tendo como pressuposto a constatação da necessidade da criação, no Brasil, de grupos de pesquisade orientação interdisciplinar, o Núcleo Direito e Democracia (NDD) do CEBRAP busca não apenas investigar a tradição da Teoria Crítica e seus problemas, mas também prolongar essa tradição até o presente, buscando interpretar o tempo atual à luz de diferentes possibilidades de atualização de modelos críticos exemplares. Os projetos do NDD articulam diferentes ordens de problemas da moral, da política e do direito, não obstante a preeminência da perspectiva filosófica e jurídica. As linhas de pesquisa do NDD vêm sendo financiadas pela FAPESP desde o ano 2000, na linha de Projetos Temáticos, e por outras agências governamentais como o CNPQ e o Ministério da Justiça. Em seu sentido mais amplo, os projetos buscam mapear em sua diversidade os diferentes modelos críticos de teoria social em suas vertentes morais, jurídicas e políticas para, com isso, divisar aplicações relevantes a problemas prementes da atualidade. Em uma caracterização geral, esses projetos compõem-se dos seguintes momentos: (1) relação da tradição da Teoria Crítica com a tradição filosófica; (2) reconstrução dos diversos modelos de Teoria Crítica em sua relação com as dimensões da moral, do direito e da política; bem como (3) investigações aplicadas nos campos do direito, da política e da moral.
  • Núcleo de Etnografia Urbanas
    Coordenação: Ronaldo de Almeida
    O Núcleo de Etnografias Urbanas compreende um conjunto de pesquisadores de ciências sociais preocupados com as transformações urbanas contemporâneas, sobretudo nas grandes cidades brasileiras. Desigualdade e pobreza, mudança religiosa, políticas públicas, violência urbana e o consumo e o tráfico de drogas psicoativas são alguns temas centrais das pesquisas, que têm nas periferias urbanas o locus privilegiado das investigações.  O Núcleo, por outro lado, vale-se da etnografia como a metodologia de referência ao privilegiar a investigação na escala dos fenômenos sociais,  sem abandonar a articulação com outras metodologias (quantitativas e/ou qualitativas). 
  • Núcleo de Filosofia
    Coordenação: Ricardo Terra
    Sempre aberta à pesquisa e ao diálogo interdisciplinar, o Núcleo de Filosofia se caracteriza por aliar investigações de cunho lógico (no sentido mais amplo do termo) ao exame de problemas de fundamentação das ciências humanas e problemas de filosofia prática, buscando trazer criticamente para o debate brasileiro as discussões hoje travadas nesses campos.
  • Núcleo de Indicadores Sociais e Ambientais
    Coordenação: John Syndentricker
    Este Núcleo privilegia pesquisas em torno de duas grandes temáticas. De uma parte, a estrutura e dinâmica dos conflitos sociais em torno dos usos de recursos naturais, os processos de mobilização coletiva deles decorrentes, e a criação e funcionamento de instituições e fóruns reguladores destas relações. De outra parte, se investiga as interdependências entre instituições, dinâmicas territoriais e meioambiente, com destaque para as políticas e as estratégias públicas e privadas direcionadas à promoção do desenvolvimento dos territórios e da sustentabilidade.
  • Núcleo de Instituições Políticas e Eleições
    Coordenação: Andrea Freitas
    O Núcleo de Instituições Políticas e Eleições - Nipe - destina-se ao estudo dos processos políticos recentes, sobretudo no Brasil, com ênfase no ordenamento institucional e seus efeitos sobre o comportamento político, no processo decisório e nas políticas públicas. Busca participar das dinâmicas políticas e sociais do país, promovendo a formação de quadros e a intervenção no debate político e institucional. Desta forma, seu principal propósito é fazer com que o rigor técnico e analítico, próprios da investigação científica, incida sobre o debate público.
  • Núcleo de Instituições Políticas e Movimentos Sociais
    Coordenação: Angela Alonso
  • Núcleo de População
    Coordenação: Elza Berquó
    Esta área desenvolve estudos relacionados às transformações sócio-demográficas em curso na sociedade. Especial atenção é dada à demografia das desigualdades, que inclui questões ligadas às relações de gênero, de geração e de etnia. Contempla ainda pesquisas no campo dos direitos sexuais e reprodutivos com vistas à avaliação e monitoramento de políticas públicas, com especial atenção à sexualidade e juventude.
  • Núcleo de Religiões no Mundo Contemporâneo
    Coordenação: Paula Montero
    A partir de um diálogo teórico com Jürgen Habermas, recolocaremos neste trabalho o debate contemporâneo sobre a relação entre religiões e espaço público. Nosso ponto de partida diz respeito ao modo como o campo religioso tem se posicionado com relação a questões candentes para a sociedade brasileira tais como o aborto, drogas, deficiência e questões éticas de grande impacto na mídia. Se, como pretende Habermas, as religiões não traduzem, necessariamente, seus argumentos religiosos em argumentos políticos para opinar publicamente, trata-se de compreender, através de uma análise sistemática dos discursos religiosos a gramática, a argumentação e a produção de sentidos que eles colocam em circulação no espaço público e avaliar sua capacidade de persuasão.
  • Observatório de Política Externa
    Coordenação: Maria Hermínia Tavares de Almeida
  • Projetos Concluídos
    Coordenação: